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As eleições e o dia seguinte.

por O 6º Violino, em 27.02.17

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Por falta de tempo e de paciência, não tenho passado as minhas ideias sobre o processo eleitoral e as escolhas dos associados do Sporting Clube de Portugal.

Confesso que esperava muito mais do que tenho assistido, de ambas as candidaturas.

Comecemos pela candidatura da lista B de Azevedo de Carvalho (AdC), então:

Desde muito cedo, AdC julgou estar de cavalinho e que nem sequer necessitava de acelerar a sua campanha eleitoral, coisa que tem feito desde 2011. Propaganda barata e areia para os olhos dos adeptos e associados mais crentes, que após 4 longos anos, ainda acreditam nas falsas promessas de um Deus menor.

Tudo lhe corria de feição até ao dia do debate. 

Aconselhado pela empresa de de comunicação do seu colega de direcção, Quintela, tentou assumir um papel mais institucional, com o qual não sabe viver. É a mesma coisa que dizer à Maria Leal para cantar Amália Rodrigues.

Confuso, furioso, de olhos esbugalhados, sem olhar olhos nos olhos o seu opositor, preferiu olhar para o chão e para o lado contrário ao seu colega moderador, parecendo estar a ter visões.

Um enorme problema de personalidade quando se trata de debater como uma pessoa crescida, e não como um lider de claque, às quais paga para não o deixarem cair. AdC é isto na vida real. Um actor secundário, uma marioneta dos elitistas Ricciardis,dos Sobrinhos,dos Mosquitos, e de outras feras que têm levado o Clube àquilo que é hoje. 

Por muita falsa propaganda que faça, só engana quem anda distraído.

O debate correu-lhe mesmo mal. Ao inicio queria apenas 80 minutos, ao contrário dos 100 pedidos pelo outro candidato. Às tantas o seu colega moderador deu 30 minutos de tempo-extra para que AdC conseguisse virar um resultado que manifestamente lhe era desfavorável. Não consegui, tendo ficado "verde" de raiva. Acontece.

Gráficos, folhas rasuradas, a fazer lembrar o lampião Ventura, mostraram aquilo qua mais sabe fazer. Usar da demagogia, comparando apenas com o mandato de Godinho Lopes os seus martelados resultados. (VMOC'S são passivo, Azevedo!)

Parece que nada importa a um número exagerado de Sportinguistas que nada questionam,fazendo lembrar outros tempos os do "Roquettismo". Depois vemos onde chegámos. É cíclico, o adormecimento.

O que é novidade nestas eleições é o surgimento de novos adoradores de Ricciardi. Esses estão na comissão de honra de AdC, e nos candidatos ao Conselho Fiscal, Vicente Caldeira Pires, o primeiro elemento de órgão social da era Carvalhista a ser alvo de processo disciplinar (encapotado) e que saiu da antiga lista independente(?). Outro ginasta é o famoso (na terra dele) "Chirola dos fóruns", ex-devedor encartado de quotas ao Clube e que tantas vezes ameaçou os seus actuais amigos. Sim, volto a repetir, foi este cavalheiro, Fernando de Carvalho que agrediu Godinho Lopes em 2011. Um herói. Convertido, agora.

Durante o debate nada de novo apresentou para o futuro. Mais promessas, mais areia para os olhos, mais do mesmo. Gráficos repetidos, a fazer lembrar Nobre Guedes.

Nem a ajuda do colega moderador foi suficiente para que dali viesse algo de novo.

Ficou por responder a:

Se o inenarrável Geraldes fará parte da estrutura do futebol.

O motivo da venda de Montero.

A antecipação de receitas.

Quem é o comissionista Costa Aguiar.

Quem pagou aos advogados do Sporting para o representar nos processos cíveis a sócios.

E tantas outra coisas que Pedro Madeira Rodrigues (PMR) não teve arte nem engenho de fazer.

Sobre o candidato PMR, as primeiras notas vão no sentido de reconhecer coragem e ter escolhido o "timing" certo para manifestar a sua intenção de se candidatar.

Alguém completamente alheado do status quo actual que decidiu interromper a sua carreira profissional por uma causa.

Apresentou-se titubeante no discurso e vago no que pretendia. Aos poucos foi-se dando a conhecer, apesar de alguns tiros nos pés, talvez por inexperiência e por muitas "portas fechadas" por aqueles que julgam poder escolher candidatos a seu belo prazer.

Aceitar o apoio de Carlos Severino, a escolha do mandatário, apenas por ser neto de um dos mais "titulados" ex-Presidentes, foram um arranque "em seco" que em nada favoreceu a sua candidatura.

O seu programa eleitoral apresenta algumas propostas mal explicadas, como por exemplo, o Velódromo e o Clube Naval. Não soube explicar, muito menos o seu responsável pelo património quais as mais-valias desses projectos.

