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O regulamento eleitoral

por Trinco, em 20.02.17

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Em 27 de Maio de 2011, Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, Sócio nº 15.531, no seguimento dos acontecimentos de Março anterior que lhe levantaram dúvidas em relação ao resultado das eleições e lisura dos seus processos apresenta uma proposta de Regulamento Eleitoral onde, no nº2 do Artigo 8º, correspondente ao tema dos Cadernos Eleitorais previa:

 

Tais cadernos, de que constam todos os sócios com capacidade eleitoral activa, estarão concluídos e disponíveis até 96 (noventa e seis) horas antes do início do acto eleitoral, devendo ser imediatamente afixados na sede do Sporting Clube de Portugal e publicados no sítio oficial do Sporting Clube de Portugal na Internet.

 

Em 24 de Abril de 2012, é aprovado e entra em vigência o Regulamento das Assembleias Gerais do Sporting Clube de Portugal onde , no º2 do Artigo 30º , igualmente sobre o tema dos Cadernos Eleitorais está previsto:

 

Tais cadernos, de que constam todos os sócios com capacidade eleitoral activa, estarão concluídos e disponíveis até 15 (quinze) dias antes do início do acto eleitoral, devendo ser imediatamente afixados na sede do Sporting Clube de Portugal e publicados no sítio oficial do Sporting Clube de Portugal na Internet.

 

Mais uma vez a incoerência a demonstrar-se um valor forte nos actuais órgãos sociais.

 

E nem a alegação do "o inalienável direito dos sócios do Sporting Clube de Portugal à não divulgação pública dos seus dados pessoais" colhe, pois não só é permitido explicitamente na Lei de Protecção de Dados Pessoais, como existe o consentimento pelos sócios ao aprovarem o dito Regulamento em Assembleia Geral.

 

Mas se ainda assim, consideravam a norma abusiva, tiveram 4 anos de mandato para a alterar, não o tendo feito, assumindo-se assim a sua concordância.

 

Perante tudo isto, qualquer interpretação sobre as reais razões desta recusa, com desculpas cada uma menos sustentada que a outra, o incumprimento das suas obrigações e o incorrer na ilegalidade será válida.

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publicado às 14:33

Conversa da treta

por Trinco, em 20.02.17

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Tenho, neste espaço e por opção própria, me afastado de grandes comentários sobre as tricas e discussões eleitorais. No entanto, algo me parece impossível deixar passar em branco.

 

Azevedo de Carvalho, num discurso no Núcleo Sportinguista de Moura, onde mimetizou Paulo Futre (sim, esse que fugiu para o Porto alegando razões psicológicas e preferiu o Benfica ao Sporting no regresso a Portugal, festejando efusivamente golos contra este), tratando os presentes como catraios, afirmou que Madeira Rodrigues "andava a vender o Clube lá fora".

 

Será que a memória é tão curta que se esquece que apareceu lado a lado com (e nem vou fazer comentários à origem e honorabilidade do dinheiro ou seus detentores Leonid Tyagachyev, ex-presidente do Comité Olímpico Russo e ex-agente do KGB, Alexander Nazarov, ex-governador da Chukotka e Yuri Pachechnik, dono da empresa de construção civil Stroi Center,  apresentando estes como investidores num fundo de capital de risco (do mesmo tipo aos quais agora faz peito) de €50M que seguramente não seriam isentos de contrapartidas?

 

Ou que a 24 de Abril de 2012, em Assembleia Geral em Odivelas, apresentou a garantia da entrada de €70M na SAD provenientes de um fundo norte-americano que lhe tinha sido proposto por essa tão idónea personagem, Artur Baptista da Silva (sim, o mesmo que se fazia passar por economista, professor de uma universidade americana inexistente e consultor da ONU)?

 

Não contente com isso, ainda consegue afirmar que não adianta pôr dinheiro no Clube pois "o investimento vai logo parar aos bancos". Isto quando ainda há meses afirmou a entrada de um, sem que ainda o tenha identificado e quando o plano de reestruturação assim obriga, apresentando inclusive uma medida, o naming de Estádio, Multidesportivo (que até já tem, mas em frente...), Academia e Pavilhão que não só é repetida do programa de 2013, sem que nada tenha conseguido ser alcançado (quem consegue o naming se nem metade das bancadas têm patrocínio) como é base do que Madeira Rodrigues tenta "vender".

