Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A independencia

por Trinco, em 31.12.16

lista_independente_c-fiscal.jpgNas passadas eleições de 2013, uma lista independente concorreu ao Conselho Fiscal e Disciplinar, tal como já tinha acontecido nas anteriores de 2011. 

 

Obtiveram um brilhante resultado, merecendo o crédito de 18,75% dos votos expressos, nos quais me incluo, elegendo o seu cabeça de lista e ainda um suplente.

 

Foram eleitos sob o lema de "Independência, Rigor e Verdade", sendo que muitos dos seus mais activos apoiantes eram conhecidos pela marcação feroz, a roçar o abusivo, que faziam a tudo o que fossem movimentações e decisões dos órgãos sociais, fossem elas do foro de um CFeD ou não. Em muito do que apontavam tinham indubitavelmente razão. Eram atentos, rigorosos e exigentes.

 

No exercício do seu mandato, quer dos eleitos quer do tal grupo mais activo pouco se leu ou ouviu de exigência e alerta para algumas coisas que aconteciam e que eram atrozmente semelhantes aos caminhos que anteriormente eram trilhados. Muitos dedicam-se aos aplausos ao rumo seguido, outros acrescentam a isso a perseguição e marcação aos que teimam em pensar diferente e não ir na corrente. E nem um processo disciplinar ao seu candidato numero 1 e membro do CFeD, por iniciativa do Presidente por causa de uma entrevista a um jornal, os fez dizer o que fosse.

 

E as perguntas que ficam, entre outras, serão as seguintes. Irão a votos outra vez ou consideram que os seus princípios de Independência, Rigor e Verdade, ao que acrescento Exigência, pois era essa a prática antes de 2013, deixaram de fazer sentido? Ou simplesmente assumem o que têm sido estes quase 4 anos e são absorvidos pela lista do "candidato que até há poucos dias nem sabia que o era"?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:30

vergonha-1.png

 

Vi há pouco o elenco estrelar e em actualização apresentado por Azevedo de Carvalho como sendo a sua comissão de honra e antes de ir ver o jogo daquela competição que ameaçamos jogar com juniores mas que agora é elevada a objectivo de época (mas só a final, que ganhar aparentemente já interessa menos a julgar pelas palavras do nosso treinador) e registo com satisfação irónica a presença de grandes figuras do passado do Clube. Daquelas que até 2013 (e após, pelo menos até se converterem) eram apontadas como os coveiros do Sporting.

 

Sousa Cintra, Abílio Fernandes, Dias Ferreira, Fernando Ruas, José Maria Ricciardi, Jaime Mourão Ferreira, Ângelo Correia, Rui Pignatelli, Maria de Lourdes Borges de Castro, Paulo Abreu, José Carlos Estorninho, António Feu entre outros.

 

Com tanto nome, facilmente se apresenta o verdadeiro e fiel herdeiro da tradição croquete.

 

O borras de café, com sua veia de private investigator de vão de escada é que podia traçar os perfis e passados destes "notáveis" fazendo um verdadeiro serviço de informação pública... mas se calhar é inconveniente. 

 

E Ricciardi, meus amigos, Ricciardi. Aquele que era o pai de todos os males, aquele que é elemento denominador comum a todo o período Roquetista.

 

A estes juntam-se arrivistas, quem quer perpetuar os seus momentos de fama, quem defende um emprego, quem procura um emprego, filhos de uns, filhos de outros, quem muito disparate debita, cinquentenários sempre cheios da sua razão que por serem cinquentenários é maior que as dos outros, quem se comporta como lampião, humoristas com pouca graça, quem dizia dele cobras e lagartos e quem na ainda na 3ª feira passada se mostrava entusiasmada e esperançada com uma hipótese presidencial.

 

No fundo, toda uma geração de lambuças recauchutados e neo-lambuças conforme um "general" do exercito baptizou e descreveu noutros tempos. 

 

No fundo, toda uma mole humana de equilibristas de muro que só se decidem para o lado do conforto com a confiança da manutenção do seu estatuto de amigo do regime.

 

Nota: tal como a lista tem vindo a ser acrescentada, também este post o poderá vir a ser

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:38

4 de Março

por Trinco, em 29.12.16

march4th.png

 4 de Março é o dia.

