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A bela e o senão...

por Trinco, em 07.01.16

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Não tenho por hábito comentar futebol. E se o faço, em regra, faço-o à priori, assumindo o risco de a minha opinião ser desmentida pela realidade. Nos rescaldos, as minhas reacções são geralmente sucintas e já a pensar no próximo passo.

 

No entanto abro uma excepção por causa do jogo de ontem (ainda que breve e enquadrada com o futuro).

 

O jogo de ontem foi fantástico. Dominamos como quisemos e tudo correu bem. Correu mas porque fizemos por isso, sem nunca nos pôr a jeito das vicissitudes arbitrais. E é preciso sublinhar que estávamos a jogar na casa do 5º classificado. Foi uma clara demonstração de poder, de qualidade e uma ainda mais óbvia declaração de candidatura. Foi um belo jogo, está a ser uma bela liga e foram belos indícios de um reforço a quem grande parte dos Sportinguistas (eu incluído) torceram o nariz. É uma bela sensação voltar a perceber a onda que se cria e lembrar a vivida entre 1999 e 2000. Como é bom, voltar a sentir reais possibilidades de conquista 11 épocas depois (sim, o Sporting de Peseiro "ganhou" um campeonato que Paraty subtraiu).

 

E é bom perceber que é possível que o jogo mais importante da nossa caminhada nesta liga já possa ter passado (mesmo considerando que o mais importante seja sempre o próximo). Aquele, depois dos normais desacertos iniciais, em que se percebeu que todos os jogos merecem o mesmo esforço e dedicação. A mesma seriedade competitiva e empenho. Foi na última deslocação à Madeira.

 

E é bom, passo a passo, ponto a ponto, jogo a jogo,começar a fazer contas ao futuro na perspectiva da liderança e não da perseguição. A pressão está sobre nós, mas depende de nós, e apenas de nós, transferi-la para os que estão abaixo. Os próximos dois jogos são em Alvalade (Braga e Tondela) e até ao jogo com o que aparenta agora ser o rival mais directo, é claramente possível fazer 24 pontos nos 8 jogos que faltam. Temos jogos complicados, mas temos 15 desses pontos disputados em casa.

 

Infelizmente não há bela sem o senão. E o senão são as constantes referencias do treinador (e já nem vou ao restante da estrutura) ao rival (e ao seu técnico), mesmo quando não tenha nada a ver com a conversa (ou mesmo que derive de questões pessoais) e o chegar a um ponto de conflitualidade que ultrapassa todos os limites do razoável. Bem sei que faz parte da estratégia de desestabilização (o ano passado, nesse clube era com outro alvo), mas não vale tudo. Os fins não justificam todos os meios e a superioridade prova-se (como já se provou este ano por três vezes) no jogo. Ser superior é isso mesmo. Saber que se é q que não se precisa menorizar os outros para ser.

 

Os mais supersticiosos dirão que é "karma à espera de acontecer". Espero que não!

 

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publicado às 09:35


8 comentários

De comentador desportivo a 07.01.2016 às 17:43

Somos a equipa mais bem orientada, ou se quiser, com o treinador com mais conhecimentos de tudo o que envolve a liga.
Em relação à vitória, é normal, não por estes números, é normal porque a diferença de orçamentos e de condições de trabalho é tão grande, que nem dá para comparar.
As declarações vêm na linha da provocação e da injustiça, que o Benfica lhe fez.

De Trinco a 07.01.2016 às 21:34

Em relação ao Jorge Jesus enquanto treinador e conhecedor, perfeitamente de acordo.
Em relação à normalidade das vitórias decorrente dos, pois são mais que muitos os exemplos de orçamentos que não ganham jogos. às vezes nem campeonatos. A vitória seria uma maior probabilidade decorrente, isso sim, da diferença de qualidade.
As declarações poderão vir na linha que se queira, e hoje até já foi desmontada a má-fé do jornalista ao estar a falar em nome do Sporting, não creio que seja admissível de fale assim.

De Profeta a 07.01.2016 às 19:18

Em 2006-2007 também perdemos um campeonato por 1 erro de arbitragem. No jogo Sporting Paços de Ferreira, o Ronny marcou o golo da vitória com a mão, e no fim do campeonato, terminamos com menos 1 ponto que o Porto, e tínhamos vantagem no confronto directo.
Mas efectivamente, estamos quase há 14 anos sem o conseguir... Essa é que é essa.
De momento, futebolisticamente falando, à primeira vista dificilmente não seremos campeões. Mas temos que ter em atenção que as equipas do Jesus costumam quebrar nas 2º voltas, e os campeonatos de 2011-2012 e 2012-2013 foram muito mal perdidos pelo SLB. Embora a mentalidade desse FC Porto não tivesse nada a ver com o actual, e isso para nós será uma vantagem.
Quanto ao Karma, muita gente no Sporting merecia uma chapada de luva branca para ganharem juízo. Mas mal por mal, sempre é melhor matar o borrego, mesmo continuando a aturar brunices...

