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O momento

por O 6º Violino, em 20.02.22

 

sitesporting.jpg                            Aos dias de hoje torna-se mais fácil escrever sobre Sporting. Mas a facilidade pode significar banalidade dos textos ou discursos. Por isso escrevo após a copiosa derrota da passada jornada europeia. Aqui nunca gostámos de ser mais um. Nem de conversas de café sobre um árbitro, treinador ou jogador. Para isso existem centenas de textos semanais, quase iguais.

Mas vamos ao que interessa. O Sporting está bem e recomenda-se.

Não só no plano desportivo, no que ao futebol sénior masculino diz respeito, também no investimento em infra-estruturas, como são exemplos o nosso Estádio e a nossa Academia. Quem hoje visita o Estádio e a Academia pode ver a diferença sem necessidade de usar óculos de aumentar.

No plano financeiro há um caminho a percorrer, continuando a redução de custos, aproximando o equilíbrio entre receitas e despesas correntes. Algo que nenhuma Direcção conseguiu, todos os exercícios que apresentaram lucro foram resultado de receitas extraordinárias. Agora que as condições sanitárias tendem a aliviar, o caminho deve ser trilhado dessa forma.

O ambiente em torno do Clube é finalmente saudável, a grande maioria dos sócios voltou a ter orgulho, vaidade e "cagança" em ser, falar e sentir Sporting. Tão diferente do ambiente de 2018. Hoje, e passados quatro anos da pior crise da nossa longa história, somos respeitados e deixámos de ter medo dos adversários em Portugal, mesmo com dores de crescimento. A azia dos adversários é saberem que contamos para o Totobola e sem receios.

Uma das maiores provas de amor dos adeptos ao seu Clube ficou espelhada no final do último jogo europeu, após copiosa derrota, contra um dos actuais colossos do futebol mundial.

Assim chegamos a eleições, no próximo dia 5 de Março. Segue-se o habitual período eleitoral em que se devem aproveitar as oportunidades para o debate de ideias, colocação de dúvidas e apresentação de soluções. Isto num Clube que se quer normal, porque não foi isto que aconteceu ao longo deste mandato, desde as "peixeiradas" nas Assembleias gerais, aos insultos constantes, ao chorrilho de mentiras criadas em torno do Clube.

Das três listas apresentadas temos a de Frederico Varandas, uma lista de continuidade com ligeiras alterações, em que as saídas dos lideres da Mesa da Assembleia Geral e do Concelho Fiscal e Disciplinar são compensadas pelas ascensão dos actuais "vices". São três anos e meio de experiência e conhecimento adquiridos, com provas dadas, com um percurso difícil. O caminho das trevas.

Estamos hoje muito melhores do que estávamos há três anos e meio, negar tal facto só por manifesta ignorância, má fé ou desonestidade intelectual. Ou várias dessas coisas.

A lista encabeçada por Nuno Sousa mais não é do que um pequeno aglomerado de saudosistas de um passado recente e triste. A lista do Brunismo descarado, do Twitter Clube de Portugal, onde podemos encontrar um ex-deputado ligado ao Brunismo, organizador e facilitador de um congresso em Viseu, que durante uns tempos recebia os "quinhentinhos" pelas prosas semanais televisivas em defesa do seu querido amo. Encontramos ainda i execrável responsável da "Tasca do Cherba", um rapaz agitador de redes sociais, defensor e cúmplice do Brunismo, um dos responsáveis do vergonhoso "movimento basta". Um especialista em comunicação na área do calão e ordinarice. O Pedro afinal deixou cair a máscara do independente, tinha agenda. 

Defende, esta candidatura, a reintegração daqueles que os sócios decidiram em várias instâncias expulsar. Ainda não perceberam que a página virou, que o Mundo do Sporting mudou.

O desconhecimento dos Estatutos do Clube é assustador.

Sabem que não valem 5% da votação.

Por fim, a lista encabeçada pelo actual Presidente da Federação de Padel, Ricardo Oliveira, Federação essa que integra os colegas de lista Eugénio Dias Ferreira, como primeiro subscritor, Luis Natário candidato a Presidente da MAG e o artista Adelino Caldeira. "Diz-me com quem andas..."

Esta é a lista do chamado "saco de gatos". Vejamos: O Candidato a Presidente da M.A.G., Luis Natário é um dos "pais do Brunismo", tendo-se incompatibilizado com o dito algum tempo depois, ainda durante o decorrer do primeiro mandato do actual DJ. A inclusão de Jorge Sanchez, ex-vogal das direcções do Carvalho, André Dias Ferreira,acérrimo defensor do "Brunistão", que teve o seu palco de Sporting TV enquanto a festa do Carvalho durou. Manifesta desde há três anos e meio um ódio a Frederico Varandas, juntamente com o seu pai, que também ficou sem o palco da televisão leonina. Ah, e os convites,que chatice.

Eugénio Dias Ferreira que publicamente defende a venda da maioria da SAD, ao contrário do que diz Ricardo Oliveira. Das duas uma, ou Dias Ferreira não apoia o programa de Ricardo Oliveira ou Ricardo Oliveira esconde a possível intenção de vender a maioria da SAD. As duas opiniões é que não são compatíveis. Ricardo,o Presidente do Padel fez parte da lista de Dias Ferreira em 2018, tendo obtido a confiança de cerca de 500 sócios. Do outro lado do "saco de gatos", Mário Patrício ex-dirigente do tempo de Godinho Lopes, que saiu com uma choruda indemnização do Sporting, e em litígio com a direcção do Carvalho. Mas que recebeu uma nota preta, recebeu. É o representante da chamada "Ala Rocha", juntamente com um funcionário do grupo dos filhos de João Rocha, que nunca quiseram saber do Sporting nas últimas décadas. Patrício, recentemente corrido de uma Junta de Freguesia de Lisboa padece agora de um emprego. Leva consigo meia dúzia de votos de "claqueiros" que já não deviam estar em liberdade.

