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Há muitos anos que ouvimos e vamos comentando que o Sporting perdeu influência nas altas esferas desportivas e empresariais da atualidade.

 

Um Clube que nos últimos anos se fechou demasiado em Si mesmo, acreditando piamente que a sua grandeza e a sua história eram reflexo de peso e poder suficiente para se impor na atualidade.

A realidade é exatamente a oposta. Vamos assistindo, ano após ano, a um aumentar de poder do rival da Segunda Circular e a um Porto, que continua a ter a sua influência em muitos corredores e meandros desportivos.

O Sporting não contava para o totobola, como muitos ilustres nos foram explicando no passado. Perdemos peso na Liga de Clubes, na FPF e perdemos cada vez mais gente com poder de influência, com poder empresarial e acima de tudo, perdemos voz e controlo nos meios de comunicação.

Com a entrada da atual direção, parecia claro que um desconhecido e desempregado rapaz, pouca ou nenhuma influência teria junto da banca e junto das mais diversas instituições. E isso é ainda hoje inegável.

A entrada de Luís Bernardo, antigo assessor de José Sócrates, no Clube foi consumada para combater exatamente essa lacuna evidente.

A empresa de Luís Bernardo, a WL, tem como principal bandeira o serviço de Public Affairs, ou seja, influência e lobby.

A tão aclamada Gestão de Crise é exatamente isto, procurar colocar pessoas com poder de decisão nos locais próprios, controlar e fazer notícias, promover estratégias de comunicação que antecipem crises e problemas, bem como, que elevem a níveis quase estratosféricos momentos positivos, controlando e transcendendo a emotividade e o lado irracional associado ao futebol e aos Clubes desportivos.

Com Luís Bernardo entram no Sporting dois diretores de comunicação. Ambos falharam. Ou será que não os deixaram vencer?

 

O objeto ou objetos de comunicação do Sporting atual são um case study. Quer Bruno Azevedo de Carvalho quer Jorge Jesus são duas individualidades que não compreendem as estratégias, que vivem com demasiada emoção e sem ponderação. Tudo isto complica, tudo isto fura planos e tempos de comunicação, bem como, não permite ter uma imprensa presente e “amiga”.

 

É complicado para uma Empresa de Comunicação tentar melhorar o relacionamento de um Clube com a Comunicação Social, quando o Presidente de um Clube ataca de forma constante e até de forma demasiado brejeira os diretores, jornalistas e outros profissionais das redações deste país.



Luís Bernardo e a sua equipa abriram portas?
Luís Bernardo e a sua equipa tiveram acesso a vários dossiers, sigilosos, do Clube e da SAD?


Luís Bernardo e a sua equipa, vão agora transitar para o rival Benfica. E com eles vai muito do trabalho que foi desenvolvido nos últimos tempos.

E Nuno Saraiva? Escolhido por Luís Bernardo? Tem que reportar a este? Ou Nuno Saraiva nada tem a ver com Luís Bernardo?

Acontecem coisas no Sporting de hoje que não lembram ao mais amador gestor desportivo.

Luís Bernardo sai, como saíram praticamente todos, é impossível salvaguardar o bom nome de uma Empresa e dos seus profissionais com os atuais objetos de comunicação mais mediáticos do Sporting, ou seja, Azevedo de Carvalho e Jorge Jesus.

Espera-se um ano de loucos. Ano de eleições, ano decisivo para o futuro do assalariado presidente.

E do outro lado da barricada estará um Luís Bernardo, com tudo na mão, sabedor e conhecedor de muito do que acontece no Sporting.

Mais uma derrota do Presidente. Mas acima de tudo, uma derrota enorme do Sporting Clube de Portugal.

 

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publicado às 11:48

Os preços da Gamebox

por Trinco, em 28.06.16

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Ontem, através dum dos inúmeros canais oficiosos de facebook da propaganda do Clube (deve fazer parte do sistema de controle completo e integral desta plataforma) ficámos todos a saber dos preços a praticar para a Gamebox 16/17.