PS: Por falar em brunices, está-se a aproximar a próxima Assembleia-Geral, e prevê-se mais brunices para fazer rir a malta (ou chorar de desgosto).

De Trinco a 07.01.2016 às 21:41

Quando refiro Peseiro e a época do quase é porque aí, como agora, a superioridade da qualidade de futebol era evidente (além de subtracção ter acontecido mesmo no fim). Em 06/07 estivemos perto mas esses pontos foram perdidos no meio da época e o futebol, era o que era...
Por acaso, tenho a noção que as épocas de Jesus tendem mais a ir em crescendo (mesmo podendo falhar rotundamente nas decisões).
O Karma que falava era o andar a falar de galo e a menorizar adversários. Algo que em Jesus é recorrente.
Sobre a AG, não tendo a certeza que vá, saliento a assinatura do nosso PMAG como comendador e a dúvida que me suscita o alcance do ponto 3.

De comentador desportivo a 08.01.2016 às 13:47

De acordo que os orçamentos não ganham os jogos por si só, mas o que queria dizer, é que em condições normais, aquela vitória é natural.
Em condições normais a diferença de estrutura, e de orçamentos, é tão grande, que é normal ganharem todos, ou quase todos os jogos contra estas equipas.
Ainda não se viu nenhuma equipa pequena ganhar o campeonato, porquê?
Porque a diferença de condições é enorme.
Não incluo o Boavista, porque além de ser um caso isolado, possuía uma estrutura muito forte, o que lhe possibilitou ganhar o campeonato, mesmo com um orçamento inferior.
Em condições normais essas equipas ficam a 20, 30, 40 pontos.
Temos agora um caso, o porto, que mesmo com um treinador que não conseguiu formar uma equipa com rotinas de vencedor, o plantel era tão forte, que lhes permitiu ficar em segundo.
Em resposta ao "profeta", olhe que não sei se somos os principais candidatos, se o porto contratar um treinador com um mínimo de qualidade, com aquele plantel, eles são os principais candidatos.
E também por que as equipas que o Jorge tem orientado, costumam baixar de forma, no final das temporadas.

De Trinco a 08.01.2016 às 13:56

Sim, obviamente que os orçamentos valem muito na qualidade disponível que permitem. Ainda assim, não é anormal equipas com menor orçamento fazerem valer outras armas e ganharem jogos e competições. Se fosse pelo orçamento o Chelsea não estava a lutar para não descer e o real ganhava sempre a Champions (exemplos propositadamente externos).
Obviamente que a tendência seria sempre a vitória estar mais perto do Sporting do que do Setúbal. Mas a prova faz-se sempre no campo (como aconteceu na Madeira). E de desilusões com equipas de menores orçamentos já temos a nossa parte. Pelo menos o suficiente para perceber que ser favorito e ganhar, são coisas tremendamente diferentes.
Somos candidatos. A prudência não me permite ir mais longe. Mas acho, contrariamente, que as equipas de Jesus (mesmo podendo perder as decisões e que isso possa criar essa ideia) vão sempre em crescendo, começando aos abanões mas ganhando embalo por volta da viragem. Mas confesso que não seguia, como não sigo, atentamente os percursos dos adversários.

De comentador desportivo a 08.01.2016 às 14:42

As equipas treinadas por ele, têm apresentado grande falta de andamento, na parte final das temporadas.
Em relação ao Real, não quer dizer que tenha que ganhar sempre, pois os outros também têm superestruturas, e superorçamentos.
O exemplo é em relação a equipas com orçamentos tão diferentes.
O Chelsea por exemplo, apesar de ter um grande orçamento, tinha um problema na estrutura, e as equipas em Inglaterra, do meio da tabela têm orçamentos altos, que lhes permite contratar jogadores de qualidade, fazendo con que o campeonato seja mais equilibrado.
Por exemplo fala-se que o stoke, quer contratar o jogador mais caro do futebol português.

De Trinco a 08.01.2016 às 18:02

Não é essa a noção que tenho, mas admito desconhecimento,
A questão dos orçamentos para mim continua a ser relativa. Pesa muito, muito mesmo, mas não é sentença definitiva para um resultado.

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