 

Marta Soares marcou eleições para o 63º dia do ano de 2017. Podia ter marcado para 11, 18 ou 25, mas marcou para 4 que é o primeiro sábado de Março e como Madeira Rodrigues refere o dia do "menor prazo possível".

 

Marcou com 67 dias de antecedência (ou 65 caso se desconte o dia da marcação das eleições e as mesmas) num prazo regulamentar que impõe 60 dias de antecedência.

 

Sábado, 4 de Março, sucede o fim de semana de Carnaval.

 

Sábado 4 de Março, sucede a uma fase com apenas um jogo em Alvalade (Rio Ave a 19 de Fevereiro) no período mais próximo e critico para as eleições.

 

As eleições de 2011 foram a 26 de Março, as eleições de 2013 foram a 23 de Março.

 

Marcou no dia a seguir à apresentação do primeiro adversário do seu candidato e arrisco que caso a apresentação tivesse acontecido uma semana antes como esteve prevista, o procedimento seria o mesmo.

 

A marcação da data, cumpre os pressupostos regulamentares e está dentro do intervalo considerado para as eleições, sendo por isso legitimo.

 

No entanto, é impossível não tirar da mesma, e do momento da marcação outras ilações. O encurtar dos prazos, e o encurtar algo inesperado em 3 semanas, beneficia o seu candidato. Beneficia sempre quem está no poder. Se por um lado obriga a quem queira ir a jogo a ter que preparar todas as formalidades da candidatura, a dar-se a conhecer e a fazer passar a mensagem em muito menos tempo, possibilita a quem comunica pelo Clube como se este fosse seu, a propaganda institucional condensada. Até no exercício de funções, deitando por terra a proposta da dissociação de papeis.

 

Por outro lado, reconhece o perigo que Azevedo de Carvalho traz a si próprio no seu discurso combatente. Reconhece a sua incapacidade em manter a pose de estadista que quer colar a si próprio (como se verificou na recente aparição de "boas vindas" ao seu adversário). Reconhece que quanto menos tempo, menos riscos de exageros penalizadores.

 

E prejudica obviamente os Sportinguistas não seguidistas que queiram ser informados e esclarecidos e proceder às suas escolhas com conhecimento e consciência, não cedendo ao voto "porque sim"

 

Assim, cabe aos seus adversários, Madeira Rodrigues e quem quer que ainda possa vir, fazer pela vida e ganhar a relevância que os faça ser ouvidos no meio deste estardalhaço que é a discussão do Clube, onde qualquer comportamento desviante da linha superiormente traçada dá origem à intervenção das brigadas de vigilância comportamental.

 

P.S.1 Bacelar Gouveia assume a candidatura de Azevedo de Carvalho. Não foi briefado do Tabu ou trata-se de um Tabu de rabo de fora?

 

P.S.2 A repentina intenção de fazer regressar emprestados, é para reduzir as perdas financeiras, para fazer passar a ideia nestes 3 próximos meses de uma aposta na formação, para lhes atrasar as carreiras ou é o assumir do falhanço do projecto e dos objectivos?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:13

Exigências...

por Trinco, em 28.12.16

750339.jpg

 

Às 18:00 do dia 7 de Fevereiro de 2013, no VIP Grand Lisboa Hotel & Spa, Azevedo de Carvalho apresentava-se, sozinho, numa declaração lida, sem direito a perguntas, como candidato às eleições do Sporting. Sem revelar programa nem equipa e aparentemente impelido pelo momento do Clube, pelo apelo recebido dos Sportinguistas e pela obrigação de ajudar o Clube.

 

Falou da procura de investidores, do respeito pela tranquilidade e estabilidade da equipa de futebol e seus integrantes no que faltava da época e pouco mais.

 

Faltava cerca de mês e meio das eleições já com os prazos estatutários para a apresentação de listas a decorrer

 

Entendem assim ou é preciso um desenho?

 

P.S. Já agora, sabem de quem era dado o contacto no e-mail de convocatória para a Conferencia de Imprensa? Da Inês Santos e do Diogo André, ambos assalariados da Young Netrwork, sendo que pelo menos o 2º transitou, acto continuo, para os quadros do Sporting, após as eleições.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:06

Olívia patroa e Olívia costureira

por Trinco, em 28.12.16

transferir.jpg

 

A grande Ivone Silva, no principio dos anos 80, recupera uma rábula clássica de Revista dos tempos do PREC em que a sua personagem debate-se com duas facetas da sua existência, aparentemente contraditórias, numa hilariante bipolaridade de antagónicos interesses.