 

Entre €150 para uma Superior B e €429 para uma central. No ano passado, os mesmos lugares custaram €114 e €358. São mais 31,3% e mais 19,8% respectivamente. Mesmo com mais jogos, mesmo com a possibilidade anunciada em página de dúvidas de poderem até vir a ser mais com a possibilidade de alargamento da Liga, é uma aumento substancial. E um aumento que custa encontrar justificativa real.

 

Descontando destas matemáticas os jogos particulares de preparação teremos 21 jogos a valerem entre €7.14 e €20.42 cada um. Claramente exagerado, para um produto que se queria diferenciador e que um dos benefícios fosse a clara poupança.

 

Se a isto juntarmos €156 de quotas, o esforço económico exigido aos Sportinguistas para estarem em Alvalade começa a ser insuportável. Isto numa realidade social que está longe de ser desafogada e num Clube que também, infelizmente, não tem alavanca comercial no seu produto para exigir preços destes.

 

Em cima disto tudo, temos a inexistência de beneficio real a quem renove (e um par de convites ou descontos na Loja Verde, para gastar ainda mais, dificilmente assim poderão ser entendidos), pois os preços são idênticos para a compra.

 

Espero estar enganado, mas quer-me parecer que este ano as vendas vão-se ressentir.

 

P.S. Suspeito que as Gamebox Modalidades, possam levar o mesmo tratamento inflacionista. Será lamentável!

 

P.S. 2 Para comparação, o valor minimo e máximo da Gamebox 14/15, comparável por ter os jogos da fase de grupos da Champions era de €105 e €396 respectivamente. O que é um aumento, em dois anos, de 42.8% na mais barata e 8.3% na mais cara.

 

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publicado às 09:24

Râguebi

por Trinco, em 26.06.16

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Depois do Basquete o Râguebi.

 

Saúda-se, sem reticencias a sua incorporação oficial nas modalidades do Clube, mas não se pode deixar de, tal como no Basquete, lamentar a extinção da sua equipa sénior.

 

E esta extinção, tal como a outra é algo difícil de perceber e demonstra até certo ponto um clube a dois pesos e duas medidas. No caso, inclusive, dentro do quadro competitivo da modalidade. O que transparece é que o Conselho directivo apenas quer as equipas que o possam fazer aparecer como vitorioso revelando-se perfeitamente autista perante os contextos e as realidades das mesmas. E se esse é o único objectivo que norteia estas decisões (não quero acreditar) qualquer equipa que falhe a partir deste momento corre o risco de ser extinta.

 

No Caso, acaba-se com a equipa sénior masculina mantendo-se a feminina. Tal como no Basquete mantém-se a formação, afirmada como paradigma, quando o que se verifica transversalmente em mais casos que os que seriam desejados é o desperdício do trabalho e dos atletas formados. Aliás, quer no Râguebi, quer no Basquete, que sentido faz formar os atletas em divisões razoavelmente competitivas, para os ver, quando chegados a seniores, daqui a 3 ou 4 anos, a sair ou a (re)iniciarem de baixo.

 

Como se questiona, o porquê de o mesmo não ter sido feito com o Hóquei, ou com o Futebol feminino que agora começa. Ou com o Ciclismo...Aliás com o Hóquei até se procedeu de forma perfeitamente inversa, incorporando apenas e só os seniores, deixando toda a formação na responsabilidade da secção autónoma.

 

Pior, num ano em que se aumenta mais de 70% o orçamento para as modalidades não se encontram recursos suficientes para manter uma aposta muito pouco dispendiosa que permitisse manter uma equipa na divisão superior que fosse daqui a 2 ou 3 anos o receptor natural do produto da formação que agora se afirma ser "o modelo".

