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O futsal do Carvalho

por Trinco, em 24.05.17

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Azevedo de Carvalho, 3 meses certos depois de chegado à presidência, festejou efusivamente em pleno pavilhão do estádio da Luz a conquista do 11º campeonato, reclamando-a arrogantemente como sua.

 

Nessa época, 2012/2013, as modalidades contaram com um orçamento de €2.9M para honorários (os salários de técnicos e atletas) a caber ao Futsal cerca de 31% do mesmo (€900k). O plantel desse ano, já comandado por Nuno Dias, contava com 12 formados localmente (à luz da leitura contemporânea desse estatuto), em que 3 eram S20, e 4 estrangeiros, conquistando a Taça de Portugal e Campeonato Nacional, estabelecendo um novo máximo de pontos e de diferença para o 2º, na 1ª fase e sofrendo nos playoffs apenas uma derrota por desempate por grandes penalidades. Ao todo foram conquistados 3 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal.

 

Em 2013/2014, as modalidades contaram com um orçamento de €2.1M para honorários deixando de se saber por ter deixado de ser discriminado, a parcela a caber ao Futsal (admitindo 30%, seriam  cerca de €630k). O plantel desse ano, contava com 12 formados localmente, em que 2 eram S20, e 4 estrangeiros, conquistando a Supertaça de Portugal e Campeonato Nacional. Ao todo foram conquistados 4 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal.

 

Em 2014/2015, as modalidades contaram com um orçamento de €2.7M para honorários (extrapolando uma redução, para acomodar a entrada do Hóquei nos orçamentos, para 25%, seriam  cerca de €675k). O plantel desse ano, contava com 13 formados localmente, em que 7 eram S20 e 5 estrangeiros, conquistando a Supertaça de Portugal. Ao todo foram conquistados 3 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal.

 

Em 2015/2016, as modalidades contaram com um orçamento de €3.8M para honorários (extrapolando para os anteriormente referidos 25%, seriam  cerca de €950k). O plantel desse ano, contava com 16 formados localmente, em que 7 eram S20, e 6 estrangeiros, conquistando a Supertaça de Portugal, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e o Campeonato. Ao todo foram conquistados 5 títulos de âmbito nacional pela secção de Futsal, com mais uma prova disputada.

 

Em 2016/2017, as modalidades contam com um orçamento de €6.5M para honorários (extrapolando os anteriores 25%, seriam  cerca de €1.62M). No plantel deste ano, contamos com 9 formados localmente, em que nenhum é S20, e 8 estrangeiros, conquistando para já apenas a Taça da Liga, estando ainda a disputar o Campeonato. Ao todo foi conquistado 1 titulo de âmbito nacional pela secção de Futsal, podendo ascender a 2 nos seniores, e outros 2 na formação (ainda que improváveis atendendo aos resultados das fases de apuramento).

 

Neste período e da formação aproveitámos 1 jogador. Perdemos 2 dos mais promissores directamente para o rival, pusemos 1, igualmente promissor na prateleira. Os restantes espalharam-se por planteis de 1ª divisão sendo na sua maioria jogadores importantes nas suas equipas.

 

Passamos de 8 convocados regulares para a selecção A, para 2 e de 4 estrangeiros para 8 (podendo apenas inscrever 5 a cada ficha de jogo, atente-se), verificando-se complementarmente a ascensão do rival na formação e na aquisição precoce dos valores nacionais, no que é uma estratégia de médio prazo que já foi a por nós preconizada.

 

Ganhávamos 2 títulos em seniores com €900k em 2012/2013 e, com mais uma prova em disputa, poderemos ganhar os mesmos 2, com €1.62M em 2016/2017.

 

No meio disto tudo, do que se vai sabendo, o ambiente deteriora-se com as birras de Azevedo de Carvalho, desesperado com mais um falhanço na sua aposta arriscada de do or die (a explosão no balneário após a derrota na final da UEFA Futsal Cup perante uma equipa que terá um orçamento 3 vezes superior terá deixado marcas), falando-se de vários abandonos, fartos de lidar com os dislates de quem percebe quase nada de desporto.