 

Garantidamente a incoerência é valor de alto significado para Azevedo de Carvalho, apostando em consonância com a indiferença critica e falta de memória e conhecimento de muitos Sportinguistas de olhos enevoados com o auto-proclamado D. Sebastião.

 

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publicado às 09:48

O Comendador (ainda outra vez...)

por Trinco, em 18.02.17

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O Comendador não pára.

 

O Comendador trata as reuniões magnas do Clube como um congresso partidário afrontando os princípios associativos.

 

O Comendador admite e até colabora no desrespeito dos princípios de reserva das Assembleias Gerais.

 

O Comendador gosta de votações de braço no ar, propondo-as a todas as votações (ou quase) ignorando os princípios de secretismo do voto.

 

O Comendador conta mais de 300 braços no ar em menos de 2 segundos, resultando regra geral na declaração de unanimidade (mesmo que esta não aconteça) desprezando os princípios do rigor.

 

O Comendador é conivente com atropelos na lei e nos estatutos aceitando alterações estatutárias fora da ordem de trabalhos, desrespeitando os princípios da lei.

 

O Comendador aceita ser juiz e jogador do mesmo jogo desrespeitando os princípios da transparência e isenção.

 

O Comendador recusa responder aos pedidos formais desrespeitando os princípios do dever de esclarecimento.

 

O Comendador incumpre na publicação de acordo com os regulamentos aprovados das Assembleias Gerais que ele deveria ser o mais profundo defensor, desrespeitando os princípios legais.

 

O Comendador, não podendo nem devendo eu, colocar a sua honorabilidade e seriedade em causa, desrespeita os princípios de adequação à função e não pode continuar como figura institucional, representante dos sócios e presidente do acto principal do Clube.

 

Nota adicional: Para que conste e relativamente aos Cadernos Eleitorais, a redacção do regulamento estipula

Artigo 30º

Cadernos Eleitorais

2. Tais cadernos, de que constam todos os sócios com capacidade eleitoral activa, estarão concluídos e disponíveis até 15 (quinze) dias antes do início do acto eleitoral, devendo ser imediatamente afixados na sede do Sporting Clube de Portugal e publicados no sítio oficial do Sporting Clube de Portugal na Internet.

 

Sendo que sob absolutamente nenhuma interpretação, o que está disponibilizado no site pode ser considerado um Caderno Eleitoral (por caderno eleitoral, entende-se a relação dos sócios habilitados ao exercício de voto).

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publicado às 15:22

O Pavilhão...Carlos Lopes

por Trinco, em 18.02.17

img_770x433$2016_09_29_19_56_23_1163363.jpgFoto: João Miguel Rodrigues/Record

 

 

A 11 de Março de 2013, a menos de 15 dias da data das eleições, é anunciada que a A Fundação de Solidariedade Social Aragão Pinto, presidida por Azevedo de Carvalho, iria reabilitar e explorar o Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, com resultado de um concurso público internacional de concessão. Nessa altura, essa vitória foi usada como, mais que promessa, trunfo eleitoral, sendo usada à náusea pela máquina de propaganda essa relação potencial com o Clube, por mais que os pressupostos do concurso fossem outros.

 

A 14 de Março de 2013, a autarquia decide adiar a decisão relativa à concessão da exploração por dúvidas levantadas por um conjunto de vereadores, relativamente à capacidade financeira da fundação atrás referida. Esta noticia foi desvalorizada como sendo a CML a evitar tomar partidos nas eleições de um Clube, continuando a máquina a cavalgar na ideia do Pavilhão ser utilizado pelo Clube.

 

A 10 de Julho de 2013, a CML votava a exclusão da proposta apresentada pela Fundação Aragão Pinto por esta ter falhado a justificação da sua capacidade financeira com a apresentação uma garantia idónea para a reabilitação do espaço, numa obra estimada em cerca de €7M.

 

A 24 de Junho de 2015, a CML constitui um direito de superfície a favor da Associação de Turismo de Lisboa por 50 anos que assim ficou encarregue de o reabilitar para eventos de cultura, artísticos e desportivos com obras de reabilitação, que custariam €8,5M, com prazo de 2 a 3 anos.

 

A 29 de Setembro de 2016 a Associação de Turismo de Lisboa prevê que as obras estejam concluídas na data de celebração dos 70 anos do atleta que dá nome ao equipamento

 

Carlos Lopes faz hoje 70 anos (muitos parabéns Campeão) e o Pavilhão Carlos Lopes é também hoje reaberto.