 

Sinceramente, estas decisões tresandam a vingança, a resultadismo propagandístico e a falta de conhecimento do desporto. São desrespeitadoras para quem durante muito tempo, a custas pessoais e com enorme resiliência, transportou com enorme dignidade e dedicação o nome do Clube por esses pavilhões e campos fora. E isto não posso aceitar como o meu Sporting.

 

Nota: Na foto, a equipa de de 2012/2013, recebida no estádio José Alvalade como Campeã Nacional da II divisão, na época de regresso da modalidade ao Clube, no que terá sido mais um dos 1ºs títulos de Azevedo de Carvalho 

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publicado às 08:52

Filtro

por Trinco, em 25.06.16

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Filtro

Significado de Filtro

s.m.

Pano, papel sem goma, pedra porosa, carvão ou aparelho, através de um dos quais se faz passar um líquido para livrá-lo de impurezas.

Peça que evita ruídos parasitos num aparelho de rádio.

 

Confere!

 

 

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publicado às 12:24

Uma resposta ao Culto do Líder

por Trinco, em 24.06.16

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Porque há coisas que são demasiadamente relevantes para se confinarem a uma caixa de comentários, publicamos com enorme prazer e a devida autorização do autor o escrito pelo nosso leitor Zé Gato nas respostas ao post do Lizardo, O Culto do Líder:

 

Trabalho na área de ciência política e relações internacionais e as similaridades existentes entre a comunicação de Bruno de Carvalho e a comunicação de regimes oligárquicos ou mesmo ditatoriais são assustadoras. Estamos perante um verdadeiro método de propaganda dirigida para um homem que apresentada (novamente) assustadores tiques ditatoriais, que nos trás à memória várias personalidades que tiveram no culto de imagem uma ferramenta para se eternizarem ao poder. Embora essencial para alguns, qualquer regime oligarca ou ditatorial sabe que o culto do líder não chega para hipnotizar as massas. É preciso acrescentar a componente do medo. E caso haja um estado de guerra, mais fácil se torna manipular ou amansar as gentes.


Hoje vemos a diabolização do passado do Sporting e as constantes injecções de medo pela possibilidade de regressar a este, que é completada pela máxima de que BdC é a única solução para o Clube. Surgiu como Cristo na terra para salvar o Sporting, e só esta liderança pode trazer sucesso. Além de dar o mote sobre a ideia do passado, o medo é também utilizado como arma para silenciar quem ousa criticar o regime, no caso do Sporting através de processos internos ou judiciais e tentativas de humilhação na praça pública. Como polícia política, para assegurar que a “lei” é cumprida e que os infractores são punidos, temos uma facção de adeptos brunistas que prefere acreditar no populismo enquanto solução (maioria jovens), juntamente com os dirigentes ao serviço do ego presidencial (destaque para o execrável Jaime Marta Soares). E para terminar, a ideia de guerra lançada ao Sporting pelo mundo inteiro (alguns inimigos já definidos e outros a definir consoante a conveniência) serve para arregimentar as tropas e as massas à volta da causa e permitir rotular como traidor os que não se revêem nesta. A tão importante divisão entre bons sportinguistas e maus sportinguistas.



Em relação à utilização dos meios de comunicação do Clube, lembro também o destaque dado à frase de BdC na capa do Jornal Sporting depois da vitória na Taça CERS de 2015 em hóquei em patins, com direito a "lettering" antigo, quem sabe para substituir a mítica frase de José de Alvalade. 



PS: Concordo com a crítica feita aos que podem denunciar as mentiras que alicerçam esta propaganda. Ninguém quer ver a sua imagem arrastada na imundice que saí da boca de BdC, mas espero que a dada altura a responsabilidade sportinguista fale mais alto.

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publicado às 16:30

Os formados localmente

por Trinco, em 24.06.16

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A Federação Portuguesa de Futebol pretende impor pena de derrota aos clubes da Liga que apresentem mais de cinco atletas que não tenham sido formados localmente na ficha de jogo.

 

Escreve o Record, relatando o propósito assumido e votado em reunião entre FPF e clubes na qual apenas o Sporting votou contra.