 

Azevedo de Carvalho, sem qualquer piada, quererá fazer reviver o mesmo quadro.

 

Pouco depois de Madeira Rodrigues ter-se declarado e apresentado como candidato às eleições, surgiu Azevedo de Carvalho no auditório Artur Agostinho, como presidente do Sporting Clube de Portugal mas com os patrocinadores da SAD nas costas.

 

Numa postura de estadista que teima em ter dificuldades em colar, proferiu um discurso redondinho, cheio de "politicamente correcto" escrito ou revisto por um qualquer Vaz, afirmando a disponibilidade para a Democracia e para o caminho da elevação. Esforçou-se por dissociar o presidente do "candidato que era e que já não sabe que é", num tabu choradinho e dramático a desesperar pela vaga de fundo que tarda. E foi conseguindo. Pelo menos até às respostas às perguntas da Comunicação Social presente.

 

Aí, descambou para a sua real realidade, passe o pleonasmo. Mesmo que tentando disfarçar, esta fase pouco mais foi que um momento de pouco subliminar propaganda eleitoral de um candidato que não tem dúvidas que o será pois tem necessidade de o ser. Por várias vezes referiu o apoio que sente, o conhecimento que tem, os feitos que fez. Por várias vezes lhe fugiu o pé para os remoques pouco dissimulados na linha da catalogação anteriormente feita a todos os que não lhe tecem loas. E nem os enganadores apelos à tolerância são para levar a sério. Basta ver o que tem sido a acção e reacção da tropa que comanda. Faz o que nunca lhe foi feito. E com tendências a piorar.

 

E é aqui que as coisas realmente entroncam. São duas faces da mesma moeda. Uma moeda cada vez mais desvalorizada. Uma moeda que "nasceu" forte e por culpa própria depreciou de maneira irreversível, só enganando quem quer ser enganado.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:09

Sporting Clube de Bipolares

por Lizardo, em 28.12.16

bipolar.jpg

 

 

Ontem, como muito bem afirmou o nosso Presidente Bruno de Carvalho, começou a corrida eleitoral no Sporting.

Pedro Madeira Rodrigues foi o primeiro e até ao momento o único candidato a apresentar a sua disponibilidade para discutir o Clube, a SAD, o passado e o presente, e como é lógico, o futuro do nosso centenário Sporting.

Bruno de Carvalho, num estilo politicamente correto, e que muito prezo, disponibilizou-se a ceder tudo o que seja pedido para uma discussão correta, este é já um indicador sério que aceitará o pedido de auditoria de gestão pedida por Paiva dos Santos. Afinal a transparência que se apregoa revela-se neste tipo de atitudes, e se sobre a auditoria não temos para já novidades, não tenho dúvidas, depois do discurso de bom samaritano de ontem, que será com toda a certeza para avançar.

Nas redes sociais, os mais jovens sócios e adeptos, dividem-se. Uns aplaudem o pluralismo e o necessário debate, outros, não estão disponíveis para ouvir, estão cegamente com Bruno de Carvalho e ofendem, deturpam, difamam, sejam os candidatos, os seus apoiantes ou simples Sócios que de forma corajosa desde o primeiro dia se revelaram contra a gestão corrente e o comportamento do Presidente.


Estas eleições vão ser diferentes. Adivinha-se climas de baixo nível e de suspeições sem sentido, de avaliações de carácter e acima de tudo, de muito lavar de roupa suja entre antigos apoiantes de Bruno de Carvalho que agora apoiam outros candidatos.

Ontem no Radisson muitos foram os antigos membros da atual direção que marcaram presença no apoio a Pedro Madeira Rodrigues.

Ontem, que fique claro, foi somente uma “cerimónia” de apresentação de disponibilidade e apresentação de candidato. Não existia nem podia existir a obrigatoriedade de apresentar propostas, nomes, caminhos.


Pedro Madeira teve a coragem de sozinho avançar e dar o corpo às balas. Com tempo saberemos e iremos tomar conhecimento da sua equipa e das suas ideias para o Sporting. E é isso que mais ambicionamos agora, conhecer caminhos e propostas, ponderar e saber escolher o que poderá ser melhor para o nosso Sporting.

