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A construção do futuro

por Trinco, em 31.03.16

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Mais um dia, mais uma peça de propaganda eleitoral. E aqui, das duas três: Ou as eleições estão bem mais perto do que qualquer um de nós supõe (anseia-se pelo surgimento de um rosto que assuma a oposição para legitimar uma antecipação das eleições), ou iremos a prazo iniciar um período de reposições temáticas ao estilo da programação estival dos nossos canais de televisão, ou ainda, veremos o controle das fotocopiadoras ou o papel higiénico de folha simples e o seu racionamento a duas folhas por utilizador como factores decisivos na "construção do futuro".

 

Nesta peça, mais uma vez se confunde a construção do futuro, com a gestão do presente.

 

Refere-se a recuperação de percentagem de activos a fundos salientando alguns e omitindo outros menos sonantes, refere-se a integração de formados no plantel, omitindo que podiam ser mais, bem mais não fosse a sua gestão e intervenção em alguns processos, refere a intervenção da actual direcção no actual plantel esquecendo-se que já é responsável pelo mesma há 3 épocas e que após a contratação de mais de 30 jogadores para esta equipa, estranho seria se tal não acontecesse, refere o deve e haver dos encaixes financeiros na sua gestão, omitindo que a esmagadora percentagem se deve a jogadores que já cá estavam (ainda se gabasse a capacidade negocial).

 

A construção do futuro faz-se com critério e estratégia. Programando, antecipando e dotando o Clube de meios para poder ser mais forte, para ser mais sustentado.

 

 

A construção do futuro faz-se com uma aposta na formação, com uma aposta em jogadores que possam ser uma mais valia desportiva e financeira. E essa mais valia não são seguramente as centenas de milhar de euros que servem como argumento da excelência, esquecendo que em salários ela se esvai, como vazia foi, por ser claramente impossível de obter por fraca qualidade, a mais-valia desportiva.

 

A construção do futuro faz-se sendo cirúrgico e não desperdiçando recursos em mais de 80 jogadores nas diversas equipas, em 3 anos, dos quais 30 já saíram dos quadros, 9 se encontram em empréstimos, e com boa vontade, 4 ou 5 se podem vir a considerar como mais-valais.

 

A construção do futuro faz-se percebendo que os 80 acima ocuparam e ocupam lugares de jovens que já cá estavam, sem vantagem desportiva na maior parte dos casos, e obrigando estes muitas vezes a procurar outros lugares para poderem desenvolver a carreira.

 

A construção do futuro faz-se com uma politica de contratações que em programa eleitoral afirmava que jogadores estrangeiros só se fossem claras mais valias, mas que na gestão real mistura Slimanis com Cissés e Shickabalas ou Coates com Sarrs, Rabias e Cianis.

 

A construção do futuro faz-se resolvendo renovações atempadamente como se fez (e bem) inextremis com o William (que se esquece de referir só teve oportunidade em 13/14 por intervenção directa de do seleccionador S21 Rui Jorge) mas que se falhou com muitos outros...(já sei, a culpa é dos jogadores e dos agentes)

 

A construção do futuro fez-se em anos anteriores com a captação de meios e sua formação. Patrício está no Sporting desde 1999, Esgaio desde 2004, Figueiredo desde 2004, Semedo desde 2009, Adrien desde 2002, Carvalho desde 2005, João Mário desde 2003, Mané desde 2001, Gelson desde 2010, Pereira desde 2009.

 

Quantos, entrados desde 2013, estarão aptos a entrar no plantel principal a prazo?

 

Ou quantas mais valias serão geradas com jogadores contratados desde 2013?

 

A construção do futuro fez-se com a politica de empréstimos que potencie esses meios humanos. Seguramente, João Mário não seria o que é se não fosse aquele ano em Setúbal. Como Semedo não é o que é pelo empréstimo a uma equipa de um campeonato muito secundário de Espanha e só voltou ao radar quando regressou ao mesmo Setúbal. Ou quando com uma politica de integração de jovens na equipa B (e até A) que se entenda e que não lhes dê todas as mensagens erradas sobre as apostas e o seu futuro.

