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A AG do Bruno

por Trinco, em 23.06.17

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Fui alertado ontem para a realização hoje de uma AG para apreciar e votar o orçamento do Clube para o exercício do ano que vem.

 

Atento como costumo estar (confesso que, por várias condicionantes, por estes dias menos) duvidei por não ter sabido de nada. Consultei o site e confirmei que nenhuma convocatória tinha sido publicada. Quem me informou insistiu. E tinha razão.

 

Hoje, volto a consultar e verifico que inusitadamente a convocatória é publicada no site no próprio dia da sua realização. Contrariando despudoradamente o que mandam os estatutos.

 

Artigo 52° (Convocatória da Assembleia Geral comum)

1 –As Assembleias Gerais serão convocadas por meio de anúncios insertos em dois jornais diários, no jornal do Clube, no sítio oficial do Clube e publicado nos moldes previstos para os actos das sociedades comerciais, com a antecedência mínima de oito dias, se o prazo não dever ser superior por disposição dos presentes estatutos

 

Assim, perante poucos, será aprovado por unanimidade não só o orçamento como as contas consolidadas. Sem que a grande maioria dos sócios tenha acesso às mesmas. Sim, porque os documento da proposta de orçamento e das contas consolidadas, deixaram de ser antecipadamente publicados para avaliação prévia dos sócios (quem vai a uma AG sabe perfeitamente da dificuldade de analisar no momento tais documentos estabelecendo um juízo consciente).

 

Pior, mesmo depois de aprovados, cumprindo-se a recente prática de opacidade, não serão publicados no site.

 

Aparentemente o desrespeito para o órgão mais importante do Clube (a Assembleia Geral composta pelos sócios) não tem limites e os actuais corpos sociais acham-se inimputáveis, tratando o Clube como a sua coutada.

 

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publicado às 08:39

O Pavilhão do Bruno

por Lizardo, em 22.06.17

Ontem foi a primeira inauguração do Pavilhão, num conjunto de três cerimónias já agendadas. A felicidade de todos os Sócios e Adeptos com a construção de tão nobre e fundamental obra é evidente. O Sporting não podia continuar a viver sem a sua casa para as modalidades. Era totalmente contranatura continuar as romarias para Loures ou Odivelas, Casal Vistoso ou Rio Maior, entre outros Pavilhões espalhados pela região.



Ontem, como bem disse Margarida Rocha, fechou-se o ciclo das grandes obras de modernização do Sporting do século XXI. Um Estádio, uma Academia e agora a casa que imortaliza o já imortal Presidente João Rocha.



O dia de ontem tinha tudo para ser histórico. Um dia desejado por tantos, um dia que deveria ser aberto a todos os Sócios e Adeptos, com um programa pensado para os que há mais de 10 anos fazem quilómetros para ver as modalidades fora de Alvalade. Mas não, uma vez mais, o foco foi o Presidente Bruno de Carvalho.



Para lá do erro da data e da hora, uma quarta-feira, em simultâneo com o jogo da Seleção Nacional e a poucas horas de um importante jogo do Futsal, revela que estratégia e visão, são termos e processos que escasseiam.


Depois o palco e o tempo oferecido a Bruno. Bruno discursou na rua, Bruno leu e releu a sua frase na Estátua do Leão vezes sem conta, Bruno entrou no Pavilhão como uma estrela de rock, Bruno foi o Presidente, Bruno foi o Anfitrião, Bruno foi a imagem de todos os atletas do passado, do presente e do futuro. Bruno foi o foco, o tempo de antena, a voz, Bruno foi o rei das selfies e dos abraços. Sempre com os mesmos, com as mesmas caras, com os mesmos que até já têm palco em programas da Sporting Tv ou que têm um “emprego” no Sporting.

 

Não posso deixar de sublinhar a mentira de Bruno sobre o nome do Pavilhão. Não, não foi o Bruno que sugeriu o nome João Rocha. Não!!. Foi aprovado e deliberado a 30 de Setembro de 2012, numa Assembleia Geral no Multiusos de Alvalade, apresentado pela Direção em funções à data. Felizmente foi rapidamente desmentido pela filha de João Rocha.