 

Na realidade a regra de obrigatoriedade já existe.

 

No regulamento das competições está explicito que:

Os Clubes participantes no presente Campeonato têm obrigatoriamente de inscrever e fazer constar das fichas técnicas dos jogos pelo menos 7 (sete) jogadores formados localmente, independentemente do seu estatuto.

 

Estando a penalização do incumprimento no artº 103 do regulamento disciplinar da FPF:

O clube que não respeitar as disposições regulamentares relativas à inclusão e utilização de jogadores formados localmente na FPF nos respectivos jogos oficiais, é sancionado com a sanção de multa a fixar entre 5 e 10 UC [o valor do UC em 2016 é de €102], por cada jogador em falta

 

Ou seja, até este momento, era proibido apresentar mais que 5 jogadores não formados localmente mas era relativamente "barato" não cumprir e contornar a regra. €510 a €1020 por jogador, por jogo. O que muda agora, e que dói mais, é que poderá passar a custar pontos.

 

Pessoalmente, tal como o Sporting o era há dois anos, sempre fui favorável a esta imposição. Não faz sentido proibir por um lado e exercer um meio de sanção tão ridículo que faça compensar o ilícito. Obviamente que a penalização teria que ser desportiva. Questiono no entanto esta opção feita à medida, neste momento, para penalizar, e isso para mim é claro, o Sporting. Ou seja, a pouco mais de um mês do começo da época, com planeamentos, metas e planteis quase feitos o Clube, tendo assumido o reajuste dos seus objectivos internacionais, vê-se na contingência de ter tudo virado de pés para cabeça.

 

Também se pode dizer que esta regra, tal como escrita, não protege o futsalista nacional, mas sim o futsalista formado em Portugal. O que em termos de elegibilidade para ser jogador de selecção, está longe de ser a mesma coisa. Ou que se poderia impor a existência de determinado numero de jogadores portugueses e da formação própria nas fichas de jogo. Ou  impor a existência de determinado numero de jogadores S20 portugueses nas fichas de jogo. Agora que as alterações nesta altura para uma época que começa daqui a dois meses (um pouco mais este ano por causa da selecção) sem período de re-ajuste, parece-me claramente desenhada à medida para atingir um e beneficiar outro.

 

Por outro lado, também se poderia questionar a assimetria incoerente de tratamento entre o que acontece no futsal e no futebol, ambas as modalidades tuteladas pela mesma FPF.

 

Obviamente também, que o Sporting  sempre soube que esta opção caminhava no limite do ético e ultrapassava o do lícito. O que em si, já é algo que me custa muito a entender e aceitar. O Sporting que eu defendo, não entra em esquemas de contornar regras para daí retirar benefícios.

 

O Sporting tinha este ano 14 jogadores seniores no plantel. 8 eram formados localmente, 6 não ( e por isso mesmo já nesta época infringimos a lei várias vezes, nomeadamente para o fim). O Sporting tinha a trabalhar regularmente com o plantel 4 a 5 S20's, com várias chamadas e minutos de jogo.

 

O Sporting na preparação para 2016/2017, já perdeu 2 formados localmente (Lima e mais que provavelmente Ângelo que até fez a fase final de formação no clube), renovou com os outros e já apresentou 1 não formado localmente (Leo), sendo que são falados 4 ou 5 nomes, em que apenas um é formado localmente. E dos S20 mais próximos de fazer a transição, 2 deles fala-se também que poderão sair (e estamos a falar de jogadores de selecção).

 

E aqui se centra a linha de (des)equilíbrio que o futsal vive neste momento. Entre a vontade (será mais imposição tendo em conta um momento de Março?) superior de "comprar" vitórias quase à "sheik árabe" e o paradigma de estabilidade, planeamento e formação que norteava a secção. Entre o entrar no jogo dos grandes europeus, que convenhamos, não se faz com o pendor em jogadores nacionais mas sim gastando dinheiro em nomes fortes internacionais e o não perder o seu estatuto de maior contingente a cada convocatória de selecção e não desperdiçar anos de investimento em formação, aproveitando o produto final da mesma para alimentar a equipa de seniores, nomeadamente numa geração claramente capaz e superior a muitas anteriores.