 

Que mensagem se dá aos jovens que vinham ganhando o seu espaço quando se vêm relegados para fora de convocatórias por causa de jogadores estrangeiros de mais valia duvidosa?

 

Que mensagem se dá aos jovens quando ambos os lados da mesma moeda o dão como vendido e como aposta ao mesmo tempo?

 

Que mensagem se dá aos jovens que entram na B quando são preteridos em favor dos "castigados e excedentes" da A?

 

Que mensagem se dá aos jovens quando os mandam emprestados para Huelvas ou Reus?

 

Que mensagem se dá aos jovens (e aos pais) com o ambiente conflituoso, pleno de intrigas e facadas, com as dificuldade de meios e condições que actualmente acontecem na Academia?

 

A construção do futuro é estratégica, mas não se esgota em peças de campanha e propaganda.

 

Nota: não deixa de ser irónico o recurso à "folhinha de excel"...

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publicado às 10:45

A profecia de Miguel Paím

por Lizardo, em 31.03.16

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Quando foi criado o Movimento Dar Rumo ao Sporting de Miguel Paím e de André Patrão, discordei na totalidade.

Não era apoiante de Godinho Lopes, mas era tão evidente o precedente que se estava a criar, tão preocupante a forma como se estava a atuar, e acima de tudo, assustador o que poderia estar para “entrar”.

Disse-o várias vezes na época sem problema, alto e em bom som, e agora ainda mais me faço ouvir.

Mas o que está aqui em causa não é o ato de concordar ou discordar com o Movimento. Mas sim relembrar que de facto aconteceu, e que dois jovens, que desconheço se o fizeram com o apoio de Bruno de Carvalho, ou se agiram só e somente só por iniciativa própria, conseguiram cumprir a missão.

Parecia inevitável, já desde 2011, que as redes sociais seriam um espaço sujo, conspurcado, um meio de comunicação por excelência, utilizado por quem vive nesses mesmos universos de insalubridade e lixo, como é óbvio, falo do atual Presidente Azevedo de Carvalho, de alguns membros da Direção e os seus peixes comensais, amigos de Roseiro e de João Duarte, toda uma equipa que mina e suja e leva o debate Sporting para níveis que vão sair muito caros a esta direção.

Recentemente Miguel Paím foi a um jantar. Curioso que tenha sido notícia este facto. Mas foi e continua a ser a génese de todo este novo problema.

Jantar esse, que supostamente, tinha como “ordem de trabalhos”, discutir o Sporting, falar sobre o presente e o futuro.

Jantar esse, que supostamente, juntou na mesma mesa Sportinguistas de todas as idades, credos e políticas, que juntou até antigos apoiantes de Azevedo de Carvalho.

E  aqui reside todo o problema e o afirmar da profecia.

Miguel Paím tem sido atacado. Acusado de traição, apontado como lambuças e croquete, apontado como algo contra o qual lutou.

A profecia é clara. Este monstro criado pelas crianças e algumas criaturas sem nível e sem escrúpulos, este monstro de defesa cega ao Presidente. De ataque cego a todo o passado. Este monstro que ataca irmãos leoninos. Um dia vai-se virar contra o criador.

 

É o que se passa agora, por quem tanto adorou Miguel Paím e agora o acusa e ataca. Não é nada mais, nada menos, do que irá acontecer brevemente a Azevedo de Carvalho.

Tudo a seu tempo, e que mestre tem sido o tempo.

Miguel Paím, fui totalmente contra o teu movimento, era demasiado evidente que este clima se iria instalar e estalar.

Mas Miguel, quero-te deixar um abraço, pois sempre tiveste a coragem e a frontalidade de agir.

Quero-te deixar um abraço para que não te escondas agora. Mas para que consigas gerir estes ataques com o desprezo que merecem.