A mesma liberdade que os sócios terão em fazer escolhas.

SL

 

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publicado às 14:49

Onde vai...

por O 6º Violino, em 12.05.21

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Diz-se que habitualmente escrever ou falar sobre as vitórias é mais fácil. Nem sempre assim é, principalmente quando falamos ou escrevemos com a emoção à flor da pele, e menos de 24 horas após a conquista de um titulo de Campeão Nacional de futebol sénior masculino.

O país Sportinguista saiu à rua. Dos mais novos aos mais velhos, gerações de leões ansiosas de festejar, de libertar anos de frustração de resultados futebolísticos. Que bonito foi, que orgulho e emoção. Faço aqui uma ressalva para a péssima organização, para alguns excessos policiais e comportamentos erróneos de alguns adeptos, que teimam em ser o centro das atenções.

Rúben Amorim foi aposta de risco pelos custos financeiros. Foi aposta pessoal de Hugo Viana com a concordância de Frederico Varandas. Voltando uns meses atrás e procurando declarações dos "notáveis" do Sporting, seriam talvez 10% os adeptos que concordaram com a operação, no que aos custos diz respeito. Rúben Amorim era o "lampião" sem provas dadas, com uma dúzia de jogos na Primeira Liga. Varandas era o irresponsável louco que encheu os cofres de um rival directo, estava perdido. As manifestações nas redes sociais exigiam eleições antecipadas, os saudosistas do antigo regime saíam à rua em protesto. Os que ficaram sem o negócio ameaçavam tudo e todos. Os programas de debate desportivo eram o trampolim para a má língua. Não deram sequer o beneficio da dúvida. O histerismo estava instalado. As contratações de inicio de época sofreram ataques de imensos quadrantes do universo de "experts" de que o Sporting é detentor. Adan era velho, Antunes estava acabado porque não jogava há um ano, Feddal era um coxo, Neto estava velho e ninguém o queria, as contratações no mercado interno eram um lampião vindo do Rio-Ave e um jogador do Famalicão caro e banal. E o que dizer dos calções do Porro? Que horror!

Era tudo mau, íamos lutar pelo sétimo lugar, tínhamos vendido os melhores activos herdados de um passado vitoriosos, diziam eles, os "experts", os que sabem tudo, os que opinam sobre tudo, mas que pouco ou nada fizeram pelo Clube durante anos a fio. A eliminação da Liga Europa pelos desconhecidos do Lask, numa altura em que a pandemia afectava jogadores e equipa técnica foi o tiro de partida para o destilar de ódio e veneno sobre toda a estrutura Sportinguista. O veneno diário na imprensa crescia, jornais, rádios e televisões deram eco a todos os "gatos pingados" que à entrada mostravam a "pistola para disparar" contra quem tinha a responsabilidade e o mandato dado pelos sócios para fazer escolhas. 

Famalicão é um dos marcos decisivos para a história desta temporada. A injustiça do resultado, a forma de como foram sonegados 2 dos 3 pontos, foi o sinal dado ao plantel para que se unisse em torno de um objectivo, nasceu o #ondevaiumvãotodos.

Mas não fomos todos, fomos muitos, mas o resto ficou a espreitar cada resultado menos bom para sair da toca e vaticinar mais uma época de frustração e apontar baterias aos decisores. Cada resultado frustrante serviu de arma de arremesso e de enxovalho para a estrutura. Aos poucos, alguns dos "experts" fizeram lembrar os contorcionistas asiáticos (talvez fruto de alguma azia), quiseram apanhar o "comboio em andamento", esquecendo as criticas iniciais e fazendo do treinador o único responsável pelos bons resultados, como se tivesse caído em Alvalade vindo de Paris numa qualquer cegonha.

Choupana, Famalicão, Braga, entre outros, deram o sinal de que, afinal, a equipa menor, sem qualidade e com o treinador lampião, podia ser feliz. E fomos. Fomos quase todos felizes, poucos preferiam que não para poderem continuar a narrativa do contra. Mas esses perderam, tal e qual como os nossos rivais externos. E tão bom que é vê-los derrotados, tão bom que é ver os verdadeiros Sportinguistas orgulhosos e felizes. 

Fortes foram os que durante meses foram insultados, caluniados e enxovalhados, mas sempre, sempre do lado certo e no apoio incondicional ao Clube. Foi a vitória da coragem, a vitória da resiliência, do querer fazer bem, do orgulho em representar um colosso chamado Sporting, da empatia de grupo, da confiança no trabalho feito, e na esperança de que o melhor está sempre para vir. E o melhor é sempre o Sporting. Nos bons, mas também nos maus momentos, nos quais muitos ficam na plataforma e o comboio parte quase sempre vazio.

O Sporting Clube de Portugal é Campeão, 3 anos depois da maior vergonha da sua centenária história. Esse passado não voltará!

Obrigado rapazes de verde e branco!

SL

 

 

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publicado às 17:46

Missão cumprida!

por O 6º Violino, em 06.12.20

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Calheiros, Guimaros, Ferreiras, Batistas,Valentes, Costas, Dias, Santos, Paratys,Paixões, e agora Godinhos, são apenas alguns dos peões do xadrez que tem sido o conspurcado futebol português nas últimas décadas. Em comum todos foram ou são competentes. Em comum, estavam ou estão a mais no futebol, porque estão ao serviço da máquina que estraga o desporto-rei em Portugal. São a face mais visível de um sistema que aos poucos vêm matando a indústria do futebol. São muitos os milhões que estão em jogo, são muitos os interesses instalados e disputados nas últimas décadas por duas faces da mesma moeda, com pequenas aparições de outros clubes. 

