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Contingencias

por Trinco, em 06.08.15

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Os últimos dias têm sido alucinantes! Contingências do período e do mercado seguramente. Esperaria, como continuo a esperar, muitas movimentações até ao dia 31. Não esperava era este circo todo na semana da 1ª competição a sério, contra um adversário em clara baixa de moral, num jogo que poderá ser determinante para época.

E não esperava que fossemos sobretudo nós a promover este ruído todo. Mesmo que acabe por aceitar quase todas as decisões e algumas consequencias das mesmas, o momento é inegavelmente o pior.

Boateng, depois de ser oferecido ao Sporting, chega a Lisboa, carregado de malas, o que indicia uma intenção de permanecer e por consequencia um encontro de vontades e um acordo contratual, aceitando inclusive uma brutal redução no seu salário, terá falhado nos testes físicos, com o departamento médico a recusar a responsabilidade pelo aval e nem treinador, apesar da vontade em contar com o jogador, nem a estrutura se arriscaram a avançar. Isto é, inegavelmente um bom sinal. E até a justificação pública encontrada demonstra uma alteração das orientações seguidas, protegendo o futuro desportivo imediato do jogador, mas ainda mais protegendo o relacionamento com o agente, não queimando pontes e dando uma imagem bem mais diplomática para os parceiros. No entanto, o momento, mesmo que por contingência do mercado, implicou um encher da bolha de expectativas dos Sportinguistas (Boateng é um excelente jogador, mesmo que há dois anos em crise consigo mesmo) e um esvaziar repentino.

Mitroglou, depois de semanas e semanas de conversações não desmentidas e acordos eminentes, surge como reforço de um adversário directo. Mesmo que se queira acreditar que possa ter sido uma qualquer estratégia da "malévola" comunicação social para beneficiar um em desfavor de outro, a verdade é que o Sporting nunca deu sinais de uma qualquer falta de interesse no jogador. Nunca desmentiu. E mesmo que estivesse a arriscar ter o jogador a cozer em lume brando para a eventualidade da saída de Slimani (que pelo que sei, tem a preferência do treinador, mesmo em relação ao grego), se colocou a jeito desta contingência, que produz um efeito perigoso de moralização do adversário.

E nisto, mesmo não tendo nada a ver com os outros processos, surge Bruno Paulista, 19 anos, um ilustre desconhecido do futebol mundial, nomeadamente quando comparado com os outros dois nomes, vindo da 2ª divisão brasileira e um custo apontado mais elevado que qualquer jogador contratado esta época. Um jogador que podendo-se vir a afirmar rapidamente (e do que já vi, gostei) mas que na leitura que se pode fazer agora, apenas será uma esperança, uma aposta, acabando por ser mesmo quase um anti-clímax em relação aos outros.

O dificil acaba por ser perceber a dificuldade de controlar, antecipar e evitar os danos destas contingencias, mesmo percebendo as dificuldades do meio e o que são os mercados, nomeadamente na gestão de expectativas.

Agora, é ir à luta, para já com o que temos, na consciencia que ainda muito palco vai rodar!

P.S. As comparações qualitativas, entre Tanaka e Mitroglou, a declarar vantagem para o 1º para justificar a desistencia do 2º e outras teorias mirabolantes para o falhanço das contratações, estão no limite da manobra propagandistica!

 

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publicado às 09:29


2 comentários

De Profeta a 06.08.2015 às 11:49

E não nos esqueçamos do Danilo Pereira, que só não foi reforço do Sporting, porque o presidente tem medo de falar com os fundos e empresários que representam o jogador...

E a ver vamos o desfecho do caso Doyen. Se perdermos, ai é que os empresários brincam connosco.

Não tarda nada, e o Jesus despede o presidente...

De Trinco a 06.08.2015 às 11:54

Referi-me apenas a esta semana, semana que antecede uma competição e decide um titulo, contra um rival. Não sei se tem medo ou se acha que mete medo, mas que as portas iam cada vez mais estando fechadas (à excepção de um) e que os negócios cada vez mais iam sendo difíceis, parece-me evidente. Este "saber" dispensar o interesse num jogador sem o queimar, pode ser uma inversão nos procedimentos e que finalmente se tenha percebido que saber trabalhar com os empresários não significa obrigatoriamente
abdicar de principios

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