O que é triste e muito frustrante em tudo isto é a iliteracia dominante, a falta de respeito entre pares, o ataque vil e baixo entre adeptos e sócios. O Sporting foi sempre muito maior que tudo isto e merece outro tipo de comportamento da sua massa associativa.

As redes sociais estão minadas de páginas falsas e perfis ocultos que de forma lírica tentam ofender e difamar Sportinguistas. A Policia Judiciária e o Ministério Publico, segundo consta, estão já no terreno, e talvez muitas sejam as surpresas de alguns nomes que possam surgir sobre os “obreiros” deste tipo de páginas e blogs.

Sobre a hipotética não recandidatura de Bruno de Carvalho, não passa de um mau argumento de um mau filme com péssimos atores. Bruno será obviamente candidato, e está sim com dificuldades em garantir apoios. Se por um lado Carlos Vieira pode estar de saída, e tendo sido quase publico a nega de Paulo Andrade para esse cargo, parece certo que Dias Ferreira será o substituto Bacelar Gouveia.

O Conselho Leonino está em pé de guerra, como sempre. E na minha modesta opinião, o problema não é o Orgão em Si, mas sim as pessoas que se nomeiam para ganhar votos e não para intercederem de forma consultiva durante quatro anos de mandato. Com interesses instalados não há baile que dê boa dança!

Em suma, ainda estamos no prólogo, o mês de Janeiro será complicado em termos desportivos, mas juntos queremos continuar a acreditar que será possível vencer este campeonato. Queremos também acreditar que estas eleições não serão manchadas com ocorrências e casos de polícia, comissões de A ou B, desvios e abusos de confiança, bem como, com ataques pessoais e ameaças a quem tem opiniões diferentes. O Sporting é muito grande, desde 1906, e isso é um exercício temporal que muito jovem deve e tem a obrigatoriedade de fazer.

Venham de lá esses candidatos, queremos discutir Sporting, queremos todos o melhor para o Sporting, queremos o melhor Sporting.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:08

Candidato

por Trinco, em 28.12.16

image.jpg

 

Apresentou-se ontem mais um candidato. Sim, não é o primeiro. É o segundo. Azevedo de Carvalho declarou-se como tal em Março de 2014 e reafirmou-se como tal em Março de 2015. A 24 e 12 meses do acto eleitoral respectivamente. Mas apresentou-se um candidato. Apenas e só. Não se apresentou, nem teria que se apresentar, uma lista ou um programa. Há 3 meses pela frente e ainda nem a convocatória que marca a data da AGE foi publicada.

 

Madeira Rodrigues, aos 45 anos é sócio de 35, ex-atleta e merecedor de prémio Stromp. Profissionalmente é formado em administração de empresas e recursos humanos pela UTL, tem um MBA pela UNL e a frequência de um programa para o desenvolvimento de liderança em Harvard. Trabalhou na administração central com chefe de gabinete ministerial e no sector provado para pelo menos duas empresas de relevo no tecido económico e empresarial nacional, sendo desde 2005 secretário geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa. Função e respectiva remuneração que não teve problemas em abdicar para se envolver a tempo inteiro nesta disputa.

 

Madeira Rodrigues não faz exactamente parte do "star system" político de Alvalade. Não é notável, é quase um desconhecido e isso para mim é significativamente bom.

 

Madeira Rodrigues apresentou-se no mesmo hotel onde foi festejado a ultima vitória num campeonato nacional, bem perto do Estádio José Alvalade, numa declaração com posterior fase de perguntas e respostas.

 

Na declaração, mostrou-se algo nervoso. Demonstrou-se convicto e positivo, mas por vezes titubeante, num discurso com elevação mas porventura pouco preparado para o momento em que iria ser dito, com alguns "soluços" pelo meio. Não posso dizer que me tenha cativado ou entusiasmado pela oralidade do mesmo. Bem sei que é apenas o inicio, mas as primeiras impressões contam muito.

 

Mas como gosto de cavar mais fundo do que a superfície, olhei para o conteúdo pelo conteúdo e não pela sua forma de transmissão e ressaltam ideias que obviamente partilho. Desde identificação da necessidade de mudar o rumo, à necessidade de tornar o Clube um todo inclusivo, à necessidade de repor a reputação social do Clube em patamares de normalidade, à necessidade de retomar o ADN desportivo do Clube, foram várias as ideias que, devendo ter tido mais realce, estiveram claramente lá.