 

Enquanto isso o rival reforça-se com bons valores nacionais naquela que provavelmente será a melhor escola de formação do país (no estrito ponto de vista do aproveitamento da transição para sénior) que é o Braga/AAUM em que até atletas que por coração poderiam preferir o Sporting, desgostosos com a forma de abordagem e com as estratégias e opções do Clube para o seu Futsal, optam por engolir em seco e assinar no outro lado.

 

Seguramente, caso a equipa ganhe o campeonato (e eu tenho a firme convicção que somos melhores, pese o recente historial de resultados com o previsível adversário que transporta um incompreensível bloqueio), veremos Azevedo de Carvalho aos pulos na quadra a assumir magnanimamente a vitória. Caso perca...

 

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publicado às 09:59

"Conversa da treta"

por O 6º Violino, em 23.05.17

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Terminou finalmente uma temporada em que a partir de Dezembro só tivemos o fantasma de um Sporting que se quer vencedor. Uma época em que se bateu o recorde de investimento. Calma, também se fizeram boas vendas.

 

Ainda assim, um investimento muito acima das possibilidades do Clube, e como tal, neste defeso vai ser preciso voltar a vender activos para que as contas fiquem minimamente equilibradas. Bastou a venda de dois dos melhores jogadores, para vermos a inversão de resultados.

 

Como já aqui foi dito, o Sporting não pode pagar o que paga a Jorge Jesus. A dificuldade que Azevedo de Carvalho mostra em "desfazer-se" do treinador está nos 16 milhões. Mesmo que Jesus abdicasse dos mesmos, nunca o actual presidente iria permitir que este saísse para o Porto, por exemplo. Ambos precisam um do outro. Deixo aqui escrito : vão cair de mãos dadas. De uma forma que vai causar danos ao Clube. Talvez irreparáveis. Isto não é futurologia, é dos livros básicos.

 

E já nem as desculpas "encartilhadas" e ecoadas pelos paineleiros ao seu serviço conseguem desmentir os factos. Os números são o que são e não enganam.

 

Vamos a eles?

 

No campeonato:

 

O Sporting fez 70 pontos, menos 16 que na temporada passada. Mais 3 que na temporada de Leonardo Jardim, e menos 6 que na temporada de Marco Silva. Com orçamento muito superior. Comparado com os orçamentos nas épocas de Jardim e Silva, mais que duplicou.

 

O Sporting marcou 68 golos, menos que os 2 primeiros classificados. Na temporada passada marcou 79. Comparando com Leonardo Jardim marcou mais 12 e mais 1 do que com Marco Silva.

 

O Sporting sofreu 36 golos, quase o dobro dos 2 primeiros classificados, que juntos sofreram 37. Na temporada passada sofreu 21. Com Leonardo Jardim sofreu 20 e com Marco Silva sofreu 29.

 

Sofreu o mesmo número de golos que Braga e Boavista. Sofreu mais 4 que o Marítimo. Sofreu menos 3 que Guimarães e Rio-Ave. Sintomático.

 

O Sporting utilizou 34 jogadores ao longo da temporada.

 

O Sporting contratou 11 jogadores no inicio da temporada. Abaixo os minutos de utilização de cada 1 deles:

 

 

Jogador

Minutos de utilização
Bas Dost   3506
Joel Campbell 1237
Alan Ruiz 1648
Elias 679
André 530
Markovic 610
Castaignos 373
Douglas 585
Petrovic 138
Meli   16
Beto 810

 

Daqui se pode concluir que o único reforço "sério" foi Bas Dost que custou 12 milhões de euros.

 

Dá-se ainda o beneficio da dúvida a Alan Ruiz. 

 

Beto, é um bom suplente. Tudo o resto foram pregos no caixão, e nem a ladainha da adaptação pode servir de desculpa. Bas Dost foi o último a chegar e o que melhor rendimento teve.

 

Os números não enganam, como disse, e não são os paineleiros nem o Nuno Saraiva de Carvalho que conseguirão desmentir os factos com tanta mentira que debitam.