 

Apenas mais um exemplo do conceito peculiar de rigor e transparência! E já agora dos fins justificarem os meios. Ou até das diferenças entre o parecer e o fazer e até das pós-verdades que eram conceito não existente à época mas habilmente utilizado por Azevedo de Carvalho.

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publicado às 07:51

Paulista

por Trinco, em 17.02.17

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A 7 de Agosto de 2015, a Sporting SAD informa da chegada de Bruno Paulista num empréstimo de uma temporada que passaria a título definitivo mediante o pagamento de aproximadamente €3,3M.

 

Em Setembro de 2015, fica-se a saber em R&C da SAD de uma parceria com o Recreativo Caála, sem que se perceba qualquer ligação a este ou outro qualquer jogador.

 

Em Dezembro de 2015, são expostos os contratos assinados pelo jogador com a Sporting SAD, que lhe atribuem uma remuneração anual de €550k e o contrato multi lateral assinado pela Sporting SAD, pelo Bahia, clube detentor do seu passe e inesperadamente pelo Recreativo Caála como adquirente dos direitos do jogador a Janeiro de 2016 cedendo-o até Junho do mesmo ano.

 

Bruno Paulista faz 1 minuto na Liga Portuguesa,  142 minutos na II Liga, 72 minutos na Taça da Portugal e 180 minutos na Liga Europa ao longo de toda a época, tendo estado desde Outubro de 2016, 123 dias lesionado.

 

Apesar disso o Sporting terá exercido e a pedido expresso do treinador, um direito de preferência na contratação definitiva, presume-se ao Recreativo Caála, de 80% do seu passe por €3.5M, mantendo um salário de €550k por ano, ao longo dos 5 anos contratados.

 

Nesta época, o jogador faz 24 minutos na Liga Portuguesa e 90 minutos na II Liga.

 

Em Janeiro de 2017, pretendendo emprestar o jogador para rodar ao Vasco da Gama, fica-se a saber que tal é bloqueado pelo Recreativo Caála por ser detentor de 90% do passe do jogador (com 10% a pertencerem ao empresário brasileiro Carlos Leite), estando afinal o jogador emprestado até 2021 com opção de compra.

 

Para "esclarecer" ainda mais as coisas, a CBF declara que o jogador consta dos seus registos como jogador do Bahia, tendo sido emprestado pelos brasileiros ao Sporting e não vendido ao Recreativo Caála, sendo que terá dado entrada novo contrato de Paulista a 30 de Junho de 2016, 3 dias depois do anunciado acordo com o Sporting para um vínculo até 2021.

 

Confuso? Nada! Apenas um conceito peculiar de rigor e transparência!

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publicado às 10:05

Responsabilidades

por Trinco, em 16.02.17

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A equipa de Andebol, com Zupo Equisoain, um treinador reconhecido no mercado e com preço a condizer, no seu comando, classificou-se na época passada no 4º lugar, foi finalista vencido na Taça de Portugal e eliminada na 2ª Eliminatória da Taça EHF. O plantel contou com as caras novas de Carlos Carneiro, João Paulo Pinto, Aljosa Cudic, Daniel Svensson e Samvel Aslanyan. Foi uma época claramente abaixo das expectativas em que o treinador demonstrou por várias vezes fraco controle emocional que contaminava a equipa, com esta sempre em dificuldades em se demonstrar como um grupo coeso. Apesar disso, Zupo foi mantido no cargo e a época seguinte viu entrar Matej Asanin, Carlos Ruesga, Michal Kopco, Igor Zabic, Cláudio Pedroso, Janko Bozovic e Ivan Nikcevic, tudo jogadores de reconhecido valor e maior custo, naquela que foi uma forte aposta para este ano eleitoral. Neste momento, a equipa encontra-se no 2º lugar a 3 pontos do 1º, mas com mais um jogo, a disputar os 1/4 da Taça de Portugal com o SL Benfica e os 1/8 da Taça EHF. A equipa, apesar de a espaços apresentar algum brilhantismo teima em não se assumir como equipa, falhando recorrentemente nos momento decisivos. O Clube e Zupo Equisoain terminaram o contrato por mútuo acordo, o que geralmente equivale a dizer que o Clube se manterá apagar os seus encargos até ao momento que o treinador encontre novo clube.

