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As responsabilidades

por Trinco, em 16.01.17

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Em 2013/2014, Leonardo Jardim é contratado para 2 temporadas. É assumidamente um ano zero. Um ano de grandes dificuldades. Um ano de forte reestruturação em que com pouco se faz muito, levando a equipa ao 2º lugar e por conseguinte à competição mais desejada. Com o decorrer da época, do lado da administração começa-se extemporaneamente a falar de títulos e conquistas, aumentando as expectativas e pressão numa equipa com evidentes e compreensíveis debilidades, causando algum mal estar no grupo de trabalho que a bem da estabilidade vai sendo disfarçado. Ao fim de um ano, Leonardo Jardim sai.

 

Em 2014/2015, Marco Silva é contratado para 4 temporadas, novo ano zero, no que se entende ser um projecto a longo prazo, aposta pessoal e forte do Presidente do Conselho de Administração conforme várias vezes afirmado em que se demonstra ambição. Segue-se a política de austeridade, fortemente condicionada nas escolhas de jogadores impostas pela Administração. O ambiente rapidamente se deteriora com um ataque publico do presidente após um péssimo jogo em Guimarães, com um conselheiro devidamente agendado e briefado, a fazer um ataque sem precedentes a um treinador do Clube, sem que a direcção, claramente comprometida com o ataque, o defenda e com o levantamento de um processo disciplinar onde uma das omissões alegadas é o uso de fato de treino num jogo menor. Marco Silva, ganha uma Taça de Portugal, atinge classificação suficiente para a equipa disputar a pré-eliminatória da Champions e sai em litígio.

 

Em 2016/2016, Jorge Jesus é contratado para 3 temporadas, sem Marco Silva ter verdadeiramente ainda saído, num novo ano zero e por valores elevadíssimos e que invertem inexoravelmente a política até aí seguida, fazendo-se um "all-in" e dando poderes alargados ao treinador na formação do plantel e nos gastos com o mesmo. A época começa bem com a conquista da Supertaça, trazendo ao de cima a pior fanfarronice de Jorge Jesus, devidamente acompanhado da restante estrutura, que contribuem para o cerrar fileiras do rival, afastando o foco e fazendo desperdiçar uma vantagem de 7 pontos. De permeio abordagens estranhas à pré-eliminatória da Champions que nos deixam à mercê de erros de arbitragem (o álibi favorito) e total menorização da Taça da Liga. No fim da época, com 2 anos de contrato em vigência por cumprir, perante algumas exigências e jogos de interesses, Jorge Jesus vê o seu contrato alargado, aumentado nas remunerações, com clausula por quebra de contrato e com os poderes ainda mais reforçados.

 

Em 2016/2017, Jorge Jesus apresenta-se de poderes reforçados, tendo toda a estrutura do futebol na mão, com poderes quase plenipotenciários, formando o plantel, o mais caro da história do Clube como quer e sempre com o aval do Presidente do Conselho de Administração. Faz um jogo em Madrid que entusiasma, mas pouco mais, sendo eliminado tristemente da Champions, sem conseguir sequer acesso à Liga Europa, é eliminado da Taça da Liga, atrasa-se bem para lá do que seria expectável e tenta manter-se à tona num jogo de Taça em Chaves.

 

Nisto tudo, há vários responsáveis. Evidentemente que os treinadores, todos, e os jogadores, igualmente todos, são responsáveis pela sua acção. Mas no topo da hierarquia, está também alguém. Um alguém que decidiu livremente os treinadores, seus salários e poderes bem como decidiu ou avalizou as policas de contratações. Um alguém que gosta muito de evitar as mesmas responsabilidades, assumindo individualmente as vitórias e descarregando para terceiros as derrotas. Um alguém que conscientemente e conduzido por uma ambição eleitoral se colocou conscientemente nas mãos de um treinador que tem demasiado poder e ordenado para o que faz. Um alguém que já comanda a soldadagem na tentativa de demagogicamente limpar-se de responsabilidades e apontar uma nova inversão de rumo.

 

Pois bem, esse alguém é responsável. Claramente responsável. Mais. Hierarquicamente, e da forma que ele próprio definiu o seu organograma, a sua acção e a sua medida de sucesso (jornal de negócios a 25-09-2013), é o responsável máximo do falhanço de 4 anos. O insucesso é também dele. O insucesso é dele!

 

E, não só ele, mas todos, temos que tirar ilações e consequências da sua responsabilidade.

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publicado às 09:54


1 comentário

De Profeta a 16.01.2017 às 12:19

Ele chegou a afirmar que a medida do seu sucesso era ser campeão e que o Sporting tem um presidente que decide tudo.

Ora, se ele for um verdadeiro sportinguista, ele que assuma que falhou e dê lugar a outro.

O "croquete" do Bettencourt fez isso.

E este? Pois, nós sabemos o que o move...

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