 

Para terminar, continuo a aguardar que o Nuno Saraiva de Carvalho saia em defesa de Rúben Semedo. Ou os seus (do Carvalho) posts só servem para passar azeite no patrão?

 

SL

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publicado às 14:56

A contestação

por Trinco, em 23.05.17

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Aparentemente, a critica incomoda.

 

A exigência solicitada aos primeiros dias do primeiro mandato e apenas surgida verdadeiramente aos primeiros meses do segundo era apenas retórica e demagogia, e quando as coisas aquecem, "foge-se" do facebook e "armam-se" fantoches em alter egos. O que de si já seria condenável, mas que piora quando se escolhe um funcionário pago pelo Clube para desempenhar tal papel.

 

Tal fantoche, toma as dores, escreve pela mão e torna-se a voz do dono na critica à critica, indignando-se perante a mesma, considerando o seu mestre como uma entidade superior e imaculada, acima de toda e qualquer apreciação ou julgamento.

 

Só que não é. E a história mostra exactamente o que a faixa (mandada retirar pelo Clube) afirma, na foto que acompanha o post.

 

João Rocha, depois tudo o que fez pelo Sporting e após 4 anos sem ganhar, foi severamente criticado, acabando por sair em 1986.

 

Jorge Gonçalves, vindo do nada, ganha com 62.7% as eleições de 1988, garante investimento de foguetório e é "corrido" 1 ano depois em 1989.

 

José Sousa Cintra, após 5 anos de avultados investimentos, sem conquistas assinaláveis, é forçado a sair em 1995.

 

José Roquette, assume a presidência em 1996, e apesar da conquista de um campeonato, sai 5 anos depois, em 2000.

 

António Dias da Cunha, assume a presidência em 2000, conquista um campeonato em 2002 e , em clima de contestação, sai 5 anos depois, em 2005.

 

Filipe Soares Franco é cooptado em 2005, eleito em 2006, a bem ou mal realiza várias reestruturações financeiras e sai 4 anos depois, em 2009.

 

José Eduardo Bettencourt é eleito com 90% dos votos e é obrigado a abandonar 2 anos depois, em 2011.

 

Luiz Godinho Lopes, é eleito em 2011 e "destituído" em dois anos depois, em 2011.

 

Bruno Azevedo de Carvalho é eleito em 2013 e começa a ser questionado 4 anos depois, em 2017.

 

Todos foram aprovados pelos sócios, todos foram criticados e forçados a abandonar pelos mesmos.

 

Todos!

 

De comum, as vitórias nas "amadoras" e o falhanço percepcionado (que em alguns casos a contabilidade contraria) no futebol.

 

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publicado às 09:15

Rúben Semedo

por O 6º Violino, em 22.05.17

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Rúben Semedo é um activo da SAD do Sporting.

Rúben Semedo, goste-se ou não, é produto da Academia de Alcochete.

Rúben Semedo foi aposta de Jorge Jesus, que viu nele qualidades para fazer dupla com Coates.

Rúben Semedo renovou contrato com o Sporting até 2022 há pouco mais de um ano, mais precisamente em 9 de Março de 2016.

A faixa ontem mostrada por uma das claques desvaloriza o jogador, o activo.

Passadas mais de 15 horas, a picareta falante, "Nuno Saraiva de Carvalho" ainda não fez um post a defender o jogador, o activo.

Ao contrário das dezenas de posts que já fez a defender o patrão, esta atitude só pode ter uma leitura. A faixa foi autorizada pela direcção do Clube, o que é ainda mais grave.

Curiosamente, as únicas faixas que tinham como alvo a tribuna presidencial foram mandadas retirar, sob o pretexto de não terem sido autorizadas.

Sintomático, o estado a que chegou o nosso Clube.

Uma vergonha.

SL

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publicado às 12:00

Metalidade

por Lizardo, em 22.05.17

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O Sporting sempre se afirmou como um “Clube diferente”. Para o bem e para o mal, durante muitos anos, e em especial no pesadelo que foi a gestão de Sousa Cintra, este chavão era várias vezes utilizado para capitalizar a forma como se superava desaires. Uma estratégia que tentava revelar que mesmo nos momentos mais complicados, derrota após derrota, lá estavam os quarenta e tal mil habituais no velhinho Alvalade.