 

A equipa de Hóquei com Nuno Lopes e os já sonantes reforços André Centeno, Luis Viana, Esteban Ábalos e Cacau, foi, na temporada passada 4º Classificado no Campeonato Nacional, eliminada nas 1/2 da Taça de Portugal, vencedora da Supertaça, finalista vencido da Supertaça Europeia e eliminado nas 1/2 da Taça CERS. Em Dezembro de 2015 é contratado um coordenador geral profissional, José Trindade, que se torna responsável operacional do edifício do Hóquei Leonino. Na nova época, dois dos reforços sonantes da época anterior são empurrados para fora e são contratados, em mais uma forte aposta, Sergi Miras, Caio, Ferran Font, Pedro Gil e Gonçalo Nunes, com Henrique Magalhães, recém campeão europeu, a ser contratado e emprestado. A equipa, dirigida por Guillem Pérez encontra-se em 4º lugar no Campeonato Nacional a 10 pontos do 1º, disputará os 1/16 da Taça de Portugal com o FC Porto e afastada na fase de grupos da Liga Europeia. A época fica marcada por dois erros técnicos incompreensíveis. Um que implica uma derrota com atribuição de falta de comparência devido à utilização irregular de um jogador e outro que implica a expulsão de treinador e jogador por entrada irregular no recinto de jogo no derbi. O Clube e José Trindade terminaram o contrato por mútuo acordo.

 

Na equipa B de Futebol, João de Deus comanda um plantel que já usou 38 jogadores que viu entrarem de novo, no que só pode ser entendido como forte aposta, nad amenos que 16: Federico Ruiz, Eduardo Pinheiro, Diogo Nunes, Ricardo Guimarães, David Sualehe, Fidel Escobar, Leonardo Ruiz, Budag Nasyrov, Liam Jordan, Ricardo Almeida, Bilel Aouacheria, Boubakar Kouyaté, Pedro Delgado e mais recentemente Gelson Dala, Ary Papel e Merih Demiral. Destes, alguns já foram emprestados a outros clubes e não menos de 4 estão emprestado por outros clubes ao Sporting. Dos 38 utilizados, apenas 18 vêm directamente da formação, mesmo contando com os que já são seniores do plantel A. A equipa encontra-se no 21º lugar, penúltimo a 33 pontos do líder. a 3 pontos da linha de playoff de despromoção e 5 da linha de água. O Clube e João de Deus terminaram o contrato por mútuo acordo e são insistentes os rumores da possibilidade de encerramento desta equipa.

 

3 exemplos de 3 equipas, de 3 modalidades, onde o custo e investimento há demasiado tempo não tem correspondencia nos resultados. Mas o trabalho é fantástico, pleno de rigor e competencia e claramente o melhor que poderia ter acontecido ao Clube, feito de planeamento a médio e longo prazo, com projectos desportivos profundamente sustentados, sendo que os adversários temem-nos cada vez mais.

 

Se o encerramento de equipas pelo falhanço desportivo fizer carreira, para o ano temos o Futsal...

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publicado às 09:25

Resistir

por Trinco, em 13.02.17

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Mesmo na noite mais triste

em tempo de servidão

há sempre alguém que resiste

há sempre alguém que diz não.

 

 

 

Trova do vento que passa

Adriano Correia de Oliveira

 

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publicado às 22:56

Incongruências

por Trinco, em 09.02.17

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Uma viagem pela memória que demonstra como mudaram as coisas...

 

Faz hoje 3 anos que o Sporting se deslocava ao Estádio da Luz, a 2 pontos do visitado, então 1º classificado com 40 pontos, e com a possibilidade de assumir a liderança da Liga.

 

Esse jogo não se chegou a realizar nessa data, por razões de segurança e a conselho da Protecção Civil. Parte da cobertura em painéis sandwich, por acção do vento soltou-se, tornando-se um risco, quer para público quer para atletas e demais agentes no relvado.

 

O Sporting, nessa altura a viver um romance de alinhamentos com o rival, é lesto a desvalorizar o caso, assumindo, nomeadamente pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Liga dos Bombeiros, ser uma situação extraordinária, aceitando o reagendamento para 2 dias depois, recusando qualquer protesto e menorizando as questões de segurança e manutenção dos recintos. Aliás, nem um protesto contra a saída diferida dos adeptos Sportinguistas em situação de evacuação de emergência que se viram retidos no recinto por mais de duas horas naquelas condições foi verdadeiramente lavrado.

