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4ª época

por Trinco, em 02.09.16

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Com Setembro, e o encerramento, demasiado tardio, da janela de transferências, chegam finalmente as definições, que nos permitem perceber as nossas forças e fraquezas e a forma como estamos preparados para atacar a época (pelo menos até Janeiro).

 

Objectivamente, verifica-se, que temos melhor plantel, com mais soluções, muita opção, mais quantidade e mais experiência, não estando eu seguro que, pelo menos no imediato, o 11 base seja mais forte.

 

Por sectores, temos na baliza uma alternativa ao titular que assegura qualidade, no centro da defesa 3 soluções para a titularidade e um 4º central que parece pouco contar, nas laterais os mesmos do ano passado, sendo que este terá sido o sector mais evidente a ter falhado na sua remodelação (e na minha opinião de ambos os lados).

 

No meio campo o mesmo trinco (que já vai com 3 amarelo em 3 jogos), com alternativas directas algo fracas que tardam em provar a razão da vinda, mas com alternativas adaptadas com uma enorme versatilidade que permitem várias cambiantes estratégicas na abordagem prévia aos jogos e até dentro dos jogos de enorme qualidade.

 

Nas alas contaremos provavelmente, e dependendo da arrumação pensada pelo treinador, das melhores soluções em planteis nacionais, com, obviamente, Markovic a destacar-se, assim ele não repita os recorrentes problemas físicos, secundado por Ruiz, Campbell e Gelson que assim vê os seu espaço bastante reduzido.

 

Na frente, continuamos, na minha opinião, apenas com um ponta-de-lança, sendo que dos outros poderão dar, apesar de tudo, mais rotatividade e luta a este do que acontecia nas épocas passadas.

 

Contrariamente ao afirmado há um mês, Iuri, Palhinha e Podence não ficaram no plantel, e ainda bem, e o mesmo deveria ter acontecido com Matheus e Esgaio.

 

E quando atrás afirmava as reservas em relação ao imediato do 11 titular, é fundamentalmente porque ele, por agora comportar jogadores consideravelmente diferentes nas abordagens ao jogo, terá que ser repensado nas suas dinâmicas, conhecimento e entendimentos que poderá dar azo a um período de evolução com dores de crescimento.

 

E isto leva-me a um dos problemas desta abordagem à estratégia e política desportiva. Era de esperar que à entrada da 4ª época deste mandato, o projecto desportivo estivesse consolidado e houvessem alternativas reais para os titulares que saíram. No fundo que finalmente o proposto em programa eleitoral estivesse em andamento. O que aconteceu foi a entrada de 12 jogadores (outra vez a entrarem por época acima de 10 jogadores) e um plantel demasiado extenso de 29 jogadores, numa política deja vu de investir forte para ganhar já, evidentemente decorrente do momento eleitoral que se aproxima.

 

Porventura ainda mais difícil de entender, é verificar que dos contratados, dificilmente algum poderá gerar as mais valias extraordinárias que parecem ser novamente o paradigma da gestão no Clube.

 

Tal como provam os últimos dias do mercado, que a saúde financeira estava longe, muito longe de ser a maravilha declarada, tendo este só sido verdadeiramente atacado a partir do momento em que se conseguiu confirmar uma venda, voltando a planificação do plantel a estar dependente das receitas extraordinárias, como aconteceu durante muitos anos antes de 2013.

 

Igualmente ao arrepio do programa sufragado, ficará a massa salarial bruta deste plantel (e presume-se de alguns emprestados a alguns clubes) que dificilmente deixará também de ser um record no Clube, bem como a sua sustentabilidade. O que mais que fazer das vitórias um objectivo torna-as uma obrigação. Neste momento, o Sporting tem obrigação de vencer a Liga, a Taça de Portugal e a Taça da Liga, discutir com Dortmund a passagem à fase seguinte da Champions e caindo na Liga Europa chegar à final (salvo se aparecer pela frente algo de outro mundo como seja o Manchester United por exemplo). E não pode haver desculpas com árbitros nem priorizações das competições.

 

E se isto carrega na responsabilidade da administração, carrega  mais ainda naquele que aparentemente neste momento põe e dispõe do futebol do clube, que é o seu treinador. A ponto de ter vetado uma venda, num valor que dificilmente se repetirá para aquele jogador, sobrepondo-se aos interesses financeiros do Clube, invertendo e subvertendo hierarquias da decisão para lá do aceitável.

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publicado às 08:38



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