A época ainda agora vai no inicio, e a equipa do Sporting tem dado mostras de uma competência muito acima da do ano passado, no campeonato português. Ao invés, os mais directos adversários foram perdendo pontos onde menos esperavam. E ainda na jornada que agora terminou tiveram vitórias muito tremidas, mostrando pouca qualidade de jogo. Como as coisas estão tremidas, a única solução é travar o Sporting.

Para começar a escalpelização do jogo de ontem, relembro que no passado jogo, aos 7 minutos de jogo o Sporting beneficia de um golo irregular, à luz das novas regras. Volto a frisar, aos SETE minutos de jogo, com mais de 80 por jogar.

Vamos então ao jogo de ontem:

Minuto 22, penalty falhado, com invasão de área por parte de pelo menos 4 jogadores do Famalicão em frente a Luis Godinho. Amarelo a Pote por simulação.

Por simulação, aos 48 minutos, um jogador do Famalicão é mandado levantar, depois de tentar sacar falta de Coates, à entrada da área, zona lateral.

Por falar em Pote, aos 79 minutos é mostrado o segundo amarelo por afastar ostensivamente a bola para longe depois de uma falta assinalada. Repito, por afastar a bola para longe do local onde a falta foi cometida. O mesmo Luis Godinho que mostra amarelo a Pote é o mesmo que aos 46 minutos não mostra amarelo ao jogador do Famalicão que chuta a bola para longe do local de onde o Sporting ia beneficiar de um lançamento. Dualidade de critérios? Claro que não, apenas o habitual beneficio da dúvida que deve ser dado ao árbitro. Pelo menos a alguns.

Continuemos, que a festa nem a meio vai.

47 minutos, entrada de sola, duas no caso, sobre Antunes, à semelhança da entrada de Zaidu no jogo com o Porto (e já lá vamos) sobre Pedro Porro. Em ambos os casos era cedo para mostrar vermelho directo, convém "defender o espectáculo", como costumam dizer os cartilheiros cá do burgo.

52 minutos, falta à entrada da área sobre Nuno Santos que daria segundo cartão amarelo ao jogador do Famalicão. Zero, Godinho agradece mais uma vez o beneficio da dúvida, esse guarda-chuva.

Minuto 65, falta dentro da área do Famalicão por falta sobre João Mário quando tentava cruzar. João Mário não fez de Pizzi nem de João Félix, não deu dois gritos histéricos. Nem Godinho nem Soares Dias (já lá vamos) deram por nada? Era melhor não correr o risco do 1-3 já na segunda parte. A menos que um empurrão ostensivo nas costas seja considerado carga de ombro no Alentejo do Godinho. Mas só no dele.

 

Minuto 71, falta sobre Tiago Tomás merecedora de segundo amarelo ao jogador do Famalicão. Nada, mais uma vez, talvez Godinho não quisesse "estragar o jogo". Aquele jogo.

Entre outros mimos dados aos jogadores do Sporting pelos famalicenses, vamos ao minuto 89.

É um lance dividido em dois momentos. No primeiro momento só há dois jogadores a tentar saltar à bola, Coates e o guarda-redes do Famalicão. O terceiro interveniente, o defesa do Famalicão  apenas teve o objectivo de empurrar com o corpo Coates. É bem visível a rotação do corpo de Coates no ar, que quando toca no guarda-redes já está de gosta, tendo saltado de lado para a baliza, como é lógica de um movimento normal. Naquele lance nunca iria saltar de costas, é básico. Havendo toque no guarda-redes, o mesmo é provocado pelo empurrão a Coates, e ainda assim, fora da zona de protecção do guarda-redes, ao contrário de 2004/2005 na Luz, quando nos foi tirado mais um campeonato. Esse, sim, dentro da pequena área.

Mas o problema de Godinho é de "intensidade".

Vejamos, em Alvalade contra o Porto não houve intensidade suficiente para expulsar Zaidu, na falta grosseira sobre Porro, não houve intensidade no empurrão de Zaidu a Pote, para além do toque no pé. 

Em Famalicão não houve intensidade no empurrão a João Mário nem na entrada assassina sobre Antunes.

Mas......(rufar dos tambores) já houve intensidade no toque de Coates sobre o guarda-redes, ao mesmo tempo que não houve no empurrão sobre Coates.

Godinho, qual é a tua intenção, afinal? Nestes lances todos quem foi sempre o prejudicado?

Soares Dias, continuas com medo das ameaças das gentes da tua cidade? Podes estar descansado que da parte dos adeptos do Sporting não vão existir ameaças, normalmente deixamos isso para fazer aos nossos.

O que pode o Sporting fazer perante este cenário? Calar, baixar as orelhas, ou pelo contrário, denunciar as intenções destes artistas?

Aos jogadores, esses que nos têm enchido de orgulho, só podem estar ainda mais unidos e focados em lutar em cada jogo como se fosse o último das suas vidas. Na retaguarda estarão os verdadeiros Sportinguistas, quem gosta da verdade no desporto. Mesmo que empatem ou percam por demérito. O suor tem de ficar todo na camisola como até agora. Esse é o segredo.

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

 

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publicado às 23:12

#AçordaSporting

por O 6º Violino, em 17.08.20

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Não, não há engano no titulo desta prosa.

Aos dias intermináveis de uma pandemia que mudou o Mundo, embora ainda não haja noção dos efeitos da mesma, para muitos, ao Sporting juntou-se a pandemia da Açorda.

Açorda, que " gastronomicamente", é um dos pratos mais apreciados no país, no Sporting é o dia a dia esquizofrénico e de loucura .