E acima de tudo Miguel, quero que com a tua sapiência e com a tua capacidade, tenhas a coragem de avaliar o presente, da mesma forma que avaliaste o passado. E sim, concordo contigo, no final do campeonato, porque agora, agora o Sporting precisa de todos. Pena que muitos não tenham essa capacidade e essa visão.

Um abraço.

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publicado às 08:25

Formação

por Trinco, em 30.03.16

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Rejubila a Nação Leonina, sustentada em mais um post de auto-promoção de Azevedo de Carvalho e mais uma vez em peças dos "malandros" da comunicação social (no caso especifico o Record) com o sucesso da formação nas chamadas às selecções. Foram 7 (cheguei a ler a reclamação de créditos pelo Pepe, mas nem sequer comento) os formados em Alvalade que estiveram no duplo compromisso desta semana. Partilho a satisfação e o orgulho! Mas não posso deixar de registar duas realidades.

 

A primeira, que todos sem excepção são jogadores que estão ou estiveram no Sporting antes de 2013, o que prova que este já existia antes dessa data (para surpresa de alguns) e que esta administração não mais fez que aproveitar, e muito bem, o trabalho que já existia.

 

A segunda que, esta onda é algo que não tem reflexo nas selecções mais jovens, que isso já nos devia preocupar e que isso, ao fim de 3 anos, já tem uma quota-parte significativa de responsabilidade desta administração.

 

Efectivamente, verificando e comparando com alguns rivais as ultimas convocatórias para as selecções temos que:

 

Na S21/Olímpica o Sporting vê convocados 4 jogadores (mais 1 ainda pertencente aos quadros e outro formado em Alcochete) em 21, ao que  acresce mais 1 para o compromisso olímpico (e outros 2 formados) em 9 (Benfica tem 1+1, FC Porto 4+1 mas não entro em conta com os seus formados). 

 

Na S20, para os jogos de preparação com a Holanda, em 20 jogadores são convocados 2 (Benfica tem 3, FC Porto 5 e Braga 4)

 

Na S19, para a Ronda de Elite, em 20 jogadores são convocados 2 (Benfica tem 9 e FC Porto 3)

 

Na S17, para a Ronda de Elite, em 20 jogadores são convocados 4 (Benfica tem 5 e FC Porto 5)

 

Na S16, para o Torneio do Porto, em 20 jogadores são convocados 5 (Benfica tem 7)

 

Na S15, para a abertura da Cidade do Futebol, numa convocatória especial e muito alargada, em 84 jogadores são convocados 7 (Benfica tem 13, FC Porto 15,  Braga 8 e Vitória 6)

 

Ou seja, o panorama está longe de ser animador e a médio prazo poderá ficar pior. É urgente mudar as politicas de formação, nomeadamente no que ao recrutamento diz respeito. E isto é tão mais preocupante quanto se vê vários jogadores surpreendentemente dispensados ou perto disso a serem aproveitados por outras equipas até agora vistas como menores a continuarem a ser convocados e a formação do Clube carregado de jogadores estrangeiros de empresários estrangeiros, de fraca qualidade e duvidosas mais valias para o Clube.

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publicado às 10:35

Um ano é amanhã!

por Lizardo, em 29.03.16

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Bruno Azevedo de Carvalho é candidato. Não é novidade. E na minha opinião é mais que uma vontade, é uma obrigação moral e profissional.

A faltar um ano para as eleições, e na data que comemora três anos de mandato, Bruno Azevedo de Carvalho decidiu cortar a fita da pré-campanha.

A estratégia é evidente. O Presidente necessita como nunca de um rosto, ou rostos opositores para continuar o seu caminho de apedrejamento a personalidades ligadas ao Clube e à SAD.

Todos os que passaram, passaram mal, e deixaram um rasto de destruição. Esta é a forma e será este o tom a usar e a abusar pela candidatura de Bruno Azevedo de Carvalho.

O desespero para que surjam nomes é grande. Depois de queimar os créditos com os antigos dirigentes, depois de queimar nomes como Rui Barreiro, depois de tirar crédito a todo um conjunto de notáveis, começa a escassear alvos para debitar ódio.