 

Mas a mentira não acabou aqui. As palavras oferecidas ao falecido Sócio Vitor Araújo são de um aproveitamento sem sentido. “Amigo”, “Muitos jogos ao seu lado”, “com o meu pai e meus irmão, juntos, vimos muitos jogos”. Quem marcou e marca presença nos Pavilhões sabe que tudo isto é treta. Pura treta. Bruno há dez anos, nem as quotas tinha em dia, quanto mais dedicar-se a assistir a jogos das modalidades. Mas vale tudo!


Bruno tem um evidente complexo de inferioridade. Precisa de palco, precisa de espaço mediático, precisa ser notícia, pois só Ele sabe a dimensão da mentira que nos conta há muitos anos. Precisa de palco pois não temos títulos, não temos saúde financeira, somos cada vez mais irrelevantes no panorama desportivo.



Estes quatro anos têm sido uma mentira constante.



Ontem os Sócios ficaram de fora, os Adeptos não foram convocados, o Pavilhão não estava cheio, foi uma festa para amigos e alinhados, longe dos tempos onde o Sporting era para todos.



O que se assistiu ontem foi um deplorável espetáculo. Salva-se a obra, obrigado a todos os que desde os primeiros momentos lutaram e reuniram com a autarquia lisboeta, a todos os que criaram as fundações e as bases necessárias da obra. Bruno tem o mérito de ter continuado e ter dado vida ao Pavilhão. Sobre isso não há dúvida, mas ficaria muito bem não esquecer que há muitos anos, várias direções já trabalharam e muito para que este sonho fosse possível. A esses nem uma palavra.


Este Sporting que não reconhece o seu passado e que só se valoriza com o seu presente, mesmo sem nada ganhar, mesmo vendo abalar os seus principais ativos, sejam eles funcionários ou atletas, não pode ter grande futuro.

 


Salva-se quem entende e vive realmente os valores do Sporting

 

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publicado às 09:03

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Ontem foi tornada publica uma gravação de uma conversa entre Bruno de Carvalho e um conjunto de jornalistas. Durante três horas o sumo que se retira é uma enorme pipa de banalidades, de ataques, de autoelogios e acima de tudo, de um nível tão raso que não compreende a grandeza do cargo e da Instituição que representa.

 

O que se ouve durante três horas de conversa de balcão, numa qualquer taverna de uma localidade à beira-mar, é assustador e sintomático do carácter (ou falta dele) da pessoa que dirige o Sporting atual.

Chama a Ele a responsabilidade das melhores contratações, nega perentoriamente as que falharam e chuta responsabilidades para outros, apelida os Sócios de “estúpidos” e a cereja no topo do bolo é o desprezo com que encara a Gala, que ele criou, e como tal, se considera dono e senhor da mesma. Nada de novo, sempre confundiu as competências do cargo que ocupa com a forma de gerir um pequeno negócio numa qualquer garagem em Telheiras. Este estilo pato-bravo levou a muitas falências, esperemos para ver o impacto que terá no futuro do nosso Sporting, o lucro aventado hoje, ao contrário do que se festeja, revela que continuamos no mesmo registo que este Presidente combateu, vivemos de lucros de vendas, na sua maioria jogadores formados internamente, projeto esse abandonado de forma clara com a entrada de Jorge Jesus, e pelos vistos, com toda a conivência do Presidente, que acha “estúpidos” todos os que pensam que se ganham títulos com os jogadores de Alcochete. Tem toda a razão, não se ganha só com estes, mas pelos vistos não temos ganho com nenhuns, e o que Alcochete nos tem oferecido nos últimos anos é encaixe financeiro, a relembrar só alguns nomes: Ronaldo, Quaresma, Viana, Nani, João Mário, Cédric, Illori, Bruma, entre tantos outros.

 

Mas como em tudo na vida existem os danos colaterais deste estilo e desta boçalidade. Assistir a “ilustres” que defendem este Presidente, só me leva a pensar que estamos perante um ato de desespero, há fome em Portugal. Pina, Dolbeth, Saraiva, entre outros, na defesa cega deste Presidente não compreendem que se estão a reduzir a um estado de falência intelectual tão grande e tão grave, que no dia que todo este fraco edifício azevediano cair, todos irão seguir o mesmo destino. E quem sabe, e assim espero, para sempre longe e afastados do Sporting. Não o servem, servem-se, e gente desta estirpe faz tanta falta como a fome.