 

O regulamento em vigor na altura referia no seu artigo 94º que

1.Quando um jogo oficial não se efectuar ou não se concluir em virtude do estádio não se encontrar em condições regulamentares por facto imputável ao clube que o indica, é este punido com a sanção de derrota

 

E no seu anexo IV que

Caberá também aos clubes juntamente com todas as pessoas responsáveis pela gestão dos respectivos estádios, a organização e a implementação das medidas necessárias para que antes, durante e após a realização dos jogos sejam prevenidas e evitadas quaisquer manifestações de violência e quaisquer situações de risco potencial para a segurança das pessoas nos estádios.

 

E já agora, para perceber o extraordinário das condições convém saber que o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos de Espectáculos e Divertimentos Públicos refere no seu Artigo 15º que 

1 - Os recintos destinados a espectáculos e a divertimentos públicos devem ser dotados de elementos estruturais estáveis, com resistência mecânica adequada às acções e às solicitações a que possam ser sujeitos nas condições de utilização mais desfavoráveis.

 

E o Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes indica que os valores médios para a acção do vento sobre da cobertura do estádio seriam cerca de 100km/h num períodos constantes de 10 minutosa ao que se acrescentam os coeficientes de segurança obrigatórios para situações extremas que elevam esse valor em aproximadamente 50%, ou seja, a estrutura devia resistir a rajadas de cerca de 150km/h.

 

Acontece que essas condições não aconteceram. De facto, a rajada máxima registada nessa altura em Lisboa seria abaixo dos 90Km/h

 

Não se tratava no caso de ganhar na secertaria, tratava-se de defender os interesses do Clube e até os interesses do Futebol e cumprimento das regras. Inclusive num estádio que era reincidente no não cumprimento das condições de segurança pelas quais e pelo menos motivo (queda de partes da cobertura) já tinha visto um jogo a ser adiado uma nao antes num jogo da sua equipa B com o Feirense.

 

O Sporting terminou o campeonato em 2º lugar a 7 pontos do seu adversário nesse jogo.

 

O que teria acontecido caso o Sporting assumisse a liderança da Liga a 13 jornadas do fim.

 

Era nessa altura o actual presidente tenrinho e inexperiente ou terá cedido aos alinhamentos? Ou o temos que deixar de ser anjinhos e ganhar a todo o custo depende só das alianças do momento?

 

 

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publicado às 08:55

O Comendador (outra vez...)

por Trinco, em 08.02.17

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O Comendador foi um dos dinossauros autárquicos deixando após os seus mandatos uma dívida municipal superior a €30M.

 

O Comendador defendeu como testemunha em tribunal o arguido Paulo Penedos no processo “Face Oculta”

 

O Comendador é presidente de MAG's de filarmónicas, centros de convívio e aeroclubes.

 

O Comendador foi tirar o curso de Direito aos 60 anos.

 

O Comendador apoiou expressa e publicamente o Clube da sua região numa Final da Taça contra o Sporting. 

 

O Comendador é um praticante ávido da "microfonice"

 

O Comendador foi apoiante declarado de Godinho Lopes até ao seu ultimo extertor.

 

O Comendador destratava o então proto-candidato de garoto e rapazola para baixo.

 

O Comendador, sedento de palco, aceita ser candidato a Presidente da Mesa da Assembleia Geral pelas listas do então proto-candidato.

 

O Comendador é eleito.

 

O Comendador, dirige as Assembleias Gerais, num misto de congresso partidário, assembleia religiosa e reunião de condóminos.

 

O Comendador permite constantes atropelos ao funcionamento das AG's e até aos estatutos e lei geral.

 

O Comendador permite, ao propor a aprovação da transmissão das homilias presidenciais, a quebra do principio de acesso restrito às AG's, no que é considerado uma "mudança de paradigma".

 

O Comendador conta votos de 300 braços no ar em fracções de segundo declarando unanimidade.

 

O Comendador a não presença de sócios em AG's como não voto de confiança e de apoio.

 

O Comendador, contrariando a lei eleitoral geral, considera que pode ser candidato e juiz do processo eleitoral.

 

O Comendador, acha que cumpre os requisitos de isenção para gerir um processo em que é interessado.

 

O Comendador, desconhece os procedimentos e regimento daquilo que preside e falha formalmente a resposta a uma reclamação apresentada (Artº 60º do regulamento das AG's).