Rodeou-se de alguns elementos com vasta experiência e com provas dadas, e ainda assim não os soube capitalizar em prol da sua candidatura.

Apresentou Boloni para coordenador de toda a área do futebol, um bom nome, muito superior aos actuais responsáveis da Academia. Delfim será uma incógnita. Mas como pessoa dá 50-0 a André Geraldes. Pelo menos percebe de futebol.

Esteve bem no debate, excedendo as piores expectativas. Assertivo e singular na forma de enfrentar um adversário preso na sua capa institucional. Corajoso na forma como olhou nos olhos do mesmo, ou melhor, tentou, porque o adversário estava entretido com as suas visões.

Como projectos para o futuro pouco apresentou, também. Falar apenas da estrutura para o futebol não chega.

Bem no desafio de mostrar as declarações fiscais, coisa que AdC tinha feito em 2013, quando se dirigiu a Carlos Severino num debate.

Os sócios do Sporting querem saber de muito mais de ambos os candidatos. Dos dois, e no dia do debate, um fiasco total.

PMR venceu claramente o debate, não pelas ideias que apresentou, mas porque meteu AdC em sentido.

Passado o debate o que vemos? Um candidato/presidente, qual vitima de "bullyng" voltar à sua praia preferida, ao berço do seu aparecimento, o facebook. Mais de uma dúzia de posts dedicados a PMR, mostrando que o debate deixou marcas psicológicas quase insuportáveis. Um candidato/presidente que passa um fim de semana agarrado ao teclado não pode justificar o seu, agora, abastado ordenado. Um candidato/presidente calimero que tenta passar uma borracha em todos os insultos que proferiu aos associados, Presidentes de Núcleos, bem como das ordinarices relativas a árbitros. 

PMR ainda não aprendeu que não pode dar conversa a toda a gente, nem entrar em diálogo. O que se passou no Estoril prova que não aprendeu com o que se passou com o associado Baeta (mais uma vez candidato a conselheiro pela lista de Azevedo) no dia da apresentação da sua lista, no Auditório Artur Agostinho. Ainda não percebeu que vale tudo para o provocar e para o levar ao nível do Azevedo...

Posto isto, e perante tal pobreza, resta-me votar no menos mau, porque de AdC já estamos cheios destes 4 anos de zero títulos e de ser alvo de chacota alheia. Não há como lhe oferecer uma segunda oportunidade.

Quanto aos eleitores que pensam votar em branco, ou ficar em casa, com todo o direito, relembro que será passarem um novo cheque em branco a quem já provou não merecer.

O Sporting é que merecia muito mais do que isto, e no dia 5 cá estaremos para continuar a lutar por um Clube digno dos seus fundadores, sem aqueles que hoje se esconderam. Sim, falo em Pedro Baltazar, Rogério Alves, João Benedito, Tomás Froes, Mário Patrício e outros que continuam na sombra à espera que a presa morra.

SL

 

 

 

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publicado às 13:51


3 comentários

De Rato Azevedo a 27.02.2017 às 17:48

"O Sporting é que merecia muito mais do que isto, e no dia 5 cá estaremos para continuar a lutar por um Clube digno dos seus fundadores, sem aqueles que hoje se esconderam. Sim, falo em Pedro Baltazar, Rogério Alves, João Benedito, Tomás Froes, Mário Patrício e outros que continuam na sombra à espera que a presa morra."


Essa é que é essa!... Mérito a Madeira Rodrigues por ter sido o único.

Só precisávamos de um candidato, mas todos eles podiam ter falado no tempo certo e no mínimo cada um dele criava a ilusão de uma candidatura. Depois juntavam-se todos.

É inadmissível demonstrar medo a um banana daqueles, que não ganha um processo, um título, e que está dependente do Sporting.

Muito fracos...

De relva a 27.02.2017 às 21:41

Subscrevo e assino. Haja quem perceba exatamente o que se passa. Sporting sempre.

De Verde Protector a 28.02.2017 às 15:43

Muito bom post. Como é evidente, PMR é novo nestas andanças e não temos certezas de nada.
BdC é uma certeza: uma certeza de fracasso desportivo com um treinador que perdeu o respeito do balneário e dos sportinguistas, tal a sua arrogância.
PMR, bem ou mal (eu gosto), apresentou uma estrutura para o futebol com bons nomes; Boloni, Delfim e Juande Ramos. Discute-se se esta estrutura é adequada.
Sobre a estrutura de Bruno, pouco se sabe, e para os crentes dele, não interessa. André Geraldes é o director desportivo? Se é, o que percebe de futebol? Com Jesus, o futebol exibicional é em decrescendo e como a receita de futuro é mais do mesmo, o tempo de Bruno de Carvalho terminou.

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