 

Em conclusão, que pouco há a escrever sobre este tema, deixo somente para pensamento o hipotético cenário de uma hecatombe cada vez mais próxima e cada vez mais evidente. Os rivais estão a arrumar a sua casa, nós estamos em clima de guerra declarada, internamente e no panorama externo, contra tudo e contra todos. Vamos ter que vender, vamos voltar a comprar por atacado e em mercados que oferecem jogadores de qualidade duvidosa, e claro, vamos para mais um ano zero onde vamos superar novamente o nosso recorde orçamental.


Admito que muitos Sócios defendam esta direção. São praticamente os mesmos que defenderam Godinho Lopes até à exaustão. É assim, é muito fácil apoiar o poder. É preciso coragem, dignidade, frontalidade e uma espinha dorsal bem definida e hirta para criticar. O futebol é feito cada vez mais de gente sem pinga de valor. E cada vez mais feito de gente que abusa da pinga!

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publicado às 09:55

As alterações estatutárias

por Trinco, em 29.05.17

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Desde que tomou posse, o Conselho Directivo de Azevedo de Carvalho procedeu a nada menos que 5 alterações estatutárias.

 

Essencialmente alterou escalões de sócio, a definição das respectivas quotas e a possibilidade e condições de reaquisição de estatutos de Associado.

 

Pelo meio foi obrigada a revogar uma alteração anteriormente aprovada e procedeu a uma centralização e concentração de poderes na figura do presidente, entre outros acertos de pormenor na estrutura do documento.

 

Conseguiu fazer aprovar a 5 de Outubro de 2014 uma alteração estatutária fora da ordem do dia e sem dar conhecimento prévio da proposta aos associados, como se de uma "democracia sul americana" se tratasse, no que, se legalmente já suscita muitas duvidas pois segundo a lei geral, as alterações aos estatutos têm de constar expressamente da ordem do dia, sob pena de a sua aprovação ser passível de ser anulada, na transparência e respeito aos sócios, deixa muito a desejar e explica ainda mais o que quem comanda o Clube considera os sócios.

 

A 27 de Setembro de 2015 introduz nos Estatutos do Sporting Clube de Portugal um artigo 25ª que passa considerar a atribuição dos Prémios e Galardões Honoris Sporting, o modo de atribuição dos mesmos e a sua entrega "preferencialmente" no dia de aniversário do Clube, a 1 de Julho, de cada ano".

 

Acontece que, para serem válidas, as alterações estatutárias têm obrigatoriamente que constar de escritura notarial, não bastando a sua aprovação em Assembleia Geral.

 

Acontece também que a última alteração estatutária que foi objecto de escritura foi a aprovada em 30 de Junho de 2014 e escriturada a 13 de Agosto de 2014. Ou seja, todas as alterações produzidas dessa data para cá, são uma "inexistência legal".

 

E se isto pode assumir um novo argumento (idiota) da defesa da antecipação da Gala (sim que o que está escrito nos estatutos sobre a data não serve de argumento), a verdade é não só nenhum dos galardoados nas primeiras 3 galas realmente tem a distinção honorifica que julga ter, como demonstra a total desorganização e incompetência que faz ter normas aprovadas há mais de 2 anos e meio sem escritura.

 

Mas acontece mais. É que a norma aprovada a 5 de Outubro de 2014, sem validade por não estar escriturada (dando de barato a dúvida legal na sua aprovação), previa em traços largos a possibilidade de não haver perda do número de sócio por interrupção do pagamento das quotas podendo inclusive recuperar direitos contra o pagamento das quotas em atraso. O que lido em conjunto com nº 4 do artigo 22 em que se prevê a possibilidade do Conselho Directivo "...estabelecer períodos de isenção de jóia, proceder à redução ou isenção temporária dos montantes das quotas..." deixa demasiadas dúvidas no ar...

 

Omissão de cumprimento das suas obrigações de um Órgão Social do  Clube. Deve ser isto a exigência!

 

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publicado às 12:24

A fonte de Alvalade

por Trinco, em 25.05.17

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Ontem, a meio da tarde, começaram a jorrar em catadupa informações sobre o futuro próximo e as intenções de quem gere o Clube. E surgiram transversalmente em todos os Órgãos de Comunicação Social.

 

Alguns desconfiaram, da veracidade da fonte e por via disso da veracidade e realismo da informação, menorizando-a como uma invenção (mais uma) jornalística.