 

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publicado às 13:12

O Culto do Líder

por Lizardo, em 23.06.16

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O culto da personalidade ou culto do líder tem uma longa história na política, na religião e nas mais diversas disciplinas sociais.

 

A necessidade quase inata do Homem ter uma referência transforma este fenómeno em algo fácil, e numa estratégia usada e abusada pelo populismo.

 

Esta superação de um Homem a um nível superior, mas que habita e convive com os comuns mortais. Tudo lhe é permitido, tudo lhe é aceite, age sempre em conformidade e por necessidade e sabe sempre estar e resolver. Um semideus que se relaciona e vive granjeando um poder que garantiu pela mentira e nunca pelo mérito.

 

O Sporting vive atualmente este fenómeno. Presididos por um culto, uma falácia de verdade e de promessas, que na prática se revelam um real nada. Numa comparação com o passado recente, seja o investimento, sejam os títulos, seja o retorno mediático de vitórias, estamos no mesmo diapasão ou em piores classificações. Para combater este exercício faz-se a comparação a uma única época, esquecendo que meses antes desse ano miserável do sétimo lugar tínhamos chegado com muito mérito e qualidade a uma meia-final europeia. Tínhamos vencido um título europeu no Andebol e contávamos com títulos em várias modalidades e transpirávamos muita saúde nos nossos escalões de formação. O presente não revela nada disto. Muito pelo contrário.


E quando assim é, é necessário avançar com estratégias populistas de cultos de personalidade.

 

Esta semana mais um julgamento chegou ao fim, envolvendo um associado e o Presidente do Sporting. O final era o inevitável, evitando perder mediante uma sentença o Presidente propôs um acordo, que muito gostaria fosse tornado publico. E este resultado faz adivinhar que os três processos colocados a Sócios vão ter um desfecho igual ao que foi colocado ao Jornalista Pedro Marques. Perde o Presidente, perde o Sporting. E a questão que se coloca é a mesma: Quem paga estes devaneios?

 

Só um líder que vive de cultos pode avançar para processar os seus desta forma.
Só um líder que vive na ilusão e procura escapes da realidade se rebaixa a este tipo de episódios.

A capa do Jornal Sporting de hoje representa toda a confusão atual. Confusão entre a imagem do Presidente e a Instituição Sporting. Azevedo de Carvalho não é nem nunca será o Sporting, e muito mal estaria a Instituição se necessitasse de um Semideus.

 

Caminhamos a passos largos para eleições, e estes primeiros momentos de propaganda vazia e sem conteúdo, permitem adivinhar muito do que se está a preparar para cavalgar a candidatura de Azevedo de Carvalho, utilizando os meios de comunicação do Clube. Uma vergonha, pois claro, mais uma.

 

Ao contrário de muitos não tenho muita esperança num futuro próximo. As espirais da história, o seu poder cíclico oferecem-nos dados que não nos podem deixar descansados. Esta forma de estar e atuar não é novidade. E se pesquisarmos, exemplos não faltam e os desfechos dos mesmos não nos podem deixar ficar na passividade.

Passividade essa que me faz muita confusão. Todo um conjunto de ilustres, antigos dirigentes do passado e da atual direção fazem votos de silêncio, apesar de muitos, saberem as suas opiniões sobre o presente. Este silêncio tem sido bem utilizado pelo Semideus. E se assim continuar, no dia que todos desatarem a falar, será tarde demais, e quando todos falam em simultâneo, não se fazem ouvir, e passamos de discurso a ruído num ápice.

Em suma, o barco continua à deriva, todos assistimos à homilia diária, ao culto do “sucesso” e do “mérito”, todos constatamos o oposto, e todos continuamos à espera de outro culto, o do Sebastianismo!