Com o tempo essa identidade foi também várias vezes aproveitada, sempre com o intuito de chamar e passar a mão “plo pelo” de Sócios e Adeptos.


Atualmente já não somos diferentes, somos assumidamente retrógrados e completamente desfasados da realidade do que é um Clube Empresa e como funcionam os índices de motivação e valorização de jogadores.


Ontem durante o jogo, com vários recados, uns encomendados, outros que foram uma surpresa para alguns, surgiu uma mensagem para Ruben Semedo. Um jogador com vários anos de Sporting, campeão em vários escalões da nossa formação, internacional, um jogador que deveria ser motivado e acima de tudo, valorizado. Afinal, tem sido este o nosso mealheiro nos últimos anos, as vendas dos jogadores que formamos.



Ontem tudo se fez em sentido contrário. Desmotivamos um jogador que tem qualidade, que é da casa, e mais grave ainda, desvalorizamos um jogador que tem mercado.

 

Não lembra a ninguém com capacidade de gestão e com uma missão única de servir o Sporting ter um comportamento assim.


Nenhum jogador merece este tipo de comportamento, seja o Shickabala ou o Bojinov, o Pongolle ou o Messi da Escócia.

 

Este tipo de mentalidade que se enraizou é altamente lesiva para o Sporting. Ninguém ganha com este tipo de atitudes e comportamentos. Perde o Sporting que desvaloriza jogadores, perde o plantel que encontra no seu balneário focos de desmotivação e descontentamento difíceis de gerir. A Flash Interview de Adrien foi também sintomática do estado de espirito de um plantel que está fraturado e completamente à deriva. Um foco de frustrações e de promessas que nunca se cumprem.


Posto isto, acabou a época da pior forma. Tudo falhou à exceção de Bas Dost. Falharam redondamente todas as contratações, ontem somente jogaram Beto e o Holandês goleador. Revelador de todo o fracasso da época que agora acabou.



As três contratações já realizadas não auguram nada de bom nem de novidade para a época que se está já a preparar.


Vamos ter um verão quente, e depois do espetáculo deplorável que uma grande maioria censurou ontem nas bancadas de alvalade, a divisão entre associados ganha cada vez mais expressão.


Em suma, quatro anos de marasmo, de regressão em relação aos rivais, onde numa das piores épocas do Futebol Clube do Porto, não os conseguimos superar e agora vamos ter que rezar a todos os santinhos que não nos calhe em sorte nenhuma equipa da Albânia ou um Légia no Playoff da Champions.


O tempo tem sido mestre!

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publicado às 09:53

O rei continua nú

por O 6º Violino, em 18.05.17

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Este é daquelas crónicas em que o autor não sabe bem por onde começar, tal a quantidade de acontecimentos que agitaram o universo leonino nas últimas semanas.

Já não vale a pena falar na relação entre Jorge Jesus e o actual presidente. É tudo tão mau. Qualquer adepto que utilize os neurónios já sabe como esta história vai terminar. Mal. Muito mal. Sobre esta rábula só me resta acrescentar que um presidente que convoca os jornalistas para dizer mal do treinador, tendo inclusive feito várias imitações ao seu vocabulário e modo de falar, está mais do que apresentado.

Também já não vale a pena falar no que Azevedo de Carvalho disse sobre a equipa de futsal. Apenas acrescento que na mesma reunião com esses jornalistas se vangloriou de, durante a viagem de regresso do Cazaquistão, ter "chamado de tudo" aos jogadores. Naturalmente estava traumatizado com a presença de João Benedito no Cazaquistão, a acompanhar os seus antigos colegas, e pela forma como este foi naturalmente bem recebido. 

Mas o homem não tem limites. E foi ver o Azevedo de Carvalho despedir-se da sua página oficial de facebook, enquanto presidente. E até para a escrita perdeu o jeito. Sem se dar conta cai numa série de contradições que só o desacreditam, ainda mais. Sim, é possível descer sempre mais, com o Carvalho.