O Benfica continua como “essencial target”, mas começa também a ser complicado, pois estão em primeiro lugar no futebol, e a vencer títulos interna e externamente nas mais variadas modalidades.

Depois do Vouchers e de outras acusações, ninguém liga nem oferece muita credibilidade aos vários ataques a árbitros e outros agentes desportivos. Nem se liga muito à idade do Renato!

Bruno de Carvalho precisa de oposição. Muitos já lhe disseram isso. Sempre a recusou. Nunca soube lidar e tirar partido de quem o critica.

Nunca percebeu que um Presidente é eleito com os votos a favor e com os votos contra. Que todos os Sócios contam, que todos os Sócios, mesmo os que Nele não votam, também o elegem.

É a regra básica da democracia.

 

Falta realmente a Azevedo de Carvalho a sapiência dos grandes líderes. A capacidade estratégica de ganhar pontos com quem o ataca. De bem gerir os timings de falar e estar calado. De deixar ser atacado e depois contra-atacar recuperando o terreno que perdeu e conquistando novos territórios.

O que acontece e vem acontecendo é exatamente o oposto. Bruno de Carvalho é cada vez mais um Homem só. Alapado ao poder, rodeado de juvenis e outras criaturas de olhos doces mas ferozes nas redes sociais, que de Sporting desconhecem e de comunicação não aprendem nem nunca vão aprender.

 

Os ecos de descontentamento são cada vez maiores. A surgir um bom candidato, com uma boa equipa e um projeto sério e credível, Bruno de Carvalho, que venceu por uma margem mínima as últimas eleições, pode perder a cadeira do poder. E Azevedo de Carvalho tem essa consciência.


O Presidente Adepto é um mito. Todos o foram. E todos o serão. A diferença reside no mérito para ocupar a função e entender que ser Presidente do Sporting não se compadece com comportamentos taberneiros ou de trolhas.

 

Em resumo, ou somos campeões este ano e Jorge Jesus continua na sua cadeira de sonho, ou vamos ter um vendaval sem muitas soluções para a candidatura de Bruno Azevedo de Carvalho. O Pavilhão é fundamental e bonito. Mas nada vence a palavra dada, que não sendo honrada, acaba por cair no maior lodo que é a promessa não cumprida e o fracasso. Ou Vence, ou Vence. Não tem mais margem de manobra!

 

 

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publicado às 10:19

30 ou 40 anos...

por Trinco, em 29.03.16

 

Depois do tiro de partida para a extensa campanha eleitoral dada por Azevedo de Carvalho, o expectável acontece.

 

São os desmesurados festejos, são os cheques em branco, são as "goleadas" certas, são a tentativa de "queima a napalm" de tudo o que possa soar a alternativa, são os lançamentos de barro á parede, são os enviesamentos de avaliação, etc. Mas também são os desequilíbrios emocionais, o nervosismo exacerbado, o atirar em tudo o que se mexa, a desconfiança e a angústia de não ter alvo definido. É o Sporting criado a partir de 2013.

 

Mas temos também o regresso, como bisnaga argumentativa, do refrão do período entre 2011 e 2013, como bitola exclusiva de comparação com o que é feito desde então. Mais uma vez, jovens vascos, usam e abusam do 7º lugar para fazer valer a excelência de resultados desde então alcançados. Esquecendo-se de duas coisas. Compararmo-nos com o pior e querer ser apenas melhor que isso é de uma pobreza extrema e que esse 7º lugar tem 7 jogos já na administração deste Conselho directivo. Esquecem-se que Azevedo de Carvalho entrou a 3 pontos do 5º (último lugar de acesso às provas europeias) e 34 do 1º, e acabou a 3 pontos do 5º e 36 do 1º.

 

Dir-me-ão, que nessas 7 jornadas já nada haveria a fazer, que o mal vinha todo de trás e tudo o mais que se lembrem. Concordo. Mas verifico depois a festa que foi feita com a conquista da Taça de Portugal em Andebol (que marca também o começo da abertura de frentes de batalha com tudo e mais alguma coisa que mexa) e pergunto se as vitórias podem ser reclamadas como suas porque é que as derrotas não o são?

