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A fraqueza e o insulto

por Trinco, em 18.01.17

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Na falta de podres para atacar, ainda que alguns insistam nas ciganices inventadas e nas pós-verdades provenientes de um qualquer desarranjo intestino-cerebral, percebendo que a falta de ideias e programa é algo que facilmente faz ricochete na sua própria omissão, as baterias viram-se para as alegações de fraqueza do candidato e para o não comprovado discurso insultuoso em relação ao actual presidente.

 

A fraqueza do candidato é algo que me leva a crer que o "way of being" Azevediano é algo que se inculcou de forma ainda mais evidente do que suponha, na percepção de conduta e liderança dos Sportinguistas. Desde quando é que a sobriedade e o não andar aos berros em proverbial verborreia é sinal de fraqueza? Desde quando uma maneira diferente de liderar, menos ensimesmada e centrada no homem na cadeira e mais no estabelecimento de sinergias de trabalho e na equipa é sinal de fraqueza? 

 

Por outro lado, essa aferição de fraqueza poderá advir também do desconhecimento mediático do nome. E desde quando é que os nomes conhecidos foram garantia de soluções fortes de liderança e projecto? E como convivem os desejos de "sangue novo", nomes fora do "star system" do Clube e o enfado com os "notáveis", com a falsa sensação de força e conforto sentida nos mesmos vetustos nomes de sempre?

 

Não vejo qualquer fraqueza na liderança que ouve as pessoas, que trabalha em equipa, que se tenta informar e conhecer da forma mais abrangente possível a realidade e as opiniões. Mesmo as contrárias. Na liderança que não tem medo da ideia diferente da sua e que coloca o nós acima do eu. A fraqueza ou força será demonstrada nas decisões tomadas a partir de todos os contributos que receba e na maneira que consiga motivar e fazer funcionar as equipas e aplicar as ideias.

 

Noutro vector, acusa-se o candidato de só insultar, o que além de ser falso, pretende passar uma narrativa de semelhança ao actual presidente. Criticou? Sim. Só o poderia fazer. Mas relembro bem que nas palavras de abertura da sua apresentação ainda em Dezembro deixou claro e explicito o apreço e gratidão pelo papel desempenhado em determinado momento da vida do Clube pelo actual presidente, dizendo em seguida que advoga um caminho diferente. E é por esse caminho e por essa ideia que se candidata. O candidato, nunca chamou de lampiões, híbridos, ratos e afins aos que dele discordem ou apoiem o seu adversário. Constatou o óbvio e nem foi particularmente caustico na critica. Constatou o que todos vemos, excepção feita aos avençados e deslumbrados do Azevedo que continuam a jogar o "blame game".

 

E mais, teve uma atitude bem mais serena e conciliadora, reduzindo as intervenções e escolhendo o tempo das mesmas, evitando desestabilizações desnecessárias que o actual presidente que anunciou a candidatura com dois anos de antecedência tendo imediatamente entrado em campanha formal.

 

Pode.se concordar ou discordar da estratégia de campanha. Pode-se considerar que esta deveria ser mais presente, que deveria falar mais, que o deveria ter feito há mais tempo, que falta barulho, que falta foguetório, o que seja. Mas dificilmente se encontram contributos para o circo instalado nos últimos três negros meses do Clube.

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publicado às 11:35



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