 

O Comendador, além de não ter capacidade, não tem rigor nem isenção.

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publicado às 09:16

É pouco...(ou a espera das facções)

por Trinco, em 07.02.17

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Madeira Rodrigues apresentou-se no momento certo. Apresentou-se a 15 de Dezembro, com o Sporting no 3º lugar a 5 pontos do líder, acabado de passar aos 1/4s de final da Taça de Portugal e ainda com a Taça da Liga para disputar.

 

Não teve medo, assumiu-se quando considerou ser o momento e sem esperar estratégica e cinicamente por outras movimentações. Não fazia parte do "star system" de Alvalade, sendo um quase um desconhecido mas podendo também por isso capitalizar a vontade de mudança e o enfado dos mesmos nomes de sempre. Mostrou-se nervoso, algo inexperiente e com falhas, como seria de esperar, mas demonstrou-se convicto e positivo, num discurso com elevação.

 

Manteve-se razoavelmente contido até ao momento da apresentação da candidatura e programa. Aí, ganhou algum impulso. Mas falhou em manter o momento. Falou em trabalho de equipa mas aparece sempre sozinho sendo praticamente o único elemento activo da campanha. Apresenta algumas medidas e propostas mas não as consubstancia ou explica. Silencia-se e some-se na abordagem corrente ao Sportinguista e desperdiça tempo e o espaço que deveria ganhar e marcar como seu.

 

Até à formalização das candidaturas perante o Presidente da Mesa da Assembleia Geral cede inesperadamente ao pior tema que poderia escolher (o seu adversário), fazendo deste o seu foco recorrente nas suas comunicações, colocando-se a jeito dos detractores que o carimbam, como sem ideias e como apenas um "hater". Isto para já não falar das várias vezes que colocou alvos nos seus próprios pés e sem temor descarregou chumbo neles.

 

É neste período, entre estes 3 momentos, em que a tempestade pouco previsível até há uns poucos meses atrás acontece, que várias facções, até então cristalizadas nas suas próprias estratégias, tímida e tardiamente se movimentam, de maneira a procurar outra solução. Estas vêm em Madeira Rodrigues alguém mal preparado e sem capacidade de catalisar o descontentamento. Vêm nele uma solução fraca, valendo 5 ou 10% no máximo, mas não se assumem o seu valor intrínseco e a vontade de mudar.

 

Os bons (com aspas e sem aspas) acomodam-se nas suas trincheiras a ver o circo a arder e o Clube a deteriorar-se e a jogar mais uma vez o "waiting game" até que as condições sejam optimizadas na sua ideia estratégica, sem perceber que o futuro ainda não existe e que é no presente que o mesmo se constrói. Jogam numa crença de falhanço a prazo e tornam-se cúmplices do que venha a acontecer a 4 de Março. Jogam todos na convicção que Godot aparecerá. E o Sporting, adia-se novamente!

 

E desperdiçam o que identifico como uma considerável onda escondida de descontentes do rumo e da presidência de Azevedo de Carvalho, que não falam e não assumem, até para não sofrerem as consequências disso, mas reconhecem individualmente a necessidade de um basta e de uma mudança. Anónimos estes que, ao mesmo tempo que esperam e desesperam por uma solução que os agarre, se mostram muito reticentes na solução que se lhes coloca à disposição.

 

É óbvio e evidente que Azevedo de Carvalho está confortável e confiante pois não vê no seu adversário um oponente à altura, permitindo-lhe a proverbial arrogância e narcisismo funcional e começando já a recorrer às suas tradicionais estratégias de baixa política. Demonstra mais desconforto com o que vai sendo dito e escrito por jornalistas e rivais, que pelo seu adversário. Já Madeira Rodrigues tarda em mostrar conhecimento (e quando falha fica a dúvida sobre a existência do mesmo), tarda a marcar a agenda eleitoral, tarda em aproximar-se dos Sportinguistas e tarda em mostrar real vontade e aptidão de ser Presidente do Sporting. Se vai a tempo? O tempo o dirá, mas diria que as coisas não correm a seu favor e que os debates (ainda que não os considere decisivos numa eleição de Clube) poderão ser demolidores se ele não evolui. Resta saber se ele acha que precisa evoluir, se ele quer evoluir, se ele evolui. Ou se acha que dizer que a 4 de Março será presidente é suficiente.

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publicado às 10:57


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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