 

E temos depois o aparecimento dos doutores Orvalhos, membro da entourage restrita, suplentes da MAG eleita e com responsabilidades por isso mesmo, indicados como paineleiros representantes do Clube a fazerem tristes figuras e a demonstrarem todo o seu vasto (des)conhecimento, a serem desmentidos pelos seus colegas de painel e pior que isso pela história do Clube.

 

Bem sei que ninguém tem obrigação de ter um saber ou memória enciclopédica sobre o Clube. Eu certamente não tenho, tendo muitas vezes que recorrer a fontes externas para confirmar dados, mas há mínimos. E os mínimos não estão a ser cumpridos!

 

Nota: Para ele e para todos os desconhecedores, o video acima do jogo 1 da final do playoff do campeonato de Andebol de 2000/2001. há mais de 30 ou 40 anos, portanto

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publicado às 09:44

Jogada de mestre, ou de parolo ?

por Cacahuete de Alvalade, em 28.03.16

 

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Em seguimento à notícia do Correio da Manhã sobre dois possíveis candidatos à presidência do Sporting, informo que a mim pouco ou nada me interessa.

 

 

Até à presente data temos um candidato, o actual presidente Azevedo de Carvalho, já o tinha assumido em 2015 e voltou a reforçar que será candidato em 2017, quando ao resto não passa, até prova em contrário, de especulações.

Especulação essa que devemos de agradecer ao actual presidente já que abriu as hostilidades
e a campanha eleitoral com 12 meses de antecedência.

 

 

Uma vez mais o Sporting serve para um desfile de marionetas e interesses pessoais quando ainda luta para ser campeão nacional. Se a ideia é provar eleições antecipadas parece-me um bom golpe, agora acho é que perde 12 meses de vencimento, isto é:

 

 

Se provocar eleições antecipadas, ganhará certamente, mas pode ser que em 2017 já ninguém o aguente e aos poucos vai caindo por terra o cenário de equipa ganhadora,se por ventura deixar correr o tempo normal da eleições ainda estará em Março de 2017 no Sporting e com a inauguração do pavilhão vai ganhar uma nova vitamina paravencer as eleições, perdurando assim a falta de paciência dos sócios por mais uns meses.

 

 

Bom, eu acho que a ganhar 10.500 Euros mês, em 6/7 meses ainda se ganha um dinheirito bom, mas o Sr Azevedo é que sabe.

 

Eu já acredito em tudo   

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publicado às 17:58

A partida

por Trinco, em 28.03.16

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Ontem, Azevedo de Carvalho, em entrevista ao jornal A Bola assumiu a recandidatura. Como o tinha feito há um ano atrás, mas ao jornal Record.

 

Nada de novo e muito menos de inesperado. Aliás, é por demais evidente que a campanha até já começou há vários meses, ganhando intensidade nas últimas duas, três semanas, com recorrentes referencias a "A construir o futuro!". E disso foi dado conta (e desmontado) no post "Preparação".

 

O que há de novo é a utilização da mesmíssima comunicação social acusada de estar ao serviço e comprometida com um adversário para este "anuncio", a republicação/partilha da mesma pela comunicação oficial do Clube (que recorrentemente ataca a origem do que agora partilha) e o facto do mesmo ter sido dado em plena corrida para a conquista do campeonato (num aparte, a referencia à possibilidade de falhanço é relevante e contradiz tudo o que foi a narrativa até ao momento), a 7 jogos do fim, a 2 pontos da liderança e com apenas com 4 de vantagem do 3º (e a ter que ir jogar a casa do adversário), na véspera de uma jornada que pode ser definidora (neste momento todas são...) para o desfecho. 

 

O periodo de campanha está aberto, e é neste clima que o Clube terá que viver durante um ano!