Existem enumeras formas de fazer açorda, desde a de alho à de gambas, passando pelas alentejanas, etc..

Mas o Sporting, como Clube sui generis que é, cria as suas próprias açordas. E todos os dias há uma açorda nova.

Vamos então a algumas iguarias preparadas pelos sportinguistas:

Açorda de poder : É a açorda preferida de pseudo-notáveis, de pseudo-reservas morais, de pseudo-donos do Clube. Os ingredientes principais desta açorda são a vaidade, os egos, os interesses, o emprego, as mordomias, tudo em doses industriais. Desta açorda, e só falando em ex-Presidentes, apenas um ficou dependente.

Açorda de escolhas : as más opções constantes de todas as direcções, no que ao futebol diz respeito, desde técnicos a jogadores, passando por dirigentes sem preparação para os cargos que ocuparam e ocupam. Os ingredientes são também à escolha do leitor e em doses monstruosas. Também se podia chamar de "açorda pecado capital".

Açorda de claques : só no Sporting o poder das claques foi até há pouco tempo o poder de um órgão social. Despedem treinadores, agridem jogadores e dirigentes, com o beneplácito de alguns, que os "controlavam" com ofertas de bilhetes. Ao género de "uma mão lava a outra". Ingredientes usados na receita, também em doses generosas, várias doses de vergonha e medo.

Açorda de núcleos : Alguns núcleos não passam de centros de dia ou de cafés, não cumprem o regulamento aprovado para os mesmos, quer na composição dos seus órgãos sociais, quer nas obrigações perante o Clube. Neste particular, culpa do Conselho Directivo que não faz cumprir o regulamento. Quantos Presidentes de núcleo participam em Assembleias Gerais do Clube? Os ingredientes desta açorda são vários, desde a falta de vergonha, aos ex-dirigentes que passam horas com os núcleos na tentativa de minar a relação núcleo/clube, com várias pitadas de falta de noção.

Açorda de comunicados : No Sporting toda a gente faz comunicados, claques, núcleos, ex-presidentes, ex-candidatos, ex-qualquer coisa e ex-coisa nenhuma. Quem devia fazer mais, e não o faz, por manifesta incapacidade de comunicar, é o C.D.. Qualquer gato pingado faz um comunicado, normalmente contra os interesses do Clube e em causa própria.

Ingredientes, para além dos atentados à língua portuguesa, desespero, incongruência, vaidade pessoal, e o ser serviçal. Raros são os comunicados que acrescentam valor ao Clube. Mas é a democracia, um bem nem sempre bem aproveitado.

Açorda de votações : Uma oposição sedenta de poder, que nem sequer sabe explicar o porquê de ser contra novas formas de participação na vida do Clube, núcleos que se queixam de abandono, mas que são contra a abertura à participação massiva de sócios nas decisões, no Sporting tudo serve para discordar, é uma moda. Pode-se utilizar a estupidez humana como ingrediente principal na elaboração desta receita.

Açorda de reserva moral : vivem alguns na ilusão de se reserva moral do Clube, ou conhecer alguém que ache que é uma reserva moral. Nestes casos, ficam sempre em casa, nunca dão a cara. Outros ainda não perceberam que o seu tempo já passou há muito, com votações ridículas e em julgamentos pelos sócios do Clube. Nesta receita podemos usar o saudosismo como ingrediente principal e algum mau perder.

Açorda verde : O actual C.D. ainda não conseguiu deixar a aura de ser "muito verdinha", tendo falta de capacidade de reacção aos constantes ataques internos e externos. Ainda não percebi se é estratégia, se é incapacidade, ou se é cansaço. Ou tudo junto. São estes os ingredientes.

Aguardemos que a "gastronomia leonina " seja capaz de nos servir outros pratos, mais saudáveis e que a inteligência de colocar o Sporting em primeiro seja o principal ingrediente, em vez de açordas azedas.

SL

 

 

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publicado às 22:50

De quarentena ou de quatro?

por O 6º Violino, em 16.04.20

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Antes de mais, espero que os leitores e familiares se encontrem de boa saúde.

Nos tempos que correm são o bem mais precioso. Que continuemos a enfrentar os tempos difíceis com tenacidade.

Confesso que as saudades de escrever sobre o Sporting não eram muitas, nestes tempos difíceis percebemos o que realmente é prioritário nas nossas vidas. Mas é a minha opinião, não será a de todos. Há muita gente que tem em tempos de confinamento tanto tempo livre como antes da pandemia. E vão debitando opiniões, e vão abrindo focos de conflito, e vão massacrando o Clube, mesmo sem se agarrarem aos maus resultados desportivos do futebol. Eles não dormem, eles não têm vida, hoje, como no passado.

Não vou falar de pessoas que já deram muito ao Sporting no passado, a esses dou o direito de opinar e de debaterem o Clube, pelo respeito que merecem, mesmo sem concordar muitas vezes. Isso é saudável, haver debate de ideias, de apontar caminhos.

Mas surgem figuras que nunca fizeram nada pelo Sporting e que do alto da sua pretensa sabedoria, mais não fazem do que usar saltos altos para se mostrarem. Uma dessas figuras que ninguém sabe de onde saiu é Rui Calafate. Quem é Rui Calafate, afinal?

Diz ser dono de uma empresa de comunicação que ninguém conhece, que não tem funcionários quando se faz uma simples busca, não se lhe conhecem clientes, diz que faz ou fazia a comunicação de Santana Lopes, e é tudo o que se sabe da sua experiência profissional. No Sporting aparece pela mão de Pedro Baltazar. 