 

Já na fase de perguntas e respostas, esteve melhor, bem melhor, ainda que tenha tido novamente alguns "soluços" pouco recomendáveis como foi o caso da resposta à remuneração. Sim que a resposta sobre as relações com o rival de Lisboa, não me fazem qualquer confusão.

 

Posto isto, bem vindo Madeira Rodrigues, seguirei com atenção o desenvolvimento das ideias e propostas, bem como a formação da lista da candidatura.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:30

"A rábula do rabo grande"

por O 6º Violino, em 27.12.16

rabo_gordo.jpg

 Ao ler as noticias dos 3 diários desportivos esta manhã, a primeira reacção que tive foi de alegria.

Depois, e como nos sonhos, acordei e caí na real.

A nova estratégia de Azevedo de Carvalho passa por criar uma espécie de tabu sobre uma eventual não candidatura ao próximo acto eleitoral, ele que já a anunciou um par de vezes nos últimos tempos.

Não foi o Azevedo que numa Assembleia Geral pediu aos associados presentes para não o deixarem cair, porque em Portugal não arranjaria emprego?

Talvez tivesse sido essa das poucas verdades que disse ao longo deste fastidioso mandato.

É que nem em Portugal nem em lado nenhum, este senhor alguma vez arranjará um emprego melhor. Voltasse ele a recolocar soalho em lojas ou cozinhas em apartamentos e ninguém lhe passaria qualquer importância.

No meio deste circo montado, a comunicação social faz o que lhe compete: dá voz ao circo, e com isso vende mais uns míseros jornais. O Azevedo é um aliado natural da falta de qualidade da nossa imprensa. Até o que é mau se torna bom para vender e evitar o fecho das redacções. Caso contrário não davam destaque a uma imbecilidade.

Azevedo de Carvalho continua a nivelar a inteligência dos associados do Sporting por baixo. Ainda se julga capataz das suas poucas obras. É o maior da sua rua e os outros têm de baixar as orelhas. Ou então o público alvo destas imbecilidades é muito curto, e o Azevedo espera por uma qualquer vaga de fundo. Nada mais patético. Nada mais idiota.

Já só engana quem se deixa enganar. E são cada vez menos, para bem do Sporting.

"O rabo está demasiado grande para passar numa loja da Vista Alegre", sem desfazer uma série de peças.

Noutro âmbito, é hoje dado a conhecer um novo candidato, para além de Azevedo de Carvalho.

Que Pedro Madeira Rodrigues não se deixe cair no discurso populista que já existe. Que seja uma lufada de ar fresco e alguém em quem os Sportinguistas se possam rever sem ter vergonha.

Gabo-lhe a paciência e coragem de se meter num mundo sujo e em que vai ser violentamente atacado por quem se tem vindo a servir do Clube.

Pela coragem, já merece os meus parabéns.

SL

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:01

Uma correcção e um desejo

por Trinco, em 24.12.16

Imagem 005.png

 

Diz Azevedo de Carvalho que a decisão de prosseguir lhe cabe. Correcto e inatacável este pressuposto. No entanto convém corrigir que não se trata da decisão de prosseguir, trata-se tão somente da decisão de desistir. Depois de se ter, a meio do mandato, afirmado como re-candidato em entrevista aos malvados do Record em Março de 2014 e reafirmado um ano depois aos malvados de A Bola, do que se trata é apenas e só duma hipótese de desistência. Do assumir de um falhanço do seu mandato.

 

Obviamente, que qualquer pessoa mais atenta, percebe facilmente que esta dúvida decorre apenas e só duma encenação trágico-cómica, que apela à dramatização e à formação de uma vaga de fundo com o a criação do pavor do vazio, que possa camuflar as suas próprias dificuldades na abordagem do momento eleitoral. Dificuldades na defesa do seu mandato, dificuldade pelas suas próprias fraquezas emocionais que facilmente o atiram para o mais achinelada linha de discurso e acção.