Quando as coisas correm mal ao Clube arranja sempre desculpas nos outros. Agora virou-se para os jogadores, jogadores esses que foram contratados com o seu beneplácito. Jogadores esses, que contava para sermos "campeões em todas as modalidades".

Apostou como nunca, num ano eleitoral. Apostar muito e mal paga-se caro. 

No hóquei contratou uma série de jogadores em fim de carreira, sem aposta na formação e no futuro. Treinador despedido com a época em andamento.

No andebol recrutou uma série de jogadores sobrevalorizados com o intuito de vencer "hoje". Nem aposta de futuro e formação na gaveta, uma vez mais. Ainda podemos vencer uma taça de Portugal e uma competição europeia, que equivale à segunda divisão do velho continente. O titulo está cada vez mais difícil e dependente de terceiros. Erros próprios nos jogos decisivos, como é hábito. treinador despedido com a época em andamento.

Ninguém está imune a criticas, mas um líder forte e respeitado não precisa de posts no facebook nem de mandar recados via amigos da comunicação social. Uma estrutura sólida trataria do assunto de forma eficaz e discreta. E isto é válido para todas as modalidades.

Critica ferozmente os adeptos por não serem exigentes para com os jogadores. Logo ele que em dias de vitórias é o "homem das voltas olímpicas". Logo ele que se esconde nas derrotas. Logo ele que disse sempre que contratava os melhores para que o Clube ficasse dotado de matéria prima para atingir as desejadas vitórias.

Não se pode bater e tirar a mão logo de seguida, culpabilizando o parceiro do lado. Isso tem um nome. Cobardia.

Não foram estes mesmos adeptos pouco exigentes que lhe deram uma maioria confortável? Ao fim de dois meses e pouco são traidores?

Por mim, estou à vontade. Não teve o meu voto. Fui muito mais exigente do que lhe voltar a dar espaço para que se julgue uma personagem acima do Clube.

Por último a rábula da Gala Honoris Sporting.

Há vários meses que se sabe que a mesma não se iria realizar na data do aniversário do Clube, por compromissos pessoais do presidente. Escusam de mentir aos sócios de que a decisão foi tomada esta semana em reunião de direcção, por unanimidade e sem a presença do próprio, que insistia em manter a data habitual. Isso é tão verdade como dizerem que o aumento de ordenado e respectivos retroactivos foram aprovados por unanimidade, sem a presença do próprio, que, pelo contrário, queria passar dos 5.000 para o ordenado mínimo.

Saraiva, não brinque com os Sportinguistas e tenha cuidado. O seu lugar está em risco e desta vez não há Luís Bernardo que lhe dê a mão, e com as figuras que faz só mesmo na revista Maria poderão ter algum interesse em si.

Parem de brincar com o Clube!

SL

P.S. : Na próxima semana farei uma análise à época futebolística.

 

 

 

 

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publicado às 14:22

1 de Julho

por Trinco, em 18.05.17

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Aparentemente, a realidade dá-me a razão que eu gostava tanto de não ter.

 

Há 9 dias, escrevia neste post sobre a hipótese que se falava em ruidosa surdina, de a Gala Honoris Sporting ser antecipada para o dia 30 de Junho para não colidir com a celebração do matrimónio do actual Presidente.

 

Sobre isso, recorrendo aos estatutos, estes apenas referem a data do aniversário do Clube como data preferencial. Mas preferencial é isso mesmo. É algo que toma precedência sobre outros. Admite-se que esta disposição nos estatutos assuma um carácter de evitar conflitos com impossibilidades de força maior. E um casamento, não é uma impossibilidade de força maior. E muito menos para quem constantemente faz alarde do sacrificio que assume fazer pelo Clube.

 

Ainda o actual Presidente estava amarrado ao seu anterior casamento e já sabia a data preferencial da Gala. Como se sabe a do ano que vem e a dos próximos 100 anos.

 

Além disso, a mesma Gala, criada por este Conselho Directivo, sempre foi assumida como celebração da data de fundação e aniversário do Clube. Que é afirmada, estatutariamente, logo no seu artigo 1º

 

Artigo 1°

(Denominação)

O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, fundado em um de Julho de mil novecentos e seis, rege-se pelos presentes estatutos, respectivos regulamentos e legislação aplicável.