No último acto eleitoral trabalhou para João Benedito e "a meio do jogo", com o apoio de Pedro Baltazar a José Maria Ricciardi, abandonou o ex-jogador de futsal e virou agulhas para a candidatura do antigo banqueiro. Durante o mandato do ex-presidente destituído não se viu de Rui Calafate um único comentário público sobre o dia a dia do Sporting, mesmo que logo ao inicio tenha feito parte de grupos de contestatários. Mas nunca deu a cara, talvez por receio de ficar tremido na fotografia, ele que tanto gosta de viver da imagem.

Mas Calafate ultimamente, e desde que foi afastado da Sporting TV, tem manifestado a sua azia quase semanalmente, ora nas redes sociais, nas quais não falou de Sporting em cinco anos, quer em publicações online ou no seu espaço no jornal Record.

Calafate viveu durante cinco anos escondido debaixo de uma pedra em termos de Sporting.

Não vou adjectivar, deixo isso à consideração de cada um.

O que me faz confusão é a sua desonestidade intelectual. Nisso é profissional.

Peguemos apenas na sua última aparição:

Diz Calafate : "Adoro quando o Sporting é pioneiro...em lay-off entre os três grandes depois de ter realizado um empréstimo obrigacionista, antecipação de receitas televisivos, venda milionária de Bruno Fernandes...."

Vamos lá tirar o caroço a isto. Em Portugal existem, neste momento, quase um milhão de portugueses em lay-off.

O que o Rui omite é que este mecanismo faz com que o Sporting e demais empresas recorrentes, estejam impedidas de despedir funcionários dos seus quadros, e no caso do Sporting, colaboradores também a recibo verde.

O empréstimo obrigacionista concluído pela actual Direcção foi para liquidar um anterior que não foi liquidado pela anterior gestão, deixando o Clube em "default" perante os bancos e investidores. Sobre isso o Rui não disse nada na altura, e agora omite propositadamente.

Fez em Março um ano que o Sporting teve de pagar muitos milhões de euros a clubes e empresários para poder cumprir o fairplay financeiro da UEFA até final de Março de 2019, para poder participar nas competições europeias. O Rui sabe, mas omite descaradamente.

Diz agora que Bruno Fernandes foi uma venda milionária, quando em Janeiro criticou os valores envolvidos. Sabe o Rui, também, que o Manchester United ainda não liquidou a parcela devida ao Sporting, que já inclui um dos primeiros objectivos no contrato. Sabe mas omite, porque quer. Também deve saber, porque sabe tudo na sua cabeça, que o WBA não pagou os 10 milhões da transferência de Matheus Pereira. Que o Sporting também não recebeu a verba sobre a opção accionada sobre Misic. O Rui sabe, ou acha que sabe, mas omite. 

"...E ainda veio mais outra medalha de vergonha para a farda de Varandas, o não pagamento da primeira tranche da operação de Rúben Amorim."

Descaroçando, fui liminarmente contra os valores envolvidos na aquisição do actual treinador.

Mas vamos a factos : Se Jorge Jesus cumprisse os dois últimos anos de contrato custaria mais 16 milhões de euros, só em salários. Sobre isso o Calafate nunca opinou. Ah, estava debaixo da pedra. Adiante. 

O Rui não foi à tropa, não sabe o que significa vestir uma farda (a única farda são as leggings que usa para ir ao ginásio) nem o significado de estar em defesa do País. Os que foram militares sabem a honra que é. Tinha-lhe feito bem, a vida militar ensina muita coisa em termos de carácter e solidariedade, camaradagem. Tinha-se feito mais homenzinho.

Em conclusão, o Rui do alto da sua sabedoria julga que os seus escritos apenas são acompanhados por distraídos, que ninguém usa massa cinzenta, que escrever umas piadolas estéries faz com que alguma vez as portas de Alvalade se abram para ter ocupação. Não, Calafate. Nem toda a gente anda a dormir. Nem toda a gente come gelados com a testa.

Os tempos mudaram e nada será como dantes, nem nas nossas vidas nem nos Clubes.

Só os Calafates continuarão na mesma.

S.L.

 

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publicado às 23:48

Sporting 2020

por O 6º Violino, em 06.01.20

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No inicio de um novo ano, vários temas ligados ao nosso Clube e não só, têm sido analisados em vários fóruns, comunicação social, redes sociais, etc..

Deixo aqui a minha opinião pessoal, que não vincula mais nenhum dos escribas deste blog, e terei o cuidado de separar todos os temas que pretendo abordar.

Conselho Directivo e Administração da SAD:

Já todos nós percebemos que a herança desportiva e financeira deixou marcas profundas. Já todos sabemos que alguns dos problemas foram, mal ou bem, solucionados, como a reestruturação financeira, o empréstimo obrigacionista, entre outros.

O que eu gostava de ver neste ano que agora começa era soluções para não voltar a ouvir o "não há dinheiro" para isto e para aquilo. O sócio/adepto quando vota é para que quem é eleito arranje soluções, que tenha imaginação, golpe de asa, motive e sirva os sócios e o Clube. Não podemos continuar com o discurso fatalista, nem muito menos voltarmos aos disparates financeiros do passado recente, mas com menos, é mesmo possível fazer melhor.

Como estão os processos de "naming" do Estádio e Academia? Como estamos de "sponsors" das bancadas do nosso Estádio? A marca Sporting não atrai "sponsorização"? Se não, digam isso claramente. Que estamos a sofrer os danos causados por anos de desvario e loucura ou se não somos capazes de ombrear com os nossos rivais, também nessa vertente? 
Para não ser demasiado fastidioso, deixo só estes exemplos que podem (ou não) aumentar receitas. Importantes.