 

No entanto, uma análise mais apertada, permite perceber que essa fonte existe mesmo. E provavelmente até fala na 1ª pessoa. E ao aparecer em quase todos os Órgãos de Comunicação Social (terão havido alguns "apartheidizados" de castigo) isso quer dizer que foram convocados. E ao ser de tarde, isso quer dizer que o mesmo encontro decorreu de manhã, provavelmente para prevenir "excessos comunicacionais" derivados da abundância etílica no último "convívio" que iam provocando em definitivo o divorcio num casamento de saúde periclitante.

 

Assim, convém perceber o alcance do que a fonte diz, provavelmente até na 1ª pessoa.

 

Desde logo que admite antecipar eleições caso não seja campeão na próxima época. Isto não é mais que duas coisas. Um comprar de mais um ano, estabelecendo um prazo de validade e tentando fazer com que a onda crescente de criticas amaine. E com isso a possibilidade de criar as narrativas e encenações, caso esse objectivo não seja alcançado, que lhe permitam continuar empregado.

 

Diz também que admite vender abaixo da clausula. Isto também quer dizer duas coisas. Que mais do que estar aberto, precisa desesperadamente de vender para se manter à tona e que toda a retórica dos "valores indecentes" do "vender como na Premier League"  ou até das "duplas almofadas" não eram mais que balelas para enganar incautos e crentes.

 

Fala da antecipação dos valores do acordo com a NOS. Além de, segundo se sabe, este acordo ainda estar a ser investigado e por aprovar na AdC, este procedimento de antecipação de receitas é em tudo igual ao que era muito criticado num passado recente como abusivo por usar as receitas de mandatos para além do vigente, dificultando e condicionando fortemente a planificação e gestões futuras.

 

Informa que o plantel será mais curto, com 24 a 25 elementos, informando ao mesmo tempo que Iuri e Jonathan, farão parte do mesmo. Antes de mais, espero que o treinador saiba disso e tenha concordado, não vá o atleta ter a utilização dos que foram trazidos à revelia do mesmo, quer em Julho, quer em Dezembro. É que para isso já terão sido contratados 2. Além disso, dum plantel que este ano chegou a ter mais de 30 atletas e onde se assume a entrada em regresso de alguns e permanência de outros entretanto já regressados, isso quererá dizer, mais uma revolução. Até porque terão que haver contratações para entreter o adepto e arrecadar e distribuir mais algumas "comissõezinhas".

 

Por fim, fala ainda da possibilidade de voltar aos negócios com Jorge Mendes, curiosamente em véspera de lançamento do livro do jornalista italiano patrocinado e armado em herói pela tropa fandanga sobre o mesmo, com promessas de revelações escaldantes sobre o "modus operandi" do empresário. Ou seja, quando as calças começam a ficar apertadas ao rabo, até a alma se vende ao diabo por conveniência.

 

Tudo isto mais não é que a confirmação que Azevedo de Carvalho será o seu principal inimigo e por extensão do Clube, por não agir nem gerir pelo Clube, mas apenas pela sua sobrevivência.

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publicado às 09:00

O futsal do Carvalho

por Trinco, em 24.05.17

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Azevedo de Carvalho, 3 meses certos depois de chegado à presidência, festejou efusivamente em pleno pavilhão do estádio da Luz a conquista do 11º campeonato, reclamando-a arrogantemente como sua.

 

Nessa época, 2012/2013, as modalidades contaram com um orçamento de €2.9M para honorários (os salários de técnicos e atletas) a caber ao Futsal cerca de 31% do mesmo (€900k). O plantel desse ano, já comandado por Nuno Dias, contava com 12 formados localmente (à luz da leitura contemporânea desse estatuto), em que 3 eram S20, e 4 estrangeiros, conquistando a Taça de Portugal e Campeonato Nacional, estabelecendo um novo máximo de pontos e de diferença para o 2º, na 1ª fase e sofrendo nos playoffs apenas uma derrota por desempate por grandes penalidades. Ao todo foram conquistados 3 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal.