Saudações Leoninas

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publicado às 10:54

Balanço e perspectivas

por Trinco, em 22.06.16

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Vai terminando a época desportiva 2015/2016 (faltam pelo menos a disputa das Taças Nacionais de Juvenis, masculinos e femininos, em Futsal neste fim de semana) e vai chegando a hora de fazer balanços, mesmo que relativamente superficiais do que eram as expectativas e do que foram os resultados, bem como começar a perspectivar o que poderá ser a época de 2016/2017.

 

Em Setembro, afirmava, relativamente às equipas principais das 4 modalidades de pavilhão, que:

 

Pessoalmente, para este ano, uma época positiva passaria por ganhar os campeonatos de Futsal e Andebol, terminar nos 4 primeiros em Hóquei e aceder ao playoff final no Basquete.

 

No Andebol, terá acontecido a maior desilusão. Uma equipa que nunca o foi, orientada por um treinador de nomeada mas que pouco trouxe, onde se investiu mal e que se viu ultrapassada por duas equipas que lhe tinham sido inferiores na época passada, com a agravante de uma delas ser portadora do paradigma do esforço e dedicação e ter chegado à gloria de ter conquistado o titulo que há tanto tempo no foge e ainda ter igualado a nossa conquista europeia.

 

No Futsal, uma temporada dominadora, a cumprir todos os objectivos, com títulos, recordes, e bom futsal, fruto de uma boa organização e duma coerência competitiva. Aqui, as apostas resultaram claramente. Na vertente feminina, uma equipa competitiva a aproximar-se do topo e uma formação masculina e feminina competitivas e na maior parte dos casos vencedora.

 

No Hóquei, uma época estranha, com altos e baixos, conquistando-se a Supertaça, mas falhando com equipas fracas, conquistando-se o lugar pretendido ao sprint no que foi um caminho pouco tranquilo. Uma aposta falhada, em jogadores em fim de carreira, para a aproximação aos que estão num patamar superior, que resulta em casos disciplinares mal contados e afastamentos incompreensíveis. Do que eram os objectivos da secção, oficiosamente declarados, falha-se a re-conquista da Taça CERS num jogo de inexplicável apatia, atirando-se recorrentemente para as arbitragens (e isto é verdade transversalmente nos vários escalões) as culpas dos insucessos sem que se perceba uma interiorização das culpas próprias.

 

No Basquete, uma época difícil, como seria sempre a primeira na divisão superior de uma equipa que há 4 anos não existia. Muitas lesões, algumas apostas falhadas, mas a permanência garantida, que seria o real objectivo da secção, teve como prémio a sua cobarde e vingativa extinção. Ainda hoje lido com a perplexidade da opção que desrespeita as atletas e o nome do Clube.

 

Não fazendo parte das modalidades de pavilhão, referencia óbvia e incontornável para o Atletismo, Ténis de Mesa e Natação com o trabalho e competência, muitas vezes sustentado na "carolice" de uns poucos a dar frutos e títulos.

 

Na contabilidade, nestas quatro modalidades, em títulos nacionais e internacionais, conquistaram-se nesta época 5 títulos (com a possibilidade de mais dois no futsal), em linha com as últimas sete épocas (6 em 09/10, 5 em 10/11, 5 em 11/12, 6 em 12/13, 6 em 13/14, 5 em 14/15, com variabilidade nas disputas) o que desmente a propaganda do crescimento e domínio avassalador.

 

Para a época que vem, espera-se, ou melhor, exige-se, uma campanha transversalmente avassaladora, mais não fosse pelo brutal incremento de sustentabilidade por provar, no orçamento disponível com mais 71% de recursos, sobre um orçamento de 2015/2016 que já era substancial e em linha do que se fazia antes de 2013.

