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Assembleia Geral

por Trinco, em 22.06.15

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Estamos a menos de uma semana de uma Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal.

 

É uma Assembleia Ordinária, estatutariamente prevista para a apresentação, discussão e votação da proposta de orçamento do Clube para a época seguinte.

 

Curiosamente, ou talvez não, o que resulta da convocatória, é uma menorização daquilo para que a Assembleia é especificamente e obrigatoriamente à luz dos estatutos marcada.

 

À sua frente em termos de ordem do dia estão, a apresentação do novo projecto para o Pavilhão (e neste ponto recordo que só os sócios podem estar e participar na Assembleia), a votação de atribuição de distinções (a aguardar pela apresentação da proposta), a votação da dissolução de uma série de participadas e a apresentação das conclusões dos relatórios de auditoria.

 

Esta menorização do documento que conterá as linhas orientadoras e limitadoras do que será a actividade do Clube, é, para mim e em si mesmo, uma menorização do Clube e do próprio objectivo fundamental desta Assembleia especifica. Nada que estranhe no entanto...

 

Convém também desmontar as premissas que vão sendo criadas à volta desta Assembleia, em que além de se irem plantando dados desconexos, que ainda assim só causam surpresa a quem andou muito distraído ou descobriu o Clube em 2011, se faz por estabelecer, na voz de uma série de pés de microfone e outras caixas de ressonância mais ou menos bem orquestradas, uma relação de causalidade entre o ter e dar opinião, concorde ou não com ela, na forma, conteúdo ou veiculo transmissor, e a obrigatoriedade de o fazer em Assembleia, ou silencio posterior para toda a eternidade caso assim não aconteça.

 

Ora bem, convém lembrar que a participação nas Assembleias Gerais do Clube, apresentação de propostas, intervenção na discussão e votação estão previstos no artigo 20º, nº 1 dos estatutos que se refere aos direitos. Aos direitos e não às obrigações!

 

Independentemente da concordância ou discordância acima referida, ninguém tem o direito de exigir a presença ou participação de quem quer que seja. Essa opção depende da consciência de cada um, chama-se liberdade individual e está prevista em vários artigos da constituição. Poderão ser depois feitas todas as leituras e julgamentos individuais que cada um bem quiser e entender fazer, das ausências ou presenças, participações ou silêncios. Eu farei as minhas, mas nunca com base nos pressupostos de uma obrigação que não existe. Até porque de ausências de Assembleias e presenças silenciosas e coniventes, estão os Órgãos Sociais cheios.

 

Também importa, para os menos versados em Assembleias, referir que estas reuniões têm regras. E são regras que estão longe, muito longe, de ser equilibradas para quem questiona e para quem responde. Quem questiona tem geralmente 3 minutos, quem responde, no fim de todas as questões tem o tempo que bem entender, para falar e responder o que bem entender. E sem que possa existir contra-resposta. É assim e sempre assim foi. Assim, como era antes, é inaceitável o argumento que aquele seja o espaço justo para para criticar e questionar.

 

Além do mais, muito do que se ouve na exigencia de presenças e intervenções, são sobre coisas que terão mais cabimento noutros locais: Se forem criticas sobre futebol (embora aqui possa haver alguma latitude de discurso), deverão ser feitas em Assembleia da SAD, se são explicações sobre as auditorias, elas deveriam ter sido feitas durante as mesmas, se são explicações sobre actos dolosos de gestão, elas terão que ser feitas em tribunal, se são defesas em processos disciplinares, elas terão que ser feitas em audições pelo CFeD (chama-se separação de poderes, já agora).

 

Eu entendo esta vertigem briguenta, este espalha-brasismo para mostrar serviço e desviar atenções, este constante e continuado chamamento dos fantasmas do passado para evitar falar do presente e do futuro bem como a continuação do desagregamento que já se vinha a verificar nas bases sectaristas de apoio. Estou é no meu direito de não concordar com os estilos e métodos de governação para as massas. E, contrariamente ao que era a convicção do actual presidente há 4 anos atrás, continuo a achar que a auditoria é uma ferramenta essencial para perceber o que correu mal, proceder nos termos da lei contra quem se consiga provar tenha agido com dolo e em beneficio próprio e não um instrumento de governação populista a aplicar em momento escolhidos conforme os calendários mais propícios.

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publicado às 09:25



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