 

No mesmo post, referia que o evento, contrariamente ao que tinha sido afirmado a 16 de Janeiro pelo actual Presidente na sua agora extinta página de facebook (curioso ver a reacção ao "aquecimento" das circunstancias), não seria no Pavilhão João Rocha.

 

É a noite, por excelência, de celebração do Sportinguismo. A noite em que homenageamos atletas, equipas, núcleos, Sócios, dirigentes, funcionários e técnicos e na qual também relembramos aqueles que a morte apenas aparentemente levou porque têm lugar cativo na gratidão dos Sportinguistas. (...) Este ano lá estaremos para a IV Gala Honoris Sporting: a primeira que se realizará no nosso Pavilhão João Rocha

 

A ilação a tirar é que tudo, bem como as comunicações que foram sendo feitas sobre o Pavilhão, não passarou de manobra eleitoral a fazer dos Sportinguistas parvos, mentindo despudoradamente sobre a realidade da construção.

 

A acrescentar a isso, a revelação entretanto comunicada da inauguração do mesmo, para 21 de Junho, 8 dias antes da data agora marcada para a Gala, tempo que se afirma insuficiente para reunir as "condições técnicas necessárias para a realização". Assim sendo, mesmo descontando o facto de para mim apenas considerar o Pavilhão inaugurado, no momento em que lá se realizar o 1º evento desportivo, vai-se inaugurar o quê ao certo no dia 21?

 

Como se não bastasse, acto continuo, surge algo semelhante ao Ministério da Verdade que referi neste post, a dar as mais esfarrapadas justificações para algo que é na sua essência injustificável.

 

Pessoalmente, gostaria que os Sportinguistas que não estejam obrigados, necessitados, dependentes ou na lista de favores deste Conselho Directivo, recusassem a presença nesta farsa, evitando contribuir para o circo em que este Clube foi tornado. Infelizmente tenho consciência que, apesar do acordar de algumas consciencias, tal não acontecerá, pois a fogueira das vaidades arde forte e é mais chamativa, nomeadamente quando sob efeitos de uma hipnose anestesiada

 

Sendo eu pessoa educada e que pouco calão utiliza, cada vez mais me vejo a aplicar espontaneamente a recomendação discursada na noite das eleições em relação ao seu autor. 

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publicado às 09:09

O Ministério da Verdade

por Trinco, em 16.05.17

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Qualquer semelhança com qualquer realidade é apenas e só uma qualquer infeliz coincidência e nem sequer sei porque me lembrei disto agora...

 

George Orwell na ficção distópica presente no livro 1984, retrata o quotidiano de um regime político totalitário e repressivo, mostrando uma sociedade oligárquica colectivista capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela.

 

Nele retrata e descreve toda uma sociedade orientada ao "Grande Irmão" estruturada em vários ministérios.

 

Um deles é o Ministério da Verdade que é um dos quatro que compõem o governo da Oceania.

 

Tal como os restantes (Ministério do Amor, da Fartura e da Paz), o seu objectivo é exactamente o oposto do que o denomina, sendo directamente responsável pela falsificação da história, fazendo da  “verdade” aquilo que o Estado quer que a mesma seja.

 

Na parede do edifício que o alberga, os 3 slogans do Partido: “Guerra é Paz”, “Liberdade é Escravidão” e “Ignorância é Força”.

 

O Ministério da Verdade é responsável pelas notícias, entretenimento, artes e educação. O seu propósito é reescrever a história e alterar os factos, de forma que eles se encaixem na doutrina do Partido.

 

Por exemplo, se o "Grande Irmão" fez uma previsão que se revele errada, os funcionários do Ministério devem reescrever a história de forma que a previsão do Grande Irmão seja precisa.

 

O seu objectivo é criar a ilusão de que o Partido é absoluto, que não muda suas directrizes (o Partido não altera as suas alianças ora com a Lestásia ora com a Eurásia), não comete erros (o Partido não expurga membros nem faz previsões erradas), porque isto implicaria fraqueza, e para manter o poder o Partido deve parecer, forte ênfase no parecer, eternamente correto, coeso e forte.

