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Assembleia de "gostos"

por Trinco, em 15.01.16

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Amanhã há mais uma. Não vou!

 

Além das razões logísticas que me impedem (que noutros tempos seriam contornáveis), finalmente tenho a coragem (sim porque eu sentia a minha presença como obrigação) de aceitar o que realmente são, perceber que nada de relevante dali sai e proceder de acordo com essa avaliação na decisão da minha presença. Não são mais, neste momento, que Assembleias de "gostos", plasmadas das presenças nas redes sociais.

 

Já tinha escrito que  "As Assembleias Gerais são uma treta!" (29.09.15), mas só agora assumo que são algo que, nos actuais moldes, faz mais mal que bem à minha militancia.

 

Já as tinha descrito como:

 

Neste momento, estas reuniões pouco mais são que uma mistura entre o comício e a missa, geridas como uma reunião de condóminos, onde a ordem é alterada conforme a encenação necessite, onde para se assistir à apresentação dos pontos na ordem do dia se tem que resistir estoicamente a demorados sermões, onde os estatutos e regulamentos são sempre muito elasticamente interpretados (quando não são mesmo ignorados) e onde as votações não garantem sequer um período de reflexão, sendo votadas em contra-relógio sem qualquer reserva de privacidade ao acto. Qualquer voto contra as pretensões da mesa ou do conselho directivo é recebido com enorme enfado, para não escrever outra coisa.

[As Assembleias Gerais são uma treta! - 29.09.15]

 

Também já tinha ficado "Esclarecido!" (29.12.15) sobre os reais propósitos desta. Que mais não é que um auto de fé, misturado com one man show de autopromoção doutrinária, reunião da Amway e assembleia de um culto unipessoal, com segurança "assegurada" para quem se atrever levantar a cabeça anunciada como se isso não fosse um principio básico da vida em liberdade.

 

A quem relacione em causalidade as criticas que se façam à obrigatoriedade de apresentar alternativa, quase sempre no principio do branco ou preto e como pressuposto único da democracia , afirmo que isso são "Falácias" (11.11.15). O mesmo para quem se ache no direito de imputar a quem critica, onde quer que seja, a obrigação de o fazer nestas assembleias.

 

A democracia não funciona assim. A democracia não se põe em espera fora dos períodos eleitorais. A democracia pratica-se todos os dias, na argumentação, no embate de ideias e diferenças e acima de tudo na formação de juízos e na critica que exercemos sobre o que vivemos. E nem sequer obriga à acção directa na coisa comum para ser praticada. A democracia são escolhas. E essas escolhas são-nos postas todos os dias. Concordamos ou discordamos. Criticamos ou aplaudimos. No momento e de acordo com o nossa exigência, as nossas esperanças e expectativas. E são estas escolhas que nos farão ter opinião e decidir ponderadamente no momento certo.

[Falácias - 11.11.15]

 

Não são precisas assembleia de "gostos" para praticar a acção democrática ou o pensamento critico. Nem essas assembleia de "gostos" são no contexto que se atravessa os locais para isso acontecer.

 

E para quem tão ufanamente reclama a presença de outros, relembro que na última, uma em que efectivamente havia decisões a tomar, estavam pouco mais de 200 associados. Ou para quem tanto critica a exposição dos assuntos do clube, relembrar que o discurso de abertura (figura inexistente no regulamento e aparentemente assumida como novo modelo) foi transmitida em canal aberto contrariando todos os pressupostos de reserva e participação. Ou para quem clama por união relembrar o recorrente divisionismo promovido por falta de elevação, incapacidade de encaixe e fraca postura de líder para ouvir criticas comuns que sempre foram feitas. Sempre! Até pelos que agora defendem esta postura de "eliminação de contestatários" (recuso a expressão purga). Muitos até que puseram a análise, feita à virgula, a critica e a pressão em modo de stand-by.

 

E as "As oposições" (12.11.15) mais não são que fantasmas criados para alimentar o fogo da confrontação que alimenta a personalidade do Sr. Azevedo de Carvalho.