 

É que, tivesse esta acção partido de uma oposição ou alternativa, e rapidamente soariam os clamores da "desestabilização". A partida deste momento, para uma campanha de 1 ano, foi dada por Azevedo de Carvalho. Qualquer oposição ou alternativa estará a partir deste momento legitimada para usar a praça pública para intervir, seja por meios aceitáveis seja por estratégias de guerrilha (como foram usadas em 2012, lembro).

 

Pessoalmente espero, que mais que uma oposição, que surja uma alternativa, que mais que um projecto de poder ou afirmação pessoal, seja um projecto de Clube, que apesar de tudo tenha consciência dos momentos em que tome acção evitando prejuízo para o Clube (já que quem o deveria ter feito não faz), mas que apareça! Que apareça sem medo, com ideias e com ideais, seja contra um presidente-candidato vitorioso no campeonato (como todos desejamos - e isso causa enorme urticária a quem já desejou o contrário como meio de conquista de poder) ou não.

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publicado às 09:37

Comparação

por Trinco, em 24.03.16

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Ontem, por causa do post "Três, a conta que "Deus" fez!" do Lizardo, li alguns comentários que iam do "antes é que devias gostar" ao "gostava era que fizesses a comparação com o que ganhávamos antes".

 

Antes de mais, continua-me a parecer estranho que se use a bitola comparativa do pior período pelo qual o clube passou para enaltecer esta gestão. Digamos que compararmo-nos e afirmarmo-nos melhores apenas do que os piores é no mínimo, pouco ambicioso.

 

Ainda assim, comparando 2013/2014 e 2014/2015, apenas com a época 2011/2012 (pois a anterior e a seguinte não terão sido de responsabilidade e méritos exclusivamente próprios mas antes partilhados com outros conselhos directivos),temos que:

 

(Nota: só serão levados em conta os títulos colectivos em seniores - excepto Futebol por razões de evidente importancia desta vertente)

 

Em Futebol, um Campeonato Nacional de Juniores VS. uma Taça de Portugal e um Campeonato Nacional de Juniores.

 

Em Atletismo, um Campeonato Nacional de Pista Feminino, um Campeonato Nacional de Pista Coberta Feminino, um Campeonato Nacional de Crosse Curto Masculino e um Campeonato Nacional de Crosse Curto Feminino VS. dois Campeonatos Nacionais de Pista Femininos, dois Campeonatos Nacionais de Pista Coberta Femininos e um Campeonato Nacional de Crosse Feminino

 

Em Andebol, uma Taça de Portugal VS. uma Taça de Portugal e uma Supertaça

 

Em Futsal, um Campeonato Nacional VS. um Campeonato Nacional e uma Supertaça

 

Em Hóquei nada (ganhou neste ano o Campeonato Nacional da 2ª divisão) VS. uma Taca CERS

 

Em Ténis de mesa, um Campeonato Nacional por equipas, uma Taça de Portugal e uma Supetaça VS. uma Supertaça

 

Em Natação, um Campeonato Nacional de Clubes Seniores Masculinos VS. um Campeonato Nacional de Clubes Seniores Masculinos e uma Taça de Portugal de Rendimento Seniores Masculinos

 

Em Judo, um Campeonato Nacional Equipas Seniores Masculinos VS. um Campeonato Nacional Equipas Seniores Masculinos

 

Esta comparação, não serve para enaltecer ou denegrir qualquer um dos períodos competitivos em apreciação, mas apenas para demonstrar que sempre houve títulos, que, fundamentalmente as modalidades sempre foram ganhadoras não existindo uma diferença substancial de palmarás conquistado entre ambos os períodos.

 

Aliás, para as cinco primeiras modalidades abordadas na listagem acima, temos que em 10/11 se ganharam 6 títulos, em 11/12, 7 títulos, em 12/13, 7 títulos, em 13/14, 8 títulos e em em 14/15, 7 títulos. Acho que o continuo que é o Clube e as suas conquistas se torna evidente.