 

Em 2013/2014, as modalidades contaram com um orçamento de €2.1M para honorários deixando de se saber por ter deixado de ser discriminado, a parcela a caber ao Futsal (admitindo 30%, seriam  cerca de €630k). O plantel desse ano, contava com 12 formados localmente, em que 2 eram S20, e 4 estrangeiros, conquistando a Supertaça de Portugal e Campeonato Nacional. Ao todo foram conquistados 4 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal.

 

Em 2014/2015, as modalidades contaram com um orçamento de €2.7M para honorários (extrapolando uma redução, para acomodar a entrada do Hóquei nos orçamentos, para 25%, seriam  cerca de €675k). O plantel desse ano, contava com 13 formados localmente, em que 7 eram S20 e 5 estrangeiros, conquistando a Supertaça de Portugal. Ao todo foram conquistados 3 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal.

 

Em 2015/2016, as modalidades contaram com um orçamento de €3.8M para honorários (extrapolando para os anteriormente referidos 25%, seriam  cerca de €950k). O plantel desse ano, contava com 16 formados localmente, em que 7 eram S20, e 6 estrangeiros, conquistando a Supertaça de Portugal, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e o Campeonato. Ao todo foram conquistados 5 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal, com mais uma prova disputada.

 

Em 2016/2017, as modalidades contam com um orçamento de €6.5M para honorários (extrapolando os anteriores 25%, seriam  cerca de €1.62M). No plantel deste ano, contamos com 9 formados localmente, em que nenhum é S20, e 8 estrangeiros, conquistando para já apenas a Taça da Liga, estando ainda a disputar o Campeonato. Ao todo foi conquistado 1 titulo de âmbito nacional pela secção de Futsal, podendo ascender a 2 nos seniores, e outros 2 na formação (ainda que improváveis atendendo aos resultados das fases de apuramento).

 

Neste período e da formação aproveitámos 1 jogador. Perdemos 2 dos mais promissores directamente para o rival, pusemos 1, igualmente promissor na prateleira. Os restantes espalharam-se por planteis de 1ª divisão sendo na sua maioria jogadores importantes nas suas equipas.

 

Passamos de 8 convocados regulares para a selecção A, para 2 e de 4 estrangeiros para 8 (podendo apenas inscrever 5 a cada ficha de jogo, atente-se), verificando-se complementarmente a ascensão do rival na formação e na aquisição precoce dos valores nacionais, no que é uma estratégia de médio prazo que já foi a por nós preconizada.

 

Ganhávamos 2 títulos em seniores com €900k em 2012/2013 e, com mais uma prova em disputa, poderemos ganhar os mesmos 2, com €1.62M em 2016/2017.

 

No meio disto tudo, do que se vai sabendo, o ambiente deteriora-se com as birras de Azevedo de Carvalho, desesperado com mais um falhanço na sua aposta arriscada de do or die (a explosão no balneário após a derrota na final da UEFA Futsal Cup perante uma equipa que terá um orçamento 3 vezes superior terá deixado marcas), falando-se de vários abandonos, fartos de lidar com os dislates de quem percebe quase nada de desporto.

 

Enquanto isso o rival reforça-se com bons valores nacionais naquela que provavelmente será a melhor escola de formação do país (no estrito ponto de vista do aproveitamento da transição para sénior) que é o Braga/AAUM em que até atletas que por coração poderiam preferir o Sporting, desgostosos com a forma de abordagem e com as estratégias e opções do Clube para o seu Futsal, optam por engolir em seco e assinar no outro lado.

 

Seguramente, caso a equipa ganhe o campeonato (e eu tenho a firme convicção que somos melhores, pese o recente historial de resultados com o previsível adversário que transporta um incompreensível bloqueio), veremos Azevedo de Carvalho aos pulos na quadra a assumir magnanimamente a vitória. Caso perca...

 

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publicado às 09:59

A contestação

por Trinco, em 23.05.17

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Aparentemente, a critica incomoda.

 

A exigência solicitada aos primeiros dias do primeiro mandato e apenas surgida verdadeiramente aos primeiros meses do segundo era apenas retórica e demagogia, e quando as coisas aquecem, "foge-se" do facebook e "armam-se" fantoches em alter egos. O que de si já seria condenável, mas que piora quando se escolhe um funcionário pago pelo Clube para desempenhar tal papel.

 

Tal fantoche, toma as dores, escreve pela mão e torna-se a voz do dono na critica à critica, indignando-se perante a mesma, considerando o seu mestre como uma entidade superior e imaculada, acima de toda e qualquer apreciação ou julgamento.