 

Não existe essa oposição que teima em ser apontada. O Sporting não é uma democracia parlamentar, não tem correspondência proporcional dos resultados eleitorais. Nem sequer é, na maior parte das suas decisões uma democracia participada. É uma espécie de democracia indirecta, onde a lista mais votada adquire a legitimidade total para dirigir o Clube durante o mandato que que lhe é atribuído sem que os vencidos tenham interferência funcional nessa gestão. E é assim, seja por um voto, seja por 10.000 votos.

[As oposições - 12.11.15]

 

Cada um é e deve ser "oposição" no sentido de exercer o seu pensamento critico e exigencia.

 

No Sporting, no que à gestão e linhas de rumo diz respeito, cada um é oposição e apoio. No sentido que cada um pensa por si, estabelece juízos por si e decide quando assim é chamado em consciência. Pelo menos assim deveria ser, embora o seguidismo, a omissão de raciocínio e a opinião de eco cada mais vez seja a regra.

Por mim sou, como era e continuarei a ser, em nome pessoal e independente, oposição a tudo o que considerar contrarie o que é a essência do Clube, que desrespeite a sua identidade, que ignore o seu paradigma de fundação, que o limite no seu futuro e que o descaracterize a ponto de o tornar igual ao resto.

Fui, sou e serei, com maior ou menor acção, entre outras coisas, oposição à repetição de erros, à descaracterização, à manipulação, à ignorância, à mentira, à calúnia, à perseguição, aos compromissos pessoais, a alianças voláteis e a interesses escondidos.

[As oposições - 12.11.15]

 

Por isso, nestas novas assembleia de "gostos", prefiro deixa-lo a falar sozinho, que pode ser que fale menos (duvido), na certeza que (referindo-se à exigência, em entrevista à SIC):

 

Eu nem comigo sou tolerante.

[Azevedo de Carvalho - 9.1.16]

 

Porque havia eu de o ser?

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publicado às 10:35


8 comentários

De Anónimo a 15.01.2016 às 12:49

Bom Post Ricardo Morais

De Trinco a 15.01.2016 às 12:51

Parece os remates à baliza do Oceano a saírem pela linha lateral...

De Profeta a 15.01.2016 às 13:25

Quais criticas, quais quê!!!??!!?! Não percebem que o homem precisa de emprego, pois tem família para sustentar??!! Foi ele que o disse na última Assembleia-Geral televisionada para o país inteiro.
Portantes, deixem-no lá com as suas tachas e tachinhas, junto do Inácio, do Virgílio, e do Zé dos Croquetes!

O Sporting é nosso!!!!

De Anónimo a 15.01.2016 às 14:53

Ainda bem que não vais, filhos da puta como tu não fazem lá falta nenhuma, já bastou os anos em que lá andaram a levar o clube até à sarjeta.

De Trinco a 15.01.2016 às 15:00

Tal como a outro anónimo (sem saber sequer se é o mesmo), ponderei a aprovação deste comentário. Acabei por aprovar por demonstrar a classe e o nível do autor, vinculando tudo o resto que tenha escrito a isso mesmo, e por, se tão rasteiro, nem me atingir.
Mais a mais quando não me conhece de parte nenhuma, nem sequer sabe que vou a AG's desde 2003 e que a primeira vez que votei vencedor (tirando votos de louvor e afins) foi nas últimas eleições...E antes que venha a ladainha do tacho, trabalho há mais de 20 anos ininterruptamente em média 10 a 12 horas por dia. Não quero e não preciso!

De Leão Zargo a 16.01.2016 às 16:00

Trinco
Tens razão. O teu post é notável no modo como sistematiza tantas preocupações que me ocorrem quando penso nesta e em anteriores AGs.
Esta lógica terrível que se abateu sobre o Clube ao dividir os sportinguistas em "todos bons" e "todos maus", como se isso fosse possível, tem consequências terríveis. Agora, no curto prazo, na divisão entre todos nós, a médio prazo na forma como imaginamos os diferentes órgãos.

De Trinco a 16.01.2016 às 16:02

Zargo,
A divisão é o combustível...
Gente infeliz com sorrisos!

De comentador desportivo a 17.01.2016 às 12:30

Mais um excelente post.
Considero um comício, e não uma assembleia.
Só falta as bandeirinhas, o seitas é um político, um profissional da mentira.

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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