Futebol: 

Assumir os erros cometidos, projectar a próxima temporada, com novos intérpretes. Maturidade na liderança do futebol, um nome que imponha respeito e com conhecimento de mercado interno e externo para a direcção desportiva. Reorganizar a Academia, onde parece existir demasiada gente, ao mesmo tempo que nos queixamos de falta de dinheiro. Uma estrutura mais pequena e mais forte. Não se entende as responsabilidades de cada um, quais as fronteiras, quais os limites de terreno pisados por cada um. Infelizmente há pouco por onde apostar em termos de jogadores formados na Academia. Obviamente o mercado deve ser atacado com tempo e acima de tudo com critério. Que os erros sirvam para não serem repetidos.

Claques:

As claques podem fazer cair direcções, se os resultados desportivos não ajudarem, mas não ganham eleições.

As claques do Sporting já perseguiram Presidentes, como Dias da Cunha, por exemplo, já fizeram cair possíveis candidatos, como Dias Ferreira, já impossibilitaram a contratação de jogadores e treinadores, já foram braço armado de várias direcções. Existem claques que devem dinheiro ao Sporting. Há vários anos, pelo menos uma delas. Nenhum Clube deve ser refém de qualquer grupo de adeptos, embora não seja essa a realidade em muitos dos Clubes em Portugal. E não só. Os Clubes podem existir sem claques, as claques não existem sem Clubes.

Uma claque que prefere apostar num protesto durante 45 minutos contra uma direcção, em vez de apoiar a sua equipa num dos jogos mais importantes da temporada, não merece respeito, porque não coloca o Clube acima da guerrilha. Uma forma caricata de apoiar. Não, o Sporting não são as claques. Ninguém é dono do Sporting, ainda. Passam direcções, adeptos, o Sporting fica. Ninguém é insubstituível.

VAR:

Ao fim de pouco tempo já começaram os problemas, quer em Portugal, quer noutros países.

O futebol é uma modalidade secular que sempre sobreviveu e foi adaptando as suas regras no decorrer do tempo. O que está implementado desvirtua a modalidade. Ficámos agora a saber por Duarte Gomes que mesmo as linhas que verificam os fora-de-jogo são colocadas por "mão humana", logo susceptíveis de erro ou viciação, quando falamos de poucos centímetros. Ou se alteram as regras de utilização do VAR rapidamente, ou vamos transformar o futebol num desporto de sofá, apenas. Acabam-se os árbitros no campo e gerem-se os jogos a centenas de quilómetros dos estádios. Não matem o futebol.

SL

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publicado às 22:32

Santos e pecadores

por O 6º Violino, em 25.10.19

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Antes de me alongar sobre o tema, uma nota pessoal: As claques podem e devem fazer parte do universo do Sporting, mas não são fundamentais para a sobrevivência do Clube. Importantes, sim, sem a menor das dúvidas. E dentro das claques há que separar o trigo do joio. Nas claques há gente que troca a família pelo Clube, que veste a camisola em todo o lado e que tem elevados custos financeiros, todos pessoais. Há grupos de amigos que choram pelo jogo seguinte para estarem juntos, em comunhão, em festa, num ritual de amor comum. Estes são pequenos exemplos do lado bom das claques, para além do colorido, do apoio em cada bancada, faça chuva ou faça sol.

Mas o mundo das claques está longe de ser um conto de fadas, infelizmente, e no Sporting não é caso único.

O poder, o dinheiro, a promiscuidade com várias direcções e as vidas de luxo são o seu lado negro. 

O poder. Como em todo o lado e em tantas vertentes da sociedade, nem toda a gente sabe lidar com o poder. Na maior parte dos casos há pouca habilidade para lidar com o poder e fazer do poder um bem comum. Normalmente, nos piores casos o poder corrompe, marginaliza e cria facções dentro dos próprios grupos.

O dinheiro. O dinheiro é um problema de gestão desta sociedade. No caso das claques o dinheiro fácil proveniente da venda de bilhetes, permite vidas de luxo subjacente conhecidas e traduzidas em viaturas de topo de gama, vários imóveis e negócios. Repito, é prática corrente em todos os Clubes de dimensão igual ou superior ao nosso Sporting, fruto de protocolos assinados entre as mesmas e direcções que viam nos mesmos forma de garantir "apoio". No fundo, um "negócio bom para ambas as partes". É esta a promiscuidade entre claques e direcções. Um episódio relativamente recente, e para quem tem memória, faz cair por terra uma das alíneas do comunicado da Juventude Leonina, na reacção à dissolução do protocolo por parte da direcção. Decorria o ano de 2012 quando em Braga um protesto contra o então Presidente Godinho Lopes era noticia de última hora. Nesse mesmo dia a equipa do Sporting jogava no norte do país. Na área de serviço da Mealhada os autocarros da claque Directivo Ultra XXI são os primeiros a chegar. Em seguida chegam os autocarros da Juventude Leonina e automaticamente os elementos desta claque entram nos autocarros do Directivo, agredindo, ameaçando, culpando esta claque de ter preparado o protesto contra Godinho Lopes. A isto chama-se política e promiscuidade. Mas mais, era ver quem servia de guarda-costas de Godinho Lopes em vários eventos do Clube. A equação é simples de fazer. Paulo Pereira Cristóvão era vice de Godinho Lopes, e na altura tinha enorme influência na claque, bem como o então director das modalidades, Mário Patrício, um "vet" da claque em causa. Política pura e dura, não há coincidências.

Em resumo, o aparecimento do Directivo deve-se a rixas por causa do dinheiro de um CD...sempre o dinheiro.Isto em 2012.

Desmistificada esta parte, vamos à actualidade.

Inicio da temporada 2018/19, depois da entrada dos actuais Órgãos Sociais, e resultado da auditoria, ficamos a conhecer uma divida das claques ao Clube perto dos 800 mil euros, maioritariamente da Juventude Leonina, referente a milhares de bilhetes por pagar.

