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As percepções

por Trinco, em 07.12.15

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Não sou adepto de ciclismo! Nunca fui! Sou capaz de ficar a ver partes de transmissões televisivas, mais pela perspectiva aérea proporcionada e pontos de vista pouco vistos (passe o pleonasmo), do que pelo desporto em si.

 

Reconheço no entanto a relevância que a modalidade teve na formação da grandeza do Clube e os enormes símbolos que são Agostinho e Chagas (que por sinal tiveram casos de doping que os fizeram perder titulos), entre outros.

 

Diga-se que o recorrente manto de suspeição que cobre a modalidade, retirou todo o interesse que ainda pudesse subsistir.

 

Também entendo que o regresso do ciclismo foi uma promessa eleitoral e que ia sendo várias vezes, oficial ou oficiosamente, renovada.

 

O que já me custa, muito, a entender é a alegação do desconhecimento prévio de problemas de doping (que são transversais à modalidade) como única razão para anular à posteriori e após anuncio de acordo do nosso parceiro de negociação com outro clube, aquilo que já tinha sido anunciado e apresentado. Não bastava embarcarmos num projecto desportivo a que seriamos completa e absolutamente alheios, sendo assim uma espécie de passageiros dum hospedeiro estabelecido, como falhado o acordo, após anunciado como feito, o que alegamos são as suspeições de doping. Muito pouco, muito mal.

 

Aliás, é esta gestão das percepções que tem sido a politica do Clube. Isso e a gestão pelo conflito. O que interessa é o que parece e o que se quer parecer, independentemente do que realmente seja. O que interessa é parecer mais esperto, mais brilhante, mais genial, sem que o ser mesmo seja factor nesta equação, e se diminuindo os outros, tanto melhor. O que interessa é a promoção do conflito constante, seja casual, seja comprometido, contra quem quer que venha a ser adversário, tornando-os todos inimigos. Cultura desportiva é algo há bastante tempo desfasado do que se tornou a cultura deste Clube.

 

E disso são exemplo as repetidas intervenções, seja em "artigos de opinião" (no que até há pouco tempo era um conveniente inimgo), com completo divórcio entre o que se diz e o que se pratica ou posts em redes sociais (também tidas como berço de todas as oposições) apontando e bicando (o verbo não é inocente) os que se precisa sejam percepcionados como inimigos a seguir e a seguir...

 

Mesmo que depois, angelicalmente se afirme que se queira a paz e o foco único no desporto...

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publicado às 15:25


1 comentário

De comentador desportivo a 07.12.2015 às 21:56

É mesmo isso! Post elucidativo da realidade do nosso clube.

Em relação ao tema,é mais uma estória da carochinha, para a criançada que faz parte da turba.
Todos sabemos que o doping é utilizado no ciclismo e no desporto em geral á décadas, segundo esta imbecilidade teria que se acabar com todas as modalidades de alta competição. A hipocrisia destes indivíduos não tem limites.
Foram mais uma vez passados para trás, depois inventam estas carvalhadas(se tira-se o v ficava mais de acordo com a realidade)para a turba engolir, sem ser preciso mastigar.
Mais, os nossos jogadores são dos que corriam e correm mais.
O ano passado na champions, tivemos jogos a correr 116, 118km, são números altíssimos que levantam muitas suspeitas, para comparação, grandes equipas correm em muitos jogos, 106, 108.

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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