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O rei continua nú

por O 6º Violino, em 18.05.17

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Este é daquelas crónicas em que o autor não sabe bem por onde começar, tal a quantidade de acontecimentos que agitaram o universo leonino nas últimas semanas.

Já não vale a pena falar na relação entre Jorge Jesus e o actual presidente. É tudo tão mau. Qualquer adepto que utilize os neurónios já sabe como esta história vai terminar. Mal. Muito mal. Sobre esta rábula só me resta acrescentar que um presidente que convoca os jornalistas para dizer mal do treinador, tendo inclusive feito várias imitações ao seu vocabulário e modo de falar, está mais do que apresentado.

Também já não vale a pena falar no que Azevedo de Carvalho disse sobre a equipa de futsal. Apenas acrescento que na mesma reunião com esses jornalistas se vangloriou de, durante a viagem de regresso do Cazaquistão, ter "chamado de tudo" aos jogadores. Naturalmente estava traumatizado com a presença de João Benedito no Cazaquistão, a acompanhar os seus antigos colegas, e pela forma como este foi naturalmente bem recebido. 

Mas o homem não tem limites. E foi ver o Azevedo de Carvalho despedir-se da sua página oficial de facebook, enquanto presidente. E até para a escrita perdeu o jeito. Sem se dar conta cai numa série de contradições que só o desacreditam, ainda mais. Sim, é possível descer sempre mais, com o Carvalho.

Quando as coisas correm mal ao Clube arranja sempre desculpas nos outros. Agora virou-se para os jogadores, jogadores esses que foram contratados com o seu beneplácito. Jogadores esses, que contava para sermos "campeões em todas as modalidades".

Apostou como nunca, num ano eleitoral. Apostar muito e mal paga-se caro. 

No hóquei contratou uma série de jogadores em fim de carreira, sem aposta na formação e no futuro. Treinador despedido com a época em andamento.

No andebol recrutou uma série de jogadores sobrevalorizados com o intuito de vencer "hoje". Nem aposta de futuro e formação na gaveta, uma vez mais. Ainda podemos vencer uma taça de Portugal e uma competição europeia, que equivale à segunda divisão do velho continente. O titulo está cada vez mais difícil e dependente de terceiros. Erros próprios nos jogos decisivos, como é hábito. treinador despedido com a época em andamento.

Ninguém está imune a criticas, mas um líder forte e respeitado não precisa de posts no facebook nem de mandar recados via amigos da comunicação social. Uma estrutura sólida trataria do assunto de forma eficaz e discreta. E isto é válido para todas as modalidades.

Critica ferozmente os adeptos por não serem exigentes para com os jogadores. Logo ele que em dias de vitórias é o "homem das voltas olímpicas". Logo ele que se esconde nas derrotas. Logo ele que disse sempre que contratava os melhores para que o Clube ficasse dotado de matéria prima para atingir as desejadas vitórias.

Não se pode bater e tirar a mão logo de seguida, culpabilizando o parceiro do lado. Isso tem um nome. Cobardia.

Não foram estes mesmos adeptos pouco exigentes que lhe deram uma maioria confortável? Ao fim de dois meses e pouco são traidores?

Por mim, estou à vontade. Não teve o meu voto. Fui muito mais exigente do que lhe voltar a dar espaço para que se julgue uma personagem acima do Clube.

Por último a rábula da Gala Honoris Sporting.

Há vários meses que se sabe que a mesma não se iria realizar na data do aniversário do Clube, por compromissos pessoais do presidente. Escusam de mentir aos sócios de que a decisão foi tomada esta semana em reunião de direcção, por unanimidade e sem a presença do próprio, que insistia em manter a data habitual. Isso é tão verdade como dizerem que o aumento de ordenado e respectivos retroactivos foram aprovados por unanimidade, sem a presença do próprio, que, pelo contrário, queria passar dos 5.000 para o ordenado mínimo.

Saraiva, não brinque com os Sportinguistas e tenha cuidado. O seu lugar está em risco e desta vez não há Luís Bernardo que lhe dê a mão, e com as figuras que faz só mesmo na revista Maria poderão ter algum interesse em si.

Parem de brincar com o Clube!