Verão de 2019. É assinado novo protocolo entre os GOA e a direcção. No mesmo existem cláusulas e pagamentos a cumprir, naturalmente. E todos assinaram. De boa fé.

Nesse protocolo ficou escrito que os bilhetes da temporada 2018/19 que não foram liquidados na devida altura, seriam pagos em 4 prestações, a cada dia 9 dos meses de Setembro,Outubro,Novembro e Dezembro. Atenção que estamos a falar de bilhetes da temporada passada, não desta.

No mesmo protocolo, já assinado depois do primeiro jogo em Alvalade, acordaram os signatários que o preço da box seria de 115 euros. As boxs desta temporada deviam de ser pagas em 8 prestações. Até ao momento o Directivo pagou um mês e a Juventude Leonina três. As restantes claques pagam regularmente.

Uma das cláusulas para manter em vigor o protocolo 2019/20 era não falharem as prestações da "bilhética" de 2018/19, só que falharam, na minha opinião por acharem que a fragilidade da direcção iria permitir que mais uma vez não cumprissem com as obrigações perante o CLUBE.

Curiosamente, e não há coincidências, os protestos contra a direcção (muitos deles legítimos) começam depois do não pagamento da prestação de Outubro (dia 9). 

Há política e dinheiro nos protestos das claques, não restam dúvidas.

Para rematar, porque o texto já vai longo, um ex-Presidente, por mais pateta que seja, não pode ser impedido de falar numa Assembleia Geral por elementos bem identificados como pertencentes a claques. Não pode acontecer, ponto. Ninguém pode ficar fora de uma Assembleia por medo de distúrbios.

Uma bancada não pode ser invadida por membros de claques, fazendo com que muita gente tenha fugido do seu lugar. Ninguém pode deixar de ir ao pavilhão por medo de distúrbios.

Ninguém pode estar sujeito a levar com pedras, correndo o risco de vida, felizmente as pedras caíram em cima de uma viatura, por acaso particular.

O Sporting não pode ser governado por fora nem pela bancada A,B ou C. Ninguém está acima do Sporting, nem sócios nem direcções. Todos passam, fica o Clube. Respeitem o Clube.

SL

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:49

Não fui eu!!! Ou a falta de noção...

por O 6º Violino, em 29.08.19

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O universo Sportinguista volta a viver dias agitados, apesar de a sua equipa principal de futebol ser uma das lideres do campeonato. Imagine-se se não fosse.

Os últimos dias de mercado são o rebuliço habitual, entradas e saídas de última hora, até que as instâncias europeias decidam de uma vez por todas que as datas de abertura e fecho de mercado sejam comuns a todos os países. Já tarda.

O Sporting sofre da conjuntura do maior ataque desportivo/financeiro de que foi alvo em Maio de 2018. Vejamos então: na temporada 2018/19 o Clube não fez nenhuma venda avultada como nas temporadas anteriores, o que permitiu o equilíbrio financeiro baseado em receitas extraordinárias. Sem a venda de activos, e com o consequente aumento de despesas (vide orçamentos para o futebol) nenhuma das temporadas desportivo/financeiras teria dado lucros, fruto de um desequilíbrio orçamental entre despesas e receitas correntes. 

Como seria diferente podermos negociar jogadores como Rui Patrício, William Carvalho e Gelson na temporada passada ou nesta que decorre. Vendendo ao preço justo e não sob pressão.

Como seria diferente não ter de resgatar Bas Dost, Bruno Fernandes e Battaglia. Sousa Cintra fez o que tinha a fazer, mas mentiu.

Mentiu quando disse que os jogadores regressariam com o mesmo contrato. Quando escondeu um prémio de assinatura ao empresário de Bruno Fernandes, quando colocou uma cláusula indemnizatória em que o Sporting teria de aceitar uma venda por 30 milhões sob pena de ter de pagar 5 ao jogador, em caso de não aceitar a venda por esses números. Acresce o facto de, se Bruno Fernandes não sair, o seu salário triplicará, mesmo que o jogador fique contrariado. E é aqui que bate o ponto. Bruno Fernandes e o seu empresário sempre se convenceram que durante o defeso, um Clube apresentasse uma proposta com os valores exigidos pelo Sporting. Debalde. Quer queiramos, quer não, o mercado dita leis, e quer se goste ou não de Jorge Mendes e dos seus negócios, é este empresário que dita leis nos negócios que se fazem e nos que não se fazem.

Mentiu Sousa Cintra, porque nunca disse aos sócios do Sporting que Bas Dost passava a ser o jogador mais bem pago em Portugal, com um custo a rondar os 6 milhões anuais mais 500 mil para o seu empresário por cada época de contrato. Incomportável. Acresce ao facto de que desde o ataque à Academia o jogador não mais teve o mesmo rendimento, tendo terminado a temporada como suplente, mesmo que vindo de uma "lesão", ainda por explicar. 

O Sporting tem hoje 6/7 jogadores com os quais não conta para colocar, com ordenados que nenhum outro Clube quer igualar. Obviamente os jogadores em questão estão no seu direito de querer cumprir os contratos.

O Sporting não tem outro jogador com valor considerável de mercado. Mas o Sporting tem compromissos a pagar após uma gestão tresloucada desde 2015/16.

Olhando para dentro, e em caso de saída do capitão, a Direcção tem de ter um substituto em altura, um plano B, rápido de executar, sob pena de hipotecar a época desportiva com a saída do nosso melhor jogador. Será um teste a esta Direcção e ao Departamento de scouting.

Nas últimas semanas surgiram nos órgãos de comunicação social alguns sócios, que se acham notáveis a manifestarem o seu desagrado sobre o actual estado do Clube.