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publicado às 08:27

Três anos. Passivo zero.

por O 6º Violino, em 23.03.16

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Foi tornado público, ao fim de muitos meses do final da auditoria, processos a vários elementos de anteriores órgãos sociais do Clube. O montante solicitado ascende a 73 milhões de euros, ao que consta.

Se esses elementos serão condenados, ou não, nos próximos 20 anos, é para o lado que durmo melhor. Sei, porém, que quando for lida a sentença, Azevedo de Carvalho já não será Presidente do Clube, nem sequer estará por Portugal.

Mas tenho pena que esses milhões não entrem já nos cofres do Clube, afim de ficarmos com o passivo a zero. Basta juntar este valor aos 70 milhões de dólares prometidos por Azevedo de Carvalho numa Assembleia Geral (para dizer mentiras basta o facebook) aos 50 milhões prometidos pelos amigos russos. ("se for preciso há mais dinheiro",dizia Azevedo em 2011)

Um pedido aos sócios: Nunca comparem a actual figura que lidera os destinos do Clube, com o Senhor da fotografia.

"Três anos, três encaixes financeiros fabulosos"...

SL

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publicado às 10:56

Do programa

por Trinco, em 23.03.16

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No dia que se assinala o 3º ano de mandato de Azevedo de Carvalho, várias são as caixas de ressonância que anunciam, só faltarem duas coisas para o cumprimento integral do programa (uma nem sequer verdadeiramente lá estava). Isto é falso, como detalhei no post Medidas.

 

Há muito trabalho feito, não tenho problemas em reconhecer. Algum com o qual concordo, outro com o qual discordo. Há muita coisa que mudou, mas há muita coisa que está desesperantemente semelhante ao que era antes (post Antes...)

 

Mas em relação ao programa que é repetidamente afirmado como praticamente cumprido, de forma sucinta, das 120 medidas, divididas por campos temáticos, em listagem pouco exaustiva, sem grande pormenor e sem mais comentários falham por exemplo:

...criação de modelo de prospeção nacional e internacional envolvendo as academias Sporting, Núcleos, Delegações e Filiais...

...implementação das políticas estratégicas do futebol...

...obrigatoriedade de dois modelos de jogo...

...formação como base da política desportiva...

...planteis de 20 jogadores...

...jogadores estrangeiros não adaptados ao futebol português apenas se forem mais-valias claras...

...comunicação a uma só voz...

...marca Sporting Clube de Portugal como um dos maiores ativos do Clube...

...voz aos sócios...

...criação de um Código de Ética...

...apoio da Comunicação, Marca e Reputação a todas as modalidades...

...regresso aos grandes concertos e aos grandes eventos em Alvalade...

...naming do Estádio José de Alvalade e do Multidesportivo...

...implementação de procedimentos de contratação pública...

...análise da possibilidade de criação de tetos salariais no Sporting Clube de Portugal e nos outros clubes concorrentes (através da Liga de Clubes)...

...estabelecimento de um plano de aumento do património do Clube...

...entrada de novos investidores na Sporting SAD, com o Sporting Clube de Portugal a ficar sempre com a maioria do capital...

...implementação de plano de negócios simples e eficazes com os Núcleos...

...reestabelecimento através dos Núcleos de canais eficazes de venda e de merchandising...

...modalidadesauto-sustentáveis...

...criação da Comissão de Coordenação das Modalidades...

...restauração das Sportinguíadas...

...motivação dos diferentes núcleos e delegações do clube para o apoio às diferentes modalidades...

...revitalização e expansão da Academia de Alcochete...

...inventariação de todo o património do grupo Sporting...

...implementação de medidas que permitam o reforço e incrementação do património...

...levantamento de situações em aberto no Estádio José de Alvalade, susceptíveis de intervenção futura...

...constituição de uma “Comissão de Curadores de Património"...

 

Isto não pretende ser uma análise parcial ao mandato. Haveria muito para se dizer, e isso já o fez o Lizardo. Isto é só para lembrar a factualidade do que estava escrito no programa e para demonstrar que nem toda a gente vive adormecida e embalada no auto-elogio em jeito de pré-campanha.

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publicado às 09:47

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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