SL

P.S. : Na próxima semana farei uma análise à época futebolística.

 

 

 

 

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publicado às 14:22

E o Basquetebol?

por Trinco, em 16.05.17

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O re-eleito Comandante Vivente Moura, anuncia hoje em "A Bola", ao assumir que  Miguel Maia, aos 46 anos, voltará a ser atleta do Clube na próxima época, que o Voleibol estará de volta. E estará de volta, pelo menos, no escalão sénior masculino, desconhecendo-se ainda a competição em que poderá participar.

 

Isto obviamente, mais que uma boa noticia, é um desejo de todos quantos se revém e empenham num Sporting ecléctico e que ollham para as históricas 5 grandes modalidades de pavilhão como pilares da grandeza do Clube.

 

Acontece que, estamos a poucos dias de assinalar 2 anos sobre a conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Basquetebol Feminino (30 de maio de 2015), com a consequente subida à divisão maior e 1 ano sobre a suspensão da mesma equipa (24 de maio de 2016).

 

A decisão teve tanto de surpreendente como de injusta e incompressível para um projecto que que se projectou auto-sustentado, baseado na formação e numa equipa feminina sénior que servisse de referencial nos objectivos globais da secção, tendo a mesma sido levada a investir e a queimar etapas pelo próprio Clube (que queria mais visibilidade), subindo em três anos duma 3ª divisão à liga principal, com o referido titulo de permeio e conseguindo nessa sua 1ª época, uma época difícil e carregada de vicissitudes, a manutenção.

 

Suapendeu-se uma equipa com valor, com jogadoras de referencia a nível nacional, com muitas Sportinguistas, com um orçamento baixo num inicio de um ciclo fortemente expansionista em termos de disponibilidades financeiras aprovadas, onde sem grandes investimentos, no panorama geral das modalidades, seria possível apetrecha-la de maneira a ser claramente candidata e manter-se assim como referencial do projecto, dando visibilidade ao Clube e à modalidade. Como aliás foi exigido (imposto) pelo Clube.

 

O principal argumento para esta decisão, comunicada de forma cobarde e após vários indícios em discurso directo em sentido contrário, foi a integração da secção no Clube com a revisão dos pressupostos do projecto, optando exclusivamente pela formação em forma evolutiva até haver atletas seniores.

 

Se em abstracto isso era algo que poderia fazer sentido, até do ponto de vista económico, o que se verifica é que este rumo foi apenas imposto ao Basquetebol (e Rugby masculino), tendo sido ignorado por várias outras reactivações. O Ciclismo começou com seniores e desconhece-se verdadeiramente qual é o seu projecto desportivo ou de formação ou sequer se o Clube tem alguma palavra a dizer no mesmo, ou se é apenas naming sponsor, o Futebol Feminino começou com seniores contratadas em forte investimento a outras equipas, agora suas competidoras, no Hóquei, apenas os seniores estão integrados no Clube, mantendo-se a formação gerida pela secção autónoma, a equipa de Rugby Feminina, recém campeã, não está sustentada em formação. Agora, no Vólei, acontecerá o mesmo.

 

Saúdo e apoio incondicionalmente os regressos das modalidades ao Clube, bem como a criação de novas (pelo menos das que sejam verdadeiramente desportivas). Da mesma maneira que o faço ao crescimento dos orçamentos, desde que perceba a sua sustentabilidade (o que não quer dizer que a perceba e muito menos que concorde com a aplicação dos mesmos), mas não posso aceitar esta política revanchista de filhos e enteados em que o que foi afirmado como regra não passa de excepção.

 

P.S. Entretanto, ao que se sabe, no basquetebol paga-se a seccionistas o que equipas a competir nas mesmas competições e com melhores resultados não pagam a treinadores, se anda a tentar "raptar" equipas inteiras a outros clubes formadores e se anda em torneios a aliciar miúdos de forma desrespeitosa e descarada.

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publicado às 13:38

Penta...tiopentato de sódio!

por Trinco, em 15.05.17

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O tiopentato de sódio, é, na definição da wikipédia, um barbitúrico de acção rápida, depressor do sistema nervoso central, utilizado principalmente em anestesia e hipnose.