Vamos a eles, um a um:

José Eugénio Dias Ferreira, o sócio com menos noção do ridículo. Defende a venda da maioria da SAD. Andou cinco longos anos calado, assistindo e apoiando uma gestão doentia, e arrasadora para o Clube. Não tem a noção de que teve nas últimas eleições pouco mais de 500 votantes? José Eugénio, qual papagaio na comunicação social, fugiu ao esclarecimento de dúvidas na Assembleia Geral, à qual enviou o seu filho, e faltou a um jantar do Grupo Stromp onde estiveram membros da Direcção à sua espera para o esclarecer.

Pedro Madeira Rodrigues, o homem dos 10% de 2017 e que se juntou a Ricciardi porque sabia que nem pessoas para formar uma lista conseguia. Falava de uma liderança jovem e agora fala que o Sporting precisava de um homem experiente. Se isto fosse uma qualquer tasca era esta a altura de utilizar vernáculo. Um deslumbrado.

José Eduardo, também conhecido pelos 18 milhões que facturou durante vários anos por serviços prestados ao Clube, incluindo a compra de um camião/cozinha. Cinco anos na sombra, tendo saído da toca apenas para colaborar na saída de um treinador. De resto, para ele sempre esteve tudo bem. Juntou-se a Ricciardi, também.

Zeferino Boal, porra, a este já nem vale a pena dispensar tempo, mas também se juntou a Ricciardi.

Bruno Mascarenhas, também com Ricciardi, um dos maiores responsáveis da tragédia circence de cinco anos em que foi dirigente. Esta malta não tem mesmo a noção...

Abílio Fernandes, ex-dirigente da direcção de Sousa Cintra. Não é preciso acrescentar nada sobre esse tempo. Abílio Fernandes e o seu filho são proprietários de vários restaurantes que serviram de salão de festas no tempo do destituído e festas de aniversário do mesmo, antes de ser eleito em 2013. O seu filho sempre acompanhou com os avençados da Young Network e era presença assídua na Sporting TV, tal como o filho de Dias Ferreira. Mais um que durante cinco anos andou caladinho.

Tirando Madeira Rodrigues, foram todos uns cobardes, foram e são também responsáveis por tudo o que se passou nestes tempos no Clube, com José Maria Ricciardi à cabeça, esse que agora colocou os seu peões no terreno.

A história encarregar-se-á de os castigar a todos, enquanto sócios do Clube.

O Sporting sairá mais forte disto tudo, faço votos.

SL

 

 

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publicado às 13:46

Já percebeste...

por O 6º Violino, em 04.07.19

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Caro Bruno,

Esta vai ser a minha última publicação antes de veres confirmada a tua expulsão de sócio do Sporting Clube de Portugal.

E tu já sabes, como eu, que vai ser esse o desfecho da Assembleia Geral de amanhã, dia 6.

Tu já sabes que foi este o buraco que cavaste à tua volta, e do qual não vais sair. Tu sabes que este será o resultado normal do que andaste a semear. Tu sabes que vai ser mais uma derrota com estrondo, como tem sido desde há um ano para cá.

E por isso estás desesperado,e eu confesso que estou a gostar de te ver desesperado. E sabes porquê? Porque sabemos que há um ano os jogadores profissionais do Sporting queriam todos ir embora.

Porque num ano os restos dos jogadores que cá ficaram venceram dois troféus, os mesmos que a tua direção demorou cinco anos e com investimentos loucos em três deles.

Isso machuca-te, porque tu sabes que festejavas as derrotas do Sporting desde 2011, até atingires o teu objectivo, e agora estás na mesma. Tu não és Sporting. Tu querias um emprego para a vida. Lembras-te, quando em 2013 disseste que só saias do Sporting "num caixão"? Não foi preciso, não serás um mártir. Os teus planos saíram furados.

Tu sabes porque vais ser confirmada a tua expulsão, e com grande margem, e mais uma vez não vais ter a coragem de ir à Assembleia Geral. Típico em ti, sempre foste um homem das redes sociais, tal como os teus cada vez menos apoiantes. Sim, teus. Podes e deves leva-los contigo e formar um novo clube. Leva-os, a eles, aos Geraldes, aos Batistas, aos Capitães, a essa gente toda que mataste a fome enquanto lá andaste. Ah, leva também o teu único ex-funcionário, Luís Ferrão.

Tu sabes também, que a maioria esmagadora dos sócios já nem te pode ouvir, que o tempo de quem berra mais alto já acabou.

Tu sabes que o tempo de usares os dados pessoais dos sócios no Clube, para lhes meteres processos, em teu nome, mas com advogados do Sporting já acabou.

Tu sabes que a mordomia familiar de ter um motorista já era. Lembras-te quando o "gago" foi levar a tua filha a uma festa e inadvertidamente pisou o pé da rapariga, tendo deixado de ser o teu motorista? Não fiques chateado de falar nisto, mas quem usa a família para se vitimizar não pode pedir que não se fale dela.

Tu sabes que o tempo de usares a Young Network do teu amigo João Duarte para expores nomes de sócios que não te prestavam vassalagem acabou. 

Tu sabes que o tempo dos Nelsons Almeidas e Costas Aguiar acabaram e com isso o alegado acumular de poupanças. É chato, eu sei. Mas só para ti.

Tu sabes que vais ver confirmada a tua expulsão porque inventaste órgãos sociais, até com uma Judas, e um Barros que já foram a andar, não é? Que tentaste bloquear as contas da SAD, não é? Que mesmo depois das decisões dos Tribunais, tentaste assumir um cargo que já não era teu, não é? Mas estas são só as coisas mais chatas, não é?

Tu sabes que insultaste Presidentes de Núcleo em Congressos, sabes que em todas as Assembleias insultavas sócios aos berros, com