 

Só que não é. E a história mostra exactamente o que a faixa (mandada retirar pelo Clube) afirma, na foto que acompanha o post.

 

João Rocha, depois tudo o que fez pelo Sporting e após 4 anos sem ganhar, foi severamente criticado, acabando por sair em 1986.

 

Jorge Gonçalves, vindo do nada, ganha com 62.7% as eleições de 1988, garante investimento de foguetório e é "corrido" 1 ano depois em 1989.

 

José Sousa Cintra, após 5 anos de avultados investimentos, sem conquistas assinaláveis, é forçado a sair em 1995.

 

José Roquette, assume a presidência em 1996, e apesar da conquista de um campeonato, sai 5 anos depois, em 2000.

 

António Dias da Cunha, assume a presidência em 2000, conquista um campeonato em 2002 e , em clima de contestação, sai 5 anos depois, em 2005.

 

Filipe Soares Franco é cooptado em 2005, eleito em 2006, a bem ou mal realiza várias reestruturações financeiras e sai 4 anos depois, em 2009.

 

José Eduardo Bettencourt é eleito com 90% dos votos e é obrigado a abandonar 2 anos depois, em 2011.

 

Luiz Godinho Lopes, é eleito em 2011 e "destituído" em dois anos depois, em 2011.

 

Bruno Azevedo de Carvalho é eleito em 2013 e começa a ser questionado 4 anos depois, em 2017.

 

Todos foram aprovados pelos sócios, todos foram criticados e forçados a abandonar pelos mesmos.

 

Todos!

 

De comum, as vitórias nas "amadoras" e o falhanço percepcionado (que em alguns casos a contabilidade contraria) no futebol.

 

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publicado às 09:15

Metalidade

por Lizardo, em 22.05.17

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O Sporting sempre se afirmou como um “Clube diferente”. Para o bem e para o mal, durante muitos anos, e em especial no pesadelo que foi a gestão de Sousa Cintra, este chavão era várias vezes utilizado para capitalizar a forma como se superava desaires. Uma estratégia que tentava revelar que mesmo nos momentos mais complicados, derrota após derrota, lá estavam os quarenta e tal mil habituais no velhinho Alvalade.



Com o tempo essa identidade foi também várias vezes aproveitada, sempre com o intuito de chamar e passar a mão “plo pelo” de Sócios e Adeptos.


Atualmente já não somos diferentes, somos assumidamente retrógrados e completamente desfasados da realidade do que é um Clube Empresa e como funcionam os índices de motivação e valorização de jogadores.


Ontem durante o jogo, com vários recados, uns encomendados, outros que foram uma surpresa para alguns, surgiu uma mensagem para Ruben Semedo. Um jogador com vários anos de Sporting, campeão em vários escalões da nossa formação, internacional, um jogador que deveria ser motivado e acima de tudo, valorizado. Afinal, tem sido este o nosso mealheiro nos últimos anos, as vendas dos jogadores que formamos.



Ontem tudo se fez em sentido contrário. Desmotivamos um jogador que tem qualidade, que é da casa, e mais grave ainda, desvalorizamos um jogador que tem mercado.

 

Não lembra a ninguém com capacidade de gestão e com uma missão única de servir o Sporting ter um comportamento assim.


Nenhum jogador merece este tipo de comportamento, seja o Shickabala ou o Bojinov, o Pongolle ou o Messi da Escócia.

 

Este tipo de mentalidade que se enraizou é altamente lesiva para o Sporting. Ninguém ganha com este tipo de atitudes e comportamentos. Perde o Sporting que desvaloriza jogadores, perde o plantel que encontra no seu balneário focos de desmotivação e descontentamento difíceis de gerir. A Flash Interview de Adrien foi também sintomática do estado de espirito de um plantel que está fraturado e completamente à deriva. Um foco de frustrações e de promessas que nunca se cumprem.


Posto isto, acabou a época da pior forma. Tudo falhou à exceção de Bas Dost. Falharam redondamente todas as contratações, ontem somente jogaram Beto e o Holandês goleador. Revelador de todo o fracasso da época que agora acabou.



As três contratações já realizadas não auguram nada de bom nem de novidade para a época que se está já a preparar.