 

Parece ser este o nosso Penta. Uma hipnose anestesiada que nos adormece e obriga a permitir tudo o que este Clube se tornou.

 

Celebramos derrotas transformando-as em vitórias morais, permitindo que qualquer desaire tenha responsáveis exógenos. Falamos, falamos e falamos de um rival, esquecendo de olhar para dentro. Festejamos as suas derrotas, mesmo quando já fomos afastados. Festejamos a descida de um clube estrangeiro por revanche contra um treinador que ainda não foi digerido.

 

Fazemos tábua rasa do ditado "diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és" fazendo alianças estratégicas de um lado e de outro (sim no inicio o alinhamento era com os outros). A recente relação de facto com quem há poucas semanas cantávamos que eram uma "...raça de corruptos gostam é de fruta, vocês são uns filhos de uma p..."

 

Aceitamos que uma administração dê ao treinador mais caro de sempre, o plantel mais caro de sempre sem quaisquer resultados. Que ambos, concordantemente menorizem o perfil europeu do Clube, secundarizando para lá do razoável as competições europeias. Que equipas de nível e orçamento muito abaixo, nos ridicularizem em resultados incompreensíveis, interna e externamente, num dos casos atirando-nos para fora sequer duma liga Europa com os reflexos de uma classificação abaixo do 50º lugar (sim, com a contribuição da época 13/14 em que ficamos de fora).

 

Aceitamos a qualidade miserável de futebol apresentado e a torrente de contratações falhadas, umas despachadas, outras por despachar, misturados em empréstimos estranhos e partilhas de direitos ainda mais obscuros. Aceita que se interrompa a evolução de jovens, no clamor de uma pretensa aposta na formação, resgatando-os a equipas da 1ª liga para ou não jogarem ou serem apenas aproveitados na equipa B.

 

Festejamos a formação, omitindo que fomos eliminados pelo critério da média de idades numa competição, que as presenças nas selecções cada vez são mais reduzidas e que a fonte seca à vista de todos sem que nada se faça para alterar.

 

Achamos normal o continuado amadorismo nas estrutura do futebol, que tem o seu pináculo na ascensão de um até há 4 anos, promotor de cartões bancários nos corredores dos centros comerciais de Lisboa a director (ou equivalente) do futebol, sem qualquer outra competência que não a fidelidade canina se lhe reconheça.

 

Orgulhamo-nos de vendas extraordinárias esquecendo que elas são extraordinárias e por definição não servem como suporte de contas equilibradas. Preferimos esquecer que estas vendas são fruto, na maior parte e seguramente nas mais significativas, de atletas formados no Clube antes de 2013 (e já estamos em 2017) sendo que valorizar verdadeiramente jogadores contratados (tirando Slimani) continua a ser uma miragem e até os formados (tirando Gelson) depreciam a olhos vistos.

 

E se no futebol as coisas andam assim embaladas, a realidade é que no Clube a coisa não vai por melhor caminho, com o maior orçamento de sempre, desenhado a "rigor" para as eleições a não ter reflexo nos resultados, naquela que vai ser provavelmente uma das piores épocas de sempre em termos de conquistas. Pelo menos se não contabilizarmos os títulos no paintball e afins.

 

Recusamo-nos a perceber que nos tornámos iguais ou piores que aquilo que sempre criticámos nos rivais. Arrogantes, petulantes, pedantes, convencidos, malcriados e cheios de soberba de barriga vazia. Recusamo-nos a perceber que os resultados são iguais aos que tivemos nos últimos 15 anos.

 

E ainda admitimos que um casamento entre funcionários do Clube e SAD altere a data de celebração do aniversário do Clube

 

O atrás referido tiopentato de sódio, é também conhecido popularmente como um soro da verdade. Infelizmente, tal efeito ainda não é conhecido, para já, de nos estar a acontecer. Quando surgir, será doloroso!

 

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publicado às 09:21

Em jeito de novela gráfica e sem grandes comentários.