 

Esta ficção é-me verdadeiramente familiar, mas continuo sem saber porque raio me lembrei dela...

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publicado às 19:47

E o Basquetebol?

por Trinco, em 16.05.17

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O re-eleito Comandante Vivente Moura, anuncia hoje em "A Bola", ao assumir que  Miguel Maia, aos 46 anos, voltará a ser atleta do Clube na próxima época, que o Voleibol estará de volta. E estará de volta, pelo menos, no escalão sénior masculino, desconhecendo-se ainda a competição em que poderá participar.

 

Isto obviamente, mais que uma boa noticia, é um desejo de todos quantos se revém e empenham num Sporting ecléctico e que ollham para as históricas 5 grandes modalidades de pavilhão como pilares da grandeza do Clube.

 

Acontece que, estamos a poucos dias de assinalar 2 anos sobre a conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Basquetebol Feminino (30 de maio de 2015), com a consequente subida à divisão maior e 1 ano sobre a suspensão da mesma equipa (24 de maio de 2016).

 

A decisão teve tanto de surpreendente como de injusta e incompressível para um projecto que que se projectou auto-sustentado, baseado na formação e numa equipa feminina sénior que servisse de referencial nos objectivos globais da secção, tendo a mesma sido levada a investir e a queimar etapas pelo próprio Clube (que queria mais visibilidade), subindo em três anos duma 3ª divisão à liga principal, com o referido titulo de permeio e conseguindo nessa sua 1ª época, uma época difícil e carregada de vicissitudes, a manutenção.

 

Suapendeu-se uma equipa com valor, com jogadoras de referencia a nível nacional, com muitas Sportinguistas, com um orçamento baixo num inicio de um ciclo fortemente expansionista em termos de disponibilidades financeiras aprovadas, onde sem grandes investimentos, no panorama geral das modalidades, seria possível apetrecha-la de maneira a ser claramente candidata e manter-se assim como referencial do projecto, dando visibilidade ao Clube e à modalidade. Como aliás foi exigido (imposto) pelo Clube.

 

O principal argumento para esta decisão, comunicada de forma cobarde e após vários indícios em discurso directo em sentido contrário, foi a integração da secção no Clube com a revisão dos pressupostos do projecto, optando exclusivamente pela formação em forma evolutiva até haver atletas seniores.

 

Se em abstracto isso era algo que poderia fazer sentido, até do ponto de vista económico, o que se verifica é que este rumo foi apenas imposto ao Basquetebol (e Rugby masculino), tendo sido ignorado por várias outras reactivações. O Ciclismo começou com seniores e desconhece-se verdadeiramente qual é o seu projecto desportivo ou de formação ou sequer se o Clube tem alguma palavra a dizer no mesmo, ou se é apenas naming sponsor, o Futebol Feminino começou com seniores contratadas em forte investimento a outras equipas, agora suas competidoras, no Hóquei, apenas os seniores estão integrados no Clube, mantendo-se a formação gerida pela secção autónoma, a equipa de Rugby Feminina, recém campeã, não está sustentada em formação. Agora, no Vólei, acontecerá o mesmo.

 

Saúdo e apoio incondicionalmente os regressos das modalidades ao Clube, bem como a criação de novas (pelo menos das que sejam verdadeiramente desportivas). Da mesma maneira que o faço ao crescimento dos orçamentos, desde que perceba a sua sustentabilidade (o que não quer dizer que a perceba e muito menos que concorde com a aplicação dos mesmos), mas não posso aceitar esta política revanchista de filhos e enteados em que o que foi afirmado como regra não passa de excepção.

 

P.S. Entretanto, ao que se sabe, no basquetebol paga-se a seccionistas o que equipas a competir nas mesmas competições e com melhores resultados não pagam a treinadores, se anda a tentar "raptar" equipas inteiras a outros clubes formadores e se anda em torneios a aliciar miúdos de forma desrespeitosa e descarada.