 

Se sem adversário, a desorientação de barata tonta já era evidente em si e no resto da tropa, com constantes insultos, ameaças e acusações à falta de "oposição", agora que legitimamente começam a emergir outras propostas, a coisa ameaça atingir níveis de rasteirice nunca observados neste Clube (sintomático a mudança na agulha do discurso assim que começaram a surgir algumas hipóteses com labelos de oportunismo e adjectivos de badameco).

 

Assuma-se! Deixe-se de subterfúgios. Deixe-se de folclore. Deixe de ser Drama Queen. Assuma que precisa de estar onde está para fazer a sua vidinha. Volte a pedir que não o deixem cair, mas não entre pelos dramatismos bacocos. Até porque a sua lista está há muito alinhavada, havendo até descontentes de terem ficado de fora do "autocarro do amor".

 

Por fim o desejo. Que este seja o último Natal que passa com este peso enorme nos ombros. O peso que o faz constantemente recordar o enorme sacrifício que é a posição que ocupa. Que o faz anunciar o privilégio que é para o Clube e seus associados ter alguém tão abnegado que se coloca, martirizado, na mais difícil posição. Cuide de si! Proteja a sua familia!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:09

Obrigo-me a acreditar

por Trinco, em 23.12.16

SCP_logo_1945.jpg

 

No meio de uma enorme indisponibilidade, que me fez abster nas últimas semanas de grandes comentários ao muito que vai acontecendo neste Brunistão criado por um presidente só das vitórias, que só nas últimas horas o vê dar voltas olímpicas sozinho após 3 pontos inextremis no Restelo, em contraponto ao sair de fininho na derrota anterior em Alvalade; que vê alguns a comemorar "campeonatos" no 4º lugar com direito a invasão de campo e tudo; que vê uma pobre exibição transformada pelo treinador mais bem pago da sua história em boa e convincente; que vê o mesmo na antevisão desse mesmo jogo considerar como objectivo de época o vago na sua interpretação "ficar nos primeiros lugares"; que vê alguém que foi presidente do órgão estatutariamente mais democrático tecer comentários que demonstram uma enorme dificuldade em conviver com esse mesmo conceito, só consigo repetir o que escrevi no último aniversário do Clube. A bem da minha identificação com o Clube

 

Acredito num Sporting com 110 anos de história.

Acredito num Sporting conciliado.

Acredito num Sporting pacificado e verdadeiramente unificado.

Acredito num Sporting inclusivo e convivendo pacificamente com a pluralidade das suas sensibilidades.

Acredito num Sporting consciente do seu papel no contexto desportivo e social onde se insere, que seja transversalmente referencial na sua conduta.

Acredito num Sporting acima de interesses pessoais, acusações, escaramuças e jogos de sombras.

Acredito num Sporting que, defendendo intransigentemente os seus interesses, seja respeitador dos seus compromissos, dos seus adversários e dos demais agentes, seguro que só daí receberá o respeito incondicional que considero ser merecedor.

Acredito num Sporting sem arrogâncias ou vaidades, onde o Clube seja sempre mais que qualquer um de nós.

Acredito num Sporting de ideais e princípios, no cumprimento da sua matriz essencial.

Acredito num Sporting com verdade, com memória da sua história, resolvido do seu passado e com olhos postos no futuro.

Acredito num Sporting realista, corajoso, rigoroso e competente na abordagem aos desafios imediatos e futuros que permitam a sustentabilidade dum Sporting vencedor.

Acredito num Sporting recuperado do seu prestígio e reputação.

Acredito num Sporting cumpridor dos desígnios dos fundadores, na consciência que estes vão bem mais além que as meras vitórias desportivas.

Acredito no Sporting, tenho que acreditar.

Sempre!

 

Acrescento que acredito que ainda é possível...acreditar. Nem que me obrigue a tal!

 

P.S. Acabado de publicar, sou confrontado com um texto em que o Deus pai do Brunistão cenograficamente coloca em causa a sua recandidatura após dois anuncios em anos consecutivos, ansiando que o pretenso panico que a sua ausencia possa provocar gere uma vaga de fundo que ele cavalgue triunfante, demonstrando apenas e só a "enorme confiança" que tem na avaliação do seu mandato (como aparentemente "tem" numa auditoria ao mesmo, vista a resposta do presidente do CFeD ao mero pedido por parte de um sócio). Haja pachorra!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:04

Pág. 1/2



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Sobre

Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D