 

Sobre a responsabilidade no Futebol

 

Imagem 004.pngPrograma de candidatura de Azevedo de Carvalho em 2013

 

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Programa de candidatura de Azevedo de Carvalho em 2017

 

Sobre a campanha "carrega no JJ"

 

Imagem 012.pngBlog avençado a 24/02/2017

 

Sobre Futsal

Imagem 008.pngwikiSporting

Sobre o Nuno Dias

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wikiSporting

 

Sobre o Pavilhão

Imagem 010.pngAnexo presente na carta da FICOPE a 7/05/2015

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Noticia no Record a 14/08/2016

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Noticia no Record a 22/02/2017

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Foto a circular nas redes sociais de 06/05/2017

Sobre o Pavilhão e Gala (cujos convites já foram enviados e alguns recebidos com o Coliseu dos Recreios como local)

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Noticia no Record a 16/01/2017

 

Sobre a data Gala que celebra o aniversário do Clube (cujos convites já foram enviados e alguns recebidos com data do evento para 30 de Junho)

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Estatutos do Sporting Clube de Portugal

Sobre o casamento de Azevedo de Carvalho

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Noticia na TvMais a 21/03/2017

 

Enquanto isso...

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Troféu de vencedor da Liga

Há um clube, objecto principal do foco do Clube que vai receber o 4º troféu em outros tantos anos, coincidentes com ainda outros tantos anos de presidência de Azevedo de Carvalho

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 09:19

Hipocrisia II

por O 6º Violino, em 05.05.17

 

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A nossa querida Maria José Valério comemora este sábado 84 anos de vida.

Uma vida cheia de Sportinguismo. Um acto de amor com o nosso Clube do coração.

Ao que parece a Direcção do Clube decidiu homenagear Maria José Valério no dia 7 de Maio, Dia da Mãe, durante o jogo que se vai disputar em Alvalade, com o Belenenses. Uma atitude bonita. Mais bonita era se não fosse mais um acto carregado de hipocrisia. E porquê?

Recuemos à última campanha eleitoral.

Pedro Madeira Rodrigues, então candidato, referiu por mais de uma vez terem existido pressões a várias pessoas no sentido de que as mesmas fizessem parte da Comissão de Honra da candidatura de Azevedo de Carvalho.

Relembro que Marta Soares, na sua qualidade de "Presidente/Candidato" ameaçou o então candidato PMR com um processo, caso o mesmo não provasse a existência das ditas pressões.

Em pouco tempo, e em meios mais ou menos restritos circulou que uma das pessoas que teria sido pressionada, tinha sido a nossa querida Maria José Valério. 

Relembro que os convites eram feitos por SMS, telefonemas e por interpostas pessoas, tal a sofreguidão e empenho no engrossar da tal lista.

Ainda a propósito da pressão sobre Maria José Valério, a "ameaça" em caso de não aceitação, era a de que nunca mais a marcha do Sporting iria passar nas colunas do Estádio José Alvalade.

Do que chegou ao nosso conhecimento, as conversas não partiram directamente de Azevedo de Carvalho, mas por três outras pessoas, que já tinham aceite entrar na lista de tão "famosa" Comissão, a saber, Augusto Inácio, Ricardo Sá Pinto e Júlio Isidro.

Será verdade?

SL

 

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publicado às 11:28

O que faz falta...

por Trinco, em 26.04.17

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O que faz falta é coerência, o que faz falta é responsabilidade, o que faz falta é respeito, o que faz falta é bom senso, o que faz falta é consciência, integridade e noção.

 

O que faz falta é perceber que este caminho não é sustentável e que levará inevitavelmente à ruína daquilo que (n)os alimenta.

 

O que faz falta é entendimento que um clima de guerra conduz a um clima de terror que leva a um afastamento que leva à falência das estruturas e modelos.

 

O que faz falta é alcançar que os limites já foram ultrapassados.

 

O que faz falta é fazer coincidir o que de vez em quando, quando estrategicamente é vantajoso, se afirma, com a acção que se pratica.

 

O que faz falta é perceber o que somos e não promover a constante descaracterização.

 

O que faz falta é falar verdade e não vaguear constantemente em narrativas e cenários de propaganda comunicacional, sem conteúdo ou interesse que apenas formam uma barreira de ruído.

 

O que faz falta é olhar para dentro e ser exigente e rigoroso.

 

O que faz falta é ser escrupuloso, honesto, honrado e compreender que não vale tudo.