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publicado às 13:38

Penta...tiopentato de sódio!

por Trinco, em 15.05.17

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O tiopentato de sódio, é, na definição da wikipédia, um barbitúrico de acção rápida, depressor do sistema nervoso central, utilizado principalmente em anestesia e hipnose.

 

Parece ser este o nosso Penta. Uma hipnose anestesiada que nos adormece e obriga a permitir tudo o que este Clube se tornou.

 

Celebramos derrotas transformando-as em vitórias morais, permitindo que qualquer desaire tenha responsáveis exógenos. Falamos, falamos e falamos de um rival, esquecendo de olhar para dentro. Festejamos as suas derrotas, mesmo quando já fomos afastados. Festejamos a descida de um clube estrangeiro por revanche contra um treinador que ainda não foi digerido.

 

Fazemos tábua rasa do ditado "diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és" fazendo alianças estratégicas de um lado e de outro (sim no inicio o alinhamento era com os outros). A recente relação de facto com quem há poucas semanas cantávamos que eram uma "...raça de corruptos gostam é de fruta, vocês são uns filhos de uma p..."

 

Aceitamos que uma administração dê ao treinador mais caro de sempre, o plantel mais caro de sempre sem quaisquer resultados. Que ambos, concordantemente menorizem o perfil europeu do Clube, secundarizando para lá do razoável as competições europeias. Que equipas de nível e orçamento muito abaixo, nos ridicularizem em resultados incompreensíveis, interna e externamente, num dos casos atirando-nos para fora sequer duma liga Europa com os reflexos de uma classificação abaixo do 50º lugar (sim, com a contribuição da época 13/14 em que ficamos de fora).

 

Aceitamos a qualidade miserável de futebol apresentado e a torrente de contratações falhadas, umas despachadas, outras por despachar, misturados em empréstimos estranhos e partilhas de direitos ainda mais obscuros. Aceita que se interrompa a evolução de jovens, no clamor de uma pretensa aposta na formação, resgatando-os a equipas da 1ª liga para ou não jogarem ou serem apenas aproveitados na equipa B.

 

Festejamos a formação, omitindo que fomos eliminados pelo critério da média de idades numa competição, que as presenças nas selecções cada vez são mais reduzidas e que a fonte seca à vista de todos sem que nada se faça para alterar.

 

Achamos normal o continuado amadorismo nas estrutura do futebol, que tem o seu pináculo na ascensão de um até há 4 anos, promotor de cartões bancários nos corredores dos centros comerciais de Lisboa a director (ou equivalente) do futebol, sem qualquer outra competência que não a fidelidade canina se lhe reconheça.

 

Orgulhamo-nos de vendas extraordinárias esquecendo que elas são extraordinárias e por definição não servem como suporte de contas equilibradas. Preferimos esquecer que estas vendas são fruto, na maior parte e seguramente nas mais significativas, de atletas formados no Clube antes de 2013 (e já estamos em 2017) sendo que valorizar verdadeiramente jogadores contratados (tirando Slimani) continua a ser uma miragem e até os formados (tirando Gelson) depreciam a olhos vistos.

 

E se no futebol as coisas andam assim embaladas, a realidade é que no Clube a coisa não vai por melhor caminho, com o maior orçamento de sempre, desenhado a "rigor" para as eleições a não ter reflexo nos resultados, naquela que vai ser provavelmente uma das piores épocas de sempre em termos de conquistas. Pelo menos se não contabilizarmos os títulos no paintball e afins.

 

Recusamo-nos a perceber que nos tornámos iguais ou piores que aquilo que sempre criticámos nos rivais. Arrogantes, petulantes, pedantes, convencidos, malcriados e cheios de soberba de barriga vazia. Recusamo-nos a perceber que os resultados são iguais aos que tivemos nos últimos 15 anos.

 

E ainda admitimos que um casamento entre funcionários do Clube e SAD altere a data de celebração do aniversário do Clube

 

O atrás referido tiopentato de sódio, é também conhecido popularmente como um soro da verdade. Infelizmente, tal efeito ainda não é conhecido, para já, de nos estar a acontecer. Quando surgir, será doloroso!

 

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publicado às 09:21


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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