 

Espero que este desafogo e disponibilidades financeiras sejam bem geridas e não geridas apenas e só para o resultado imediato, ou pior que isso para o resultado das eleições, sendo que estão bem próximos os exemplos de que os orçamento não conquistam títulos. Foi assim durante muitos anos em que este Clube à custa do engenho e trabalho, muitas vezes se batiam ou equiparavam equipas com orçamentos muito acima. Algo que neste momento não acontece!

 

No Andebol, já são conhecidas várias contratações de peso, alguns indícios de dispensas com algumas surpreendentes, mantendo-se no entanto e de forma inexplicável o treinador. No Futsal, renovou-se com a maior parte da equipa, presume-se uma forte aposta, mas vê-se quase certamente partir um dos mais promissores talentos portugueses, no que se juntam rumores de poderem sair mais dois da equipa de juniores, no que é um enorme revés para o paradigma formativo que deveria nortear o Clube. No Hóquei, mais do mesmo, com apostas em jogadores maduros e a entrada de um novo treinador que se espera consiga fazer a equipa dar o salto qualitativo que a faça disputar títulos seriamente. No Basquete, nada pois não houve nos €6.5M, €150k para montar uma equipa para vencer.

 

O objectivo em todas? Ganhar! Sempre!

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publicado às 09:37

Campeões

por Trinco, em 19.06.16

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Obrigado a todos os intervenientes (e escrevo todos sem excepção) por mais este dia, culminar de uma época, de felicidade no Futsal do Sporting, pejada de conquistas, recordes e domínio avassalador em muitas das componentes estatísticas do jogo!

 

E agradeço a todos, personificados nos dois da imagem, que aliam às capacidade técnicas e tácticas para a modalidade, uma capacidade humana muito acima da média, sendo verdadeiros exemplos do que deve reger a acção e o rumo do Sporting.

 

Fomos melhores, mesmo tendo sofrido nas meias e final deste playoff. Qualquer outro resultado seria profundamente injusto.

 

Voltando-me a repetir, em Julho de 2015 escrevia em "Modalidades 15/16":

Pessoalmente, considero a equipa potencialmente mais forte e equilibrada, com mais soluções e mais qualidade, subsistindo-me a dúvida sobre que tipo e ideia de jogo apresentará dependendo os resultados da rapidez com que as várias peças encaixarem no jogo colectivo. Ainda assim, acredito que possa ser muito melhor e mais competitiva que a da época passada e com melhores resultados.

 

Em Setembro de 2015 em "Arranque" escrevia:

Tendo já visto as equipas de Andebol e Futsal, posso-me considerar moderadamente confiante. ..no Futsal uma equipa no seu todo melhor e mais qualidade.

 

Em Outubro de 2015, dois dias após derrota no Pavilhão da Luz em "Ponto de situação":

No Futsal, permitiu-me perceber que, contrariamente ao que aconteceu no ano passado, estamos a par, se não acima do nosso principal adversário.

Em Maio de 2016, após a conquista da Taça de Portugal em "É nossa":

Somos melhores. Defendemos bem, pressionamos alto, e enquanto não estamos condicionados pelas faltas que a arbitragem continua a marcar incompreensivelmente sufocamos qualquer adversário. Mas também falhamos. No ataque, na defesa, na insistência em algum tipo de transição e na gestão emocional.

 

Não tendo sido este playoff um exemplo do que considero a matriz desta equipa, acabou por se fazer quase sempre o que o jogo pedia, numa demonstração de capacidade, inteligência e maturidade.

 

Palavras ainda para os rivais Braga e Benfica pelas dificuldades desportivas que só sublinham e reforçam o nosso mérito, inversamente proporcional à maneira como reagiram à derrota, fazendo-se de impolutos ofendidos, quando têm muito a haver, nomeadamente o adversário da final no que ao desportivismo e fair-play diz respeito.