 

O que faz falta constatar o que é o ser Sporting e agir de acordo.

 

O que faz falta é fazer e acrescentar.

 

Infelizmente, para demasiados, o que faz falta é "animar" a malta e "agitar" a malta para a manter entretida e para que esta não veja o que realmente está a acontecer.

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publicado às 08:52

2 anos

por Trinco, em 24.04.17

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N'O começo, há dois anos, o 6º Violino escrevia:

 

A 24 de Abril de 2015, nasce o "Dia do Clube", cantinho que queremos que seja vosso, também.

Aqui debateremos o dia-a-dia do Nosso querido Clube, sem complexos, sem agendas, apenas com o objectivo de tornar um Clube cada vez maior. Porque queremos um debate tão abrangente quanto possível, tentaremos não nos focalizar apenas no futebol, tratando as Modalidades e a gestão de Clube e SAD da mesma forma.

Não estaremos ao serviço de ninguém, nem de quem lidera o Clube, nem de quem, eventualmente, o queira liderar. Sempre com opinião, nunca como caixa de ressonância de ninguém.

"Queremos um Clube tão grande como os maiores da Europa"

 

Retrospectivamente, cumprimos o que nos propusemos. Retrospectivamente, volto ao que escrevi, o que escrevemos, e verifico, dispensando falsas modéstias, a pertinência e precisão do que fomos publicando, a maior parte das vezes fortemente sustentado em factos.

 

Assim continuaremos, com maior ou menor assiduidade, dependendo das disponibilidades pessoais de cada um e, no meu caso da motivação para tratar e abordar o que vão fazendo do Clube. Algo que neste momento, confesso, me custa fazer dada a torrente descaracterizadora que o inunda e o ambiente criado e constantemente exponenciado, quer no Clube, quer no contexto desportivo, onde vejo aqueles que deveriam ter mais postura e reserva a contribuírem de maneira perfeitamente irresponsável para um rumo de violência e morte do qual dificilmente sairá algo de positivo para quem quer que seja.

 

Estão a matar, mais que o futebol, o desporto. E depois disso, os Clubes deixarão de fazer sentido.

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publicado às 09:35

O estrume e o escaravelho.

por Lizardo, em 21.04.17

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Estamos a poucas horas de começar o jogo maior de todos os jogos em Portugal. Um Sporting vs Benfica é o maior e mais apetecido encontro do nosso campeonato, independentemente da classificação e dos objetivos que estejam ainda em luta entre estes dois monstros do nosso futebol nacional.

 

Os últimos tempos não têm sido favoráveis no que toca à saúde do fenómeno desportivo em Portugal. Os dirigentes e os comentadores desportivos, que nos últimos tempos se auto-intitularam estrelas maiores do futebol, minam e envergonham quem defende os valores do desporto.



Os últimos temas são disso exemplo, de e-mails a pedidos de bilhetes, a cânticos brejeiros até à ruína intelectual de Dolbeth, Braz, Pina e Guerra, entre tantos outros, não consigo desenhar na minha opinião, pior cenário e tão raso e boçal estado de coisas como a atualidade.



A esta gente deve-se oferecer o devido desprezo. Vivem frustrações profissionais, procuram os “quinhentinhos” que lhes metem comida na mesa e espaço mediático para continuarem a lograr ambicionar um lugar ao sol quando se pavoneiam pelas ruas do nosso país. São uns tristes, pobres desgraçados, uma vergonha diária que se dissemina pelos telejornais e pelas redes sociais.



Mas estes pobres lambe prepúcios não são mais que o eco de quem os alimenta. Os Clubes e as suas equipas de comunicação são a ração desta raça que vai impondo e evangelizando uma opinião.



Não podemos andar a defender a verdade desportiva e a fazer dessa causa uma grande bandeira, quando no silêncio da noite e no recato de um jantar, se juntam todos à mesa a receber os briefings e os temas que devem e como devem ser comentados. Todos o fazem, se assim não fosse, que necessidade teriam os Clubes em pagar a Diretores de Comunicação e a cada vez maiores equipas desta disciplina?