Vamos ter um verão quente, e depois do espetáculo deplorável que uma grande maioria censurou ontem nas bancadas de alvalade, a divisão entre associados ganha cada vez mais expressão.


Em suma, quatro anos de marasmo, de regressão em relação aos rivais, onde numa das piores épocas do Futebol Clube do Porto, não os conseguimos superar e agora vamos ter que rezar a todos os santinhos que não nos calhe em sorte nenhuma equipa da Albânia ou um Légia no Playoff da Champions.


O tempo tem sido mestre!

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publicado às 09:53

O rei continua nú

por O 6º Violino, em 18.05.17

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Este é daquelas crónicas em que o autor não sabe bem por onde começar, tal a quantidade de acontecimentos que agitaram o universo leonino nas últimas semanas.

Já não vale a pena falar na relação entre Jorge Jesus e o actual presidente. É tudo tão mau. Qualquer adepto que utilize os neurónios já sabe como esta história vai terminar. Mal. Muito mal. Sobre esta rábula só me resta acrescentar que um presidente que convoca os jornalistas para dizer mal do treinador, tendo inclusive feito várias imitações ao seu vocabulário e modo de falar, está mais do que apresentado.

Também já não vale a pena falar no que Azevedo de Carvalho disse sobre a equipa de futsal. Apenas acrescento que na mesma reunião com esses jornalistas se vangloriou de, durante a viagem de regresso do Cazaquistão, ter "chamado de tudo" aos jogadores. Naturalmente estava traumatizado com a presença de João Benedito no Cazaquistão, a acompanhar os seus antigos colegas, e pela forma como este foi naturalmente bem recebido. 

Mas o homem não tem limites. E foi ver o Azevedo de Carvalho despedir-se da sua página oficial de facebook, enquanto presidente. E até para a escrita perdeu o jeito. Sem se dar conta cai numa série de contradições que só o desacreditam, ainda mais. Sim, é possível descer sempre mais, com o Carvalho.

Quando as coisas correm mal ao Clube arranja sempre desculpas nos outros. Agora virou-se para os jogadores, jogadores esses que foram contratados com o seu beneplácito. Jogadores esses, que contava para sermos "campeões em todas as modalidades".

Apostou como nunca, num ano eleitoral. Apostar muito e mal paga-se caro. 

No hóquei contratou uma série de jogadores em fim de carreira, sem aposta na formação e no futuro. Treinador despedido com a época em andamento.

No andebol recrutou uma série de jogadores sobrevalorizados com o intuito de vencer "hoje". Nem aposta de futuro e formação na gaveta, uma vez mais. Ainda podemos vencer uma taça de Portugal e uma competição europeia, que equivale à segunda divisão do velho continente. O titulo está cada vez mais difícil e dependente de terceiros. Erros próprios nos jogos decisivos, como é hábito. treinador despedido com a época em andamento.

Ninguém está imune a criticas, mas um líder forte e respeitado não precisa de posts no facebook nem de mandar recados via amigos da comunicação social. Uma estrutura sólida trataria do assunto de forma eficaz e discreta. E isto é válido para todas as modalidades.

Critica ferozmente os adeptos por não serem exigentes para com os jogadores. Logo ele que em dias de vitórias é o "homem das voltas olímpicas". Logo ele que se esconde nas derrotas. Logo ele que disse sempre que contratava os melhores para que o Clube ficasse dotado de matéria prima para atingir as desejadas vitórias.

Não se pode bater e tirar a mão logo de seguida, culpabilizando o parceiro do lado. Isso tem um nome. Cobardia.

Não foram estes mesmos adeptos pouco exigentes que lhe deram uma maioria confortável? Ao fim de dois meses e pouco são traidores?

Por mim, estou à vontade. Não teve o meu voto. Fui muito mais exigente do que lhe voltar a dar espaço para que se julgue uma personagem acima do Clube.

Por último a rábula da Gala Honoris Sporting.

Há vários meses que se sabe que a mesma não se iria realizar na data do aniversário do Clube, por compromissos pessoais do presidente. Escusam de mentir aos sócios de que a decisão foi tomada esta semana em reunião de direcção, por unanimidade e sem a presença do próprio, que insistia em manter a data habitual. Isso é tão verdade como dizerem que o aumento de ordenado e respectivos retroactivos foram aprovados por unanimidade, sem a presença do próprio, que, pelo contrário, queria passar dos 5.000 para o ordenado mínimo.

