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A mentira e a Falsa Verdade

por Lizardo, em 17.01.17

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O principal é não mentir para si mesmo. Quem mente para si mesmo e dá ouvidos à própria mentira chega a um ponto em que não distingue nenhuma verdade nem em si, nem nos outros e, portanto, passa a desrespeitar a si mesmo e aos demais. Sem respeitar ninguém, deixa de amar e, sem ter amor, para se ocupar e se distrair entrega-se a paixões e a prazeres grosseiros e acaba na total bestialidade em seus vícios, e tudo isso movido pela contínua mentira para os outros e para si mesmo.”

(Fiódor Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov)

 

 

A mentira foi eleita em 2013. Foi eleita como bandeira de esperança, com ecos de sebastianismo e como forma de mudança.

A mentira, de 2013 até aos dias de hoje, tem-se afirmado a mais rígida estratégia deste Sporting, que a usa e abusa, não só na sua comunicação como na gestão diária do Clube e da SAD, e no relacionamento entre os seus pares.

Uma mentira muitas vezes repetida, em especial nas redes sociais, transforma-se numa falsa verdade, bem diferente da disciplina da mentira.

Esta falsa verdade é uma estratégia assumida, a mentira é parte integrante do Ser. Neste caso específico, e falo do Sporting atual, a mentira é o núcleo central, o motor nevrálgico de toda a falsa verdade que se vai propagando por tantas espaços e moldando opiniões.

Exemplos não faltam, desde a promessa de investidores, a forma como saiu Leonardo Jardim, o despedimento bárbaro de Marco Silva, as justificações para as contratações, o constante inundar com contrainformação a opinião publica para afastar o foco do que realmente interessa: Saúde Financeira, Sucesso Desportivo, Evolução Desportiva.

A mentira e a falsa verdade andam de mãos dadas e assumem várias caras, algumas patrocinadas e pagas com ordenados, favores, bilhetes, refeições, colunas nos jornais, ecos nos programas de televisão, e até programas de opinião na televisão do Clube.

O circo mediático da mentira leva sempre a uma tragédia. Não há mentira que viva para sempre, por mais que se insista em lançar de forma consecutiva falsas verdades.

Pina, Eduarda Proença de Carvalho, Paulo Andrade e Fernando Mendes prostram-se quase diariamente a tristes momentos, desmentido as evidências e lançando falsas verdades para o circo mediático.

É triste, ainda para mais, os nomes acima citados são grandes e ilustres Sportinguistas que por vezes até criticaram a bem criticar o regime vigente, mas que depois se escusam a afirmar a verdade em detrimento da falsa verdade.

Esta valsa mal dançada entre a mentira e a falsa verdade tem sido um dos grandes problemas deste Sporting de Bruno Azevedo de Carvalho. Não há critério. Desmente-se a Si mesmo constantemente, não tem foco num destino, navega sem rumo e à deriva.

E quando assim acontece, o tempo vai revelando que as falsas verdades são uma grande e enorme mentira, apoiada e suportada por tanta gente. Mas o centro,  a origem da mentira está bem identificada e cada vez mais bem apresentada à plateia Leonina.

Bruno Azevedo de Carvalho é a origem de todo este clima de divisionismo, de ameaças, de baixo nível e de falta de altivez institucional.

O tempo passou, e nada mudou. Bruno não evoluiu, continuam os mesmos processos, e não mudará jamais. A mentira como arma para lançar falsas verdades é inata neste tubarão e nos seus peixes comensais.

O Sporting hoje é isto. Um Clube de falsa moralidade, de falso respeito e acima de tudo, vive numa mentira que acredita e evangeliza um conjunto de falsas verdades que vão alimentando um fracasso anunciado logo na casa partida.

A cura da mentira não existe, não se minimiza, não se resolve. Ou se expulsa ou se assume como ordem natural e se convive com ela. Eu não quero conviver com a mentira e a falsa verdade. Pois um Clube tão grande como os maiores da Europa tem que ser um Clube de verdades irrefutáveis e não de lixo falacioso de forma contínua.   

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publicado às 12:14


2 comentários

De Rato Azevedo a 17.01.2017 às 13:11

Exacto. Quem mente não é de confiança, logo, uma instituição como o Sporting não pode estar entregue a quem não demonstra credibilidade e boa-fé, independentemente dos resultados-desportivos.

Esta sim, é que deveria ser a verdadeira cultura de exigência. Cultura de exigência não é comprar Sarrs e Shikabalas e pedir ao Marco Silva para ser campeão. Cultura de exigência é pedir respeito e verdade de forma diária. Só assim se poderá crescer de uma forma sustentada.

Sou até da opinião que o Pedro Madeira Rodrigues se deveria focalizar mais nas mentiras e contradições deste mandato, do que propriamente pelos resultados-desportivos. Aliás, esses estão à vista...

De Não me deixem cair a 17.01.2017 às 15:26

Em suma, o tipo nunca passou de um aldrabãozeco. E desde o Centenário que todos os sportinguistas tinham obrigação de saber disso. Excepto claro a seita e meia dúzia de bandalhos que o suporta desde de 2011. E no SCP, ninguém lamenta mais ter que recorrer a este tipo de adjectivação que eu. Mas é a verdade pura e dura.

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