Em suma, não é portanto surpresa que o futebol português esteja a definhar e a viver uma das mais miserabilistas épocas da sua história. Numa época em que fomos Campeões da Europa, aposta-se cada vez menos no jogador português, a formação é cada vez mais um embuste para boi marrar e lançar areia para os olhos, e claro, os órgão de comunicação social não vendem, pois não há notícias, não há novidade, há sim estratégias e agendas concertadas e bem afinadas que sustentam e proporcionam que estas casas não fechem portas e desapareçam das bancas.



Sábado é importante esquecer tudo isto, é importante olhar para o relvado e ver os nossos Campeões da Europa jogar e honrar a nossa camisola, assistir à capacidade goleadora de Bas Dost, ver um adversário ao nosso nível e uma arbitragem das melhores. E depois de tudo isto, que ganhe o Sporting. Assim, com tanto equilíbrio, dignidade, caráter, verdade, é assim que se saboreiam as grandes vitórias, onde os atletas e o publico devem ser os principais intervenientes.

Depois do jogo veremos se assim poderá ter sido ou como será. Mas adivinha-se mais do mesmo, discursos inflamados, ataques, o “eu qualquer dia digo”, e claro, o baixo nível a que estamos já habituados e que é já definição de “português” por este mundo fora.

Cada vez mais afastado deste futebol. E cada vez mais gente se irá afastar. Os culpados estão à vista de todos. Continuar a alimentar esta espécie e continuar a alimentar um vírus que está a consumir o nosso grande amor, o Sporting e o Futebol Português. 

Todo este clima é a "porcaria" que muito escaravelho junta para se alimentar. Queremos continuar a alimentar esta porcaria?

 

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publicado às 09:59

Em bicos de pés

por Trinco, em 11.04.17

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Soube-se ontem que o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) confirmou a interdição da propriedade por parte de terceiros (TPO ou Third Part Ownership) dos passes dos futebolistas decretada pela FIFA, no âmbito do litígio entre esta e o clube belga RFC Seraing.

 

Acto continuo, Azevedo de Carvalho assume a decisão como uma vitória, mais que do Clube, sua, pessoal, mais uma vez ajudado pelos "malandros" da Comunicação Social que propositadamente tentam correlacionar o caso com o diferendo Sporting/Doyen.

 

Acontece que o caso, pouco ou nada tem a ver com o caso Doyen.

 

Na verdade, o que esta decisão confirma é a sanção ao clube belga imposto pela FIFA em Setembro de 2015 pelo incumprimento da regra que interdita o TPO, aprovada e entrada em vigor a 1 de Maio de 2015. Nesta deliberação de Maio a FIFA estabelece que "A interdição entrará em vigor a 01 de maio de 2015", sendo que "os acordos já existentes devem ser mantidos até à sua expiração contratual" e que "os novos acordos assinados entre 01 de Janeiro e 30 de Abril de 2015" estarão limitados à duração máxima de um ano.

 

Ou seja o caso com a Doyen, não só não está coberto por esta norma, como também não tem absolutamente nada a ver com a guerra contra os fundos mas apenas e só com o incumprimento e quebra de contratos e obrigações estabelecidas pelos mesmos. E nesse caso, já foi proferida sentença, da qual não há recurso, na qual fomos condenados a pagar além das custas do processo, o valor em falta acrescido de juros, tendo por isso a UEFA cativado as nossas receitas das participações nas suas provas. Acontece também que a conta continua a avolumar-se por ainda não ter sido dada a ordem de liquidação da divida.

 

Obviamente, que todos concordaremos que, da maneira que estavam a acontecer, os TPO eram um cancro para o futebol, muitas vezes desvirtuando a verdade desportiva. E nunca foi por defender isso que Azevedo de Carvalho foi criticado. Mesmo que inflado de uma importância que nunca teve e assumindo o transporte vanguardista de uma bandeira que nunca foi sua (a FIFA já discutia o TPO há anos), nunca foi a critica ao modelo dos TPO que provocou as reacções de desaprovação ao que se fez no das Doyen. Foi sempre a quebra das responsabilidades e obrigações societárias do Clube. Inverter isto, é apenas mais uma das pós-verdades que foram repetidas à exaustão pela tropa.