 

Como, tal tinha acontecido no atletismo, não podia haver bela sem senão (e suspeito que mais venha por aí) do mesmo actor, mais um reclamar de protagonismo afirmando como seu, o seu primeiro, disse-o, o titulo de 2013/2013. A partir deste momento considero-me legitimado (embora tenha consciência e razoabilidade e não o vá fazer) para o responsabilizar integralmente pelo 7º lugar do futebol na mesma época. Se é para umas coisas, é para todas...

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publicado às 17:56

Os "crimes"

por Trinco, em 17.06.16

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Toda esta história dos "oitenta milhões" mais as teorias da ironia, da moeda, do bailinho, etc, invariavelmente contrariadas pela realidade trouxeram-me à memória William J. H. Boetcker (1873–1962), lider religioso conservador, americano de origem alemã e tido por alguns como precursor dos "success coaches" actuais, conhecido essencialmente pelo panfleto "The Ten Cannots", mantra de muitos neo-liberais de agora, mas também pela lista dos "Seven National Crimes", possivelmente baseado nos sete pecados mortais e seguramente na realidade americana, que se cometidos levariam ao fim de tudo o que os Estados Unidos significariam.

 

Aplicando os mesmos ao contexto e realidade do Sporting, assusto-me de os ver a serem permanente e despudoradamente cometidos, por mais gente que o que seria razoável aceitar (tendo em conta a realidade nacional em que a sociedade hoje se insere), inclusive por insuspeitos seres pensantes, alguns dos quais, mesmo discordando, lhes reconhecia capacidade intelectual para defenderem coerentemente pontos de vista sem caírem na bardinice que se vai vendo.

 

Estes sete crimes são:

  • I don’t think (Eu não penso)
  • I don’t know (Eu não sei)
  • I don’t care (Eu não me interesso)
  • I am too busy (Estou demasiado ocupado)
  • I leave well enough alone (Deixemos as coisas como estão)
  • I have no time to read and find out (Não tenho tempo para ler ou pesqusar)
  • I am not interested (Não estou interessado)

 

E não há dia em que não veja exemplos destes "crimes" nas discussão sobre o Sporting. Todos os sete. No geral, aceita-se sem questionar a narrativa oficial e os ecos das teorias da da propaganda, acredita-se em vez de se saber, fala-se e escreve-se do que não se sabe, sem qualquer problema ou vontade de saber, replicam-se opiniões por conveniência intelectual e alivio de empenhamento, discute-se o acessório e o mensageiro, despreza-se o essencial e o conteúdo, não se lê nada até ao fim mas tomam a parte pelo todo, não se sabe nada, mas não se inibem de debitar cartilhas, não argumentam limitando-se a repetir opiniões alheias, usam o passado como bandeira para manter o estado das coisas, tudo fica pela rama e no fim, quando postos perante a realidade e os factos, pelos que ainda vão tendo paciência para os aturar, desaparecem, alegam falta de tempo ou afirmam a falta de interesse pois o que gostam é da "bola na rede".

 

Pessoalmente, este nível de relacionamento com o Clube, que apenas posso classificar de doentio e a roçar o cretino, pois o que se ama, cuida-se, e para cuidar é preciso ter interesse genuíno, real e permanente, já não me surpreende nem me causa grande reacção. O Clube já me proporcionou experiencias suficientes para me tornar quase indiferente a isso. O que não me cessa de espantar é a contaminação transversal e generalizada deste "way of being".

 

E perceber que foi exactamente esta linha de acção (ou inacção ao estilo de "laissez-faire, laissez-passer") dos sócios que permitiu o Clube chegar a 2013, vulnerável a este tipo de solução.

 

Fica a esperança na memória de uma citação contemporanea de Boetcker

 

You can fool some of the people all of the time, and all of the people some of the time, but you cannot fool all of the people all of the time.

(Consegues enganar algumas pessoas sempre e todas as pessoas por algum tempo, mas não consegues enganar todas as pessoas sempre)

 

Se bem que sobre isso, há outra lição que também este Clube me proporcionou que é que: "Pior é sempre possível"

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publicado às 12:43

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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