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Acorda Sporting!!!

por Lizardo, em 23.01.17

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Uma eleição é uma eleição. Seja para um Clube, num contexto partidário ou empresarial, o processo é comum. Existem candidaturas, existem ideias, programas, promessas, é um período de discussão de ideias e propostas que deveriam obrigar a um período sincero e inteligente de reflexão nos eleitores.


Os tempos de hoje são diferentes. Existem muitos veículos de comunicação, que permitem focar e dirigir a comunicação para targets bem identificados, ou para avaliar deficiências e necessidades. As redes sociais, fenómeno mais recente no veículo de comunicar, é amplamente utilizado para medir notoriedade, para aferir necessidades e para compreender fraquezas.

As redes sociais não são um bom veículo de campanha? Não serei assim tão radical a esse ponto, até porque as estratégias de disseminação de mensagem devem compreender uma visão global e não de intervenção reduzida ou local.


Avaliando as duas candidaturas até agora apresentadas aos Sócios do Sporting, não posso deixar de revelar a minha frustração e até vergonha.

Péssimas campanhas, amadoras, sem princípios, sem estratégias, sem focos de mensagem e de ideias, uma amálgama de lugares comuns que só provocam um maior afastamento das urnas.

E este afastamento das urnas até pode ser estratégico, Bruno de Carvalho muito ganhará com este desnorte, pois tem os seus fieis apoiantes bem identificados e fidelizados. Já Pedro Madeira Rodrigues continua a insistir em erros sucessivos e num silêncio ensurdecedor de quem tanto o quer e desespera ouvir revelar projetos, ideias, pessoas….

Pedro Madeira tem que compreender que uma candidatura não é uma simples aposta. Uma candidatura é um projeto que tem de se explicar por si só. Tem que ter uma equipa forte, tem que compreender os tempos de comunicação e tem que ter uma dinâmica de mensagens bem estratificada e ponderada, para não cair no esquecimento ou perder oportunidades de “evangelizar” quem está no limbo. O tempo de comunicação atualmente é “fast food”. Ou se aproveita a maré, ou se fica em terra para sempre a ver o navio afastar-se no horizonte.

E é neste limbo de duvidas que está uma grande maioria de Sportinguistas. Muitos são os Sócios que querem mudar o Rumo do Sporting. Que não se identificam com o presente. Mas que mensagens de esperança são dadas a esta gente? Que ideias? Que processos de mudança?

Guy Debord, na sua obra, A Sociedade do Espetáculo, explicou-nos que a “plateia” prefere o falso ao real, que valoriza o espetáculo ao debate de ideias. Esta “plateia” exige participação mas no momento de dar um passo em frente, esconde-se e não coloca como prioritário a defesa das suas ideias.

Este Sporting de agora revela uma fragilidade gritante. Impensável que um Clube com a grandeza do Sporting Clube de Portugal possa estar a decidir o seu futuro desta forma. Com apoiantes declarados prostrados em programas de televisão a fazer uma triste figura na defesa da honra de um Deus Menor, como Pina, José Eduardo ou Dias Ferreira. Bem como, o insistir no ruído de Severino, que verdade seja dita, ganharia muito em se afastar deste fenómeno. Como bem disse Sérgio Abrantes Mendes, há um tempo na nossa vida para estas candidaturas, e a de Severino nunca chegou, não adianta insistir.

O Sporting tem audiência, tem leitores e tem ouvintes, tem internautas e tem gente que está presente em Núcleos. O que têm feito estes nossos ilustres candidatos? Pouco, muito pouco! Este clima de ofensa, que tem prejudicado Pedro Madeira, pois está sozinho nesta luta e Bruno tem um conjunto de irrascíveis defensores a fazer a sua guarda, não ajuda o Sporting, não apresenta qualquer eco de mudança de ou novidade.

E é este o termo fundamental destas eleições. A NOVIDADE. Que apareça gente nova, mas gente com conhecimento. Que apareçam projetos sustentados e bem fundamentos, que se façam programas que não passem autênticos atestados de incompetência aos Sócios e Adeptos. O Sporting é um Clube centenário, como tal merece uma Campanha sóbria, sem caças às Bruxas e sem ataques pessoais.

A politização do Sporting, ou o colocar os interesses pessoais à frente do Clube levam a estes atos de desespero. O Sporting caminha a passos largos para um período de fraqueza e fome extrema.

Queremos novidades, ideias, criatividade e caminhos sérios para me obrigarem a ir votar, a decidir de consciência.

Enquanto se decidir por A em detrimento de B por uma razão de avaliação pessoal e não de capacidade de gestão, o Sporting nunca deixará de ser uma feira de vaidades sem eira nem beira, onde todos se valorizam e garantem espaço mediático para os seus próprios negócios.

Este Sporting precisa de uma rutura. E muito rápido. Nunca na nossa história vivemos esta descaracterização de forma tão assumida e colocada em prática. Ouvir ontem José Eduardo em debate com Pedro Madeira Rodrigues é compreender a total falência e ausência de valores. O interesse pessoal, o interesse dos negócios, o mesmo José Eduardo que esteve na defesa de todos os Presidentes que até hoje estiveram no poder.

Acorda Sporting, acordem candidatos, o Sporting e os Seus merecem muito mais.

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publicado às 15:33


1 comentário

De comentador desportivo a 24.01.2017 às 16:24

"As redes sociais não são um bom veículo de campanha? Não serei assim tão radical"

As redes sociais foram e são o principal "veículo" de propagação de mentiras da seita desde 2011.
Foi através das redes sociais que eles "armadilharam" o clube.

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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