 

Mas, ainda assim, convém perceber a fragilidade dos princípios de Azevedo de Carvalho que em Dezembro de 2016 assina protocolo com a Traffic (de que a foto acima é prova), empresa que esteve no centro do escândalo de corrupção da FIFA, investigada, e em alguns casos já sentenciada, sobre fraude, lavagem de dinheiro e corrupção nos últimos 24 anos e que tinha na sua estratégia fundamental de negócio o TPO, sendo percussora também nos novos esquemas para contornar esta proibição e que passam pela posse ou controle de Clubes e/ou SAD's, desenvolvendo aí o mesmo tipo de negócios em rodízio (semelhante ao que acontece neste momento com Bruno Paulista que ninguém percebe a quem efectivamente pertence)

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publicado às 09:47

Se vai mudar? Tenho as minhas dúvidas!.

por Lizardo, em 05.04.17

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Dado os resultados das últimas eleições, achei por bem e por respeito democrático não dar voz a este espaço até hoje. O plateia leonina demonstrou nas ultimas eleições uma força e uma vitalidade que não é de todo novidade, sempre assim foi, e sempre assim será. Somos grandes, somos um Clube que sempre se conseguiu impor e afirmar grandeza nos momentos mais complicados.

 

Os Sócios decidiram oferecer a Azevedo de Carvalho mais quatro anos. Um novo mandato, um voto de confiança, na minha leitura, na luta contra os poderes instalados e para tentar mudar a realidade do futebol nacional.



Entre muitos amigos que votaram na Lista A, muitos não se revêm na imagem do Presidente, consideravam Pedro Madeira um “curioso” e esperam que, com a experiência do cargo do atual, existisse mudanças.



Recentemente num encontro de grandes leões, na sua maioria votantes de Azevedo de Carvalho, o descontentamento já está de novo presente.


Ou seja, este voto de confiança não foi usado para ganhar força e outros caminhos de ação e atuação, mas sim para afirmar de forma cada vez mais envergonhada uma estratégia de comunicação e de ruído no universo do futebol.



Estes sete processos levantados contra o Benfica são de um lirismo completo. Como foi a entrevista de Bruno Azevedo de Carvalho à TVI. Estrategicamente pensada, sai para a opinião publica o nome Sporting numa fase onde somente Porto e Benfica lutam por títulos, tentando demonstrar uma falsa vitalidade do nosso Clube.

 

Estes primeiros tempos do segundo mandato não revelam qualquer mudança de paradigma. Os erros dos últimos anos que nos tornaram altamente despesitas, com orçamentos faraónicos e sem títulos, parece ser o caminho a seguir. E claro, a comunicação, que de dia para dia bate recordes de estupidez, reduzindo um Clube centenário a discussões com figuras mediáticas das revistas cor-de-rosa.

 

É realmente triste continuar a constatar a evidência, é triste assistir a um aumentar da ferida, é demasiado doloroso assistir ao debate Sporting e ao debate Futebol Português com os nossos comentadores nos mais diversos órgãos de comunicação social de Portugal.

A próxima época será decisiva. Não só para Bruno como para Jorge Jesus. Agora é tempo de lua de mel, tudo está bem, num cenário de guerra de completa destruição, onde vamos vencer zero títulos no futebol, e outros tantos nas modalidades ditas amadoras, onde somente temos esperança e muita no Futsal.

 

De Futsal, com o regresso de Cardinal e do grande Diva cada vez mais certo, a próxima época indica que será um novo “all in” em todas as modalidades. No Andebol espera-se a confirmação de um novo Treinador e no Hóquei, bem, aqui, é lutar com todas as forças para que a modalidade não perca cada vez mais representação no espectro europeu, tão pobre e com tão poucos adeptos como agora.

 

Que acabe rápido esta época, tão pobre, tão vazia, tão desprestigiante em tantos campos, conferências de imprensa, comentários, processos, eliminações precoces e perseguições. Que este novo elenco diretivo, e com o regresso de tantos ilustres ao Conselho Leonino, algo mude, e que mude no sentido de ter um novo posicionamento, um tom diferente, uma estratégia a longo prazo e a capacidade de resolver o presente.


Se vai mudar? Tenho as minhas dúvidas!.

 

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publicado às 10:02


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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