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A narrativa do proto candidato

por Trinco, em 31.01.17

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Ontem, o na altura proto candidato Azevedo de Carvalho (e é assim que ele se assumiu), no campo e estilo habituais, tentou atrair o seu adversário para as águas onde mais confortável se sente. As águas da retórica agressiva, onde a forma ultrapassa o conteúdo e até a realidade.

 

Aparentemente, seja por omissão seja por estratégia, ficou sem resposta. Entendo, mas não concordo, nomeadamente do ponto de vista do estabelecimento da verdade que para mim é mais importante que qualquer táctica. Pessoalmente, sem muito esforço, na maior parte das coisas, facilmente verifico que a narrativa se desmorona.

 

Sobre as pressões.

Como é óbvio e conhecido, os relatos de pressões são reais. Tristemente reais diria até, seja para garantir o apoio, seja para garantir o silencio. No entanto, para própria protecção de quem as tem sofrido, a sua concretização nunca poderia ser feita. Fica no entanto a questão de como pode o proto candidato, que alegou as mesmas pressões, sofridas até de maneira ameaçadora, em 2011 e 2013 sem que também as tenha ele concretizado, reclamar do mesmo exacto procedimento neste momento?

 

Sobre a formação.

Entender a formação como o resultado a meio da época, entronca exactamente na deficiência de perceber que ela é um todo coerente, um processo evolutivo de aperfeiçoamento, que deve desaguar no aproveitamento dos melhores, algo que dificilmente acontece quando se verificam os excessivos números de contratações sem nexo que ocupam os lugares dos jovens e os motivam a tentar a sorte noutros lados em que tenha mais e melhores perspectivas.

 

Sobre a desestabilização.

Quem, à porta de provavelmente o último jogo fundamental da época, assume enquanto funcionário do Clube um posicionamento eticamente reprovável ao subscrever uma comissão de honra de um proto candidato numas eleições é o actual treinador do SCP. E quem o coloca a ele nessa mesma posição é quem o convida, numa postura, uma vez mais, eticamente criticável é o proto candidato.

 

Sobre o prejuizo da reputação e as assistências.

O que prejudica a reputação do Clube junto de patrocinadores e parceiros é a mentira. A verdade nunca o poderá fazer. Aliás, assumir isso mesmo é reconhecer uma qualquer menoridade interpretativa aos mesmos patrocinadores e parceiros e achar que eles aceitam os números que lhes são postos à frente sem os verificarem.

 

Sobre a recompra da Academia.

A recuperação da propriedade plena da Academia, demasiadamente mal sustentada pelo proto candidato Madeira Rodrigues, mais que uma medida, é por mim lida como um sinal que se quer dar do objectivo de ter o mais rapidamente possível o Clube na posse do seu património.

 

Sobre os latidos.

Reconhecendo a imagem extremamente infeliz e até insultuosa utilizada, fica ainda assim muito aquém da linguagem utilizada pelo proto candidato enquanto presidente do Clube em inúmeras situações, em referência a agentes desportivos e parceiros e pior que tudo associados. Linguagem que o decoro e respeito impõem que se omita deste texto.

 

Sobre as modalidades.

O aumento dos orçamenetos das modalidades, da maneira que é feito preocupante pois coloca em causa a sustentabilidade e erra na política pois gasta recursos na perspectiva dos resultados imediatos, não tendo qualquer sustentação a médio.prazo. O proto candidato esquece-se das justificações de inevitabilidade transversal aos nossos adversários por si declaradas como justificação para os cortes nos mesmos orçamentos apresentados em 2013 e 2014 e quando fala de lucro, omite que apenas em 12/13 a quotização passou a estar integralmente atribuída ao Clube o que é factor suficiente para alterar a leitura e peso dos valores.

 

Sobre os alegados prémios.

Como de costume, o proto candidato, tal como o presidente, confunde planos e clubes, tomando o que comentadores e paineleiros do clube que lhe ocupa constantemente o pensamento transmitem como tendo origem nos alvos internos que mais lhes interessa no momento atingir, criando e difundindo artificialmente essas narrativas, mas falhando constantemente o alvo e falhando o discernimento da realidade.

 

Não estou mandatado para responder em nome algum que não o meu, nem sequer faço aqui a defesa de quem quer que seja que não da verdade, que entendo como bem supremo. Como diz o proto candidato, não vale tudo. Mas não valendo para um lado, e não vale, havendo várias situações que me desgostam como seja a ausência até agora de um discurso positivo e de ideias, também não vale para o outro!

 

Edit. O proto candidato Madeira Rodrigues acabou por responder de forma sucinta e vaga, mais à forma que ao conteúdo, mantendo assim algum distanciamento das águas pantanosas do debate facebookiano.

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publicado às 10:53



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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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