Saraiva, não brinque com os Sportinguistas e tenha cuidado. O seu lugar está em risco e desta vez não há Luís Bernardo que lhe dê a mão, e com as figuras que faz só mesmo na revista Maria poderão ter algum interesse em si.

Parem de brincar com o Clube!

SL

P.S. : Na próxima semana farei uma análise à época futebolística.

 

 

 

 

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publicado às 14:22

E o Basquetebol?

por Trinco, em 16.05.17

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O re-eleito Comandante Vivente Moura, anuncia hoje em "A Bola", ao assumir que  Miguel Maia, aos 46 anos, voltará a ser atleta do Clube na próxima época, que o Voleibol estará de volta. E estará de volta, pelo menos, no escalão sénior masculino, desconhecendo-se ainda a competição em que poderá participar.

 

Isto obviamente, mais que uma boa noticia, é um desejo de todos quantos se revém e empenham num Sporting ecléctico e que ollham para as históricas 5 grandes modalidades de pavilhão como pilares da grandeza do Clube.

 

Acontece que, estamos a poucos dias de assinalar 2 anos sobre a conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Basquetebol Feminino (30 de maio de 2015), com a consequente subida à divisão maior e 1 ano sobre a suspensão da mesma equipa (24 de maio de 2016).

 

A decisão teve tanto de surpreendente como de injusta e incompressível para um projecto que que se projectou auto-sustentado, baseado na formação e numa equipa feminina sénior que servisse de referencial nos objectivos globais da secção, tendo a mesma sido levada a investir e a queimar etapas pelo próprio Clube (que queria mais visibilidade), subindo em três anos duma 3ª divisão à liga principal, com o referido titulo de permeio e conseguindo nessa sua 1ª época, uma época difícil e carregada de vicissitudes, a manutenção.

 

Suapendeu-se uma equipa com valor, com jogadoras de referencia a nível nacional, com muitas Sportinguistas, com um orçamento baixo num inicio de um ciclo fortemente expansionista em termos de disponibilidades financeiras aprovadas, onde sem grandes investimentos, no panorama geral das modalidades, seria possível apetrecha-la de maneira a ser claramente candidata e manter-se assim como referencial do projecto, dando visibilidade ao Clube e à modalidade. Como aliás foi exigido (imposto) pelo Clube.

 

O principal argumento para esta decisão, comunicada de forma cobarde e após vários indícios em discurso directo em sentido contrário, foi a integração da secção no Clube com a revisão dos pressupostos do projecto, optando exclusivamente pela formação em forma evolutiva até haver atletas seniores.

 

Se em abstracto isso era algo que poderia fazer sentido, até do ponto de vista económico, o que se verifica é que este rumo foi apenas imposto ao Basquetebol (e Rugby masculino), tendo sido ignorado por várias outras reactivações. O Ciclismo começou com seniores e desconhece-se verdadeiramente qual é o seu projecto desportivo ou de formação ou sequer se o Clube tem alguma palavra a dizer no mesmo, ou se é apenas naming sponsor, o Futebol Feminino começou com seniores contratadas em forte investimento a outras equipas, agora suas competidoras, no Hóquei, apenas os seniores estão integrados no Clube, mantendo-se a formação gerida pela secção autónoma, a equipa de Rugby Feminina, recém campeã, não está sustentada em formação. Agora, no Vólei, acontecerá o mesmo.

 

Saúdo e apoio incondicionalmente os regressos das modalidades ao Clube, bem como a criação de novas (pelo menos das que sejam verdadeiramente desportivas). Da mesma maneira que o faço ao crescimento dos orçamentos, desde que perceba a sua sustentabilidade (o que não quer dizer que a perceba e muito menos que concorde com a aplicação dos mesmos), mas não posso aceitar esta política revanchista de filhos e enteados em que o que foi afirmado como regra não passa de excepção.

 

P.S. Entretanto, ao que se sabe, no basquetebol paga-se a seccionistas o que equipas a competir nas mesmas competições e com melhores resultados não pagam a treinadores, se anda a tentar "raptar" equipas inteiras a outros clubes formadores e se anda em torneios a aliciar miúdos de forma desrespeitosa e descarada.

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publicado às 13:38


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