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A pujança e os contextos

por Trinco, em 05.02.17

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Azevedo de Carvalho tudo têm feito para difundir a imagem do milagre económico-financeiro e da pujança na capacidade para fazer frente a tudo. São colchões. mantas, duplas almofadas e demais roupa de cama.

 

A realidade no entanto, essa ingrata, trata de demonstrar o fantasioso dessa narrativa. Depois duma época a gastar €1M por semana (e a utilização desta unidade de medida serve apenas para mostrar o aberrante da situação) em salários de toda a estrutura do futebol profissional, acharam-se na situação de aumentar a aposta, sem grande respeito pelo rigor com que também gostam de encher as prosas, fazer um aumento da aposta para €1.3M por semana. E fizeram-no apostando em jogadores pouco capazes sem grande relação com as reais necessidades da equipa. Foi contratar por atacado, porque sim.

 

Acontece que, chegado ao mercado de Inverno, com a equipa quase sem objectivos que se afastem da conquista de um acesso às competições europeias e a defesa da honra e história, com vários erros de casting e gritantes lacunas que duram há várias épocas. o mais que consegue é fazer uma contenção de estragos aliviando o lastro de alguns pesos mortos escolhidos a dedo por administração e treinador e fazer regressar uns quantos emprestados formados na casa, naquilo que ridiculamente querem fazer passar como aposta na formação. Nem um Soares. O que, diga-se, se já noutros tempos seria difícil, agora piorou substancialmente de tão más, conflituosas e condicionadas que tornou as relações com os clubes nacionais

 

Ainda bem. do ponto de vista da "eleitoralice" de Azevedo de Carvalho, que o R&C do primeiro trimestre da SAD, só sai a seguir às eleições. Haverá lucro (mal fora, com as vendas de João Mário e Slimani), mas os gastos com pessoal identificarão com clareza a dimensão do iceberg de encargos construido por esta administração.

 

Mas ainda há os contextos. Fazem-se regressar 3 jogadores que jogavam habitualmente nos seus clubes de empréstimos, que muito provavelmente passarão a ser apoios de  treino e aquecedores de banco para trabalhar com um treinador que acha que formação é culpar os mais novos nos desaires ou passar épocas inteiras sem lhes ligar para os colocar a titular nos jogos mais difíceis. E há o contexto eleitoral que se dispõe a queimar estes jogadores para passar uma imagem de aposta nos jovens. E o contexto das responsabilidades que nunca são de quem criou estas circunstancias mas sempre, sempre de factores externos.

 

O rumo é errático, temos um ano zero a cada inicio de época, o que vem de fora a preços absurdos é sempre "bom" mas é o que está dentro, na maior parte dos casos desde antes de 2013, que acaba por equilibrar as coisas. Apesar de todos os contextos.

 

Azevedo de Carvalho disse em 2013, no principio das sua 1ª época que a medida do seu sucesso seria ser campeão. No mandato. Não tendo sido, é um insucesso. E não lhe fica nada bem, além de não assumir qualquer falhanço ou responsabilidade sobre o mesmo, nem contornar ou sacudir do capote as constantes insinuações de promessa de conquista que fez, até há bem pouco tempo.

 

Como não lhe fica bem, afirmar agora que a eventual vitória do rival, o alvo maior da sua atenção desde sempre, não lhe assiste esquecendo-se do que foi a sua acção constante comunicação e que um possível nunca acontecido tetra coincide com o seu triste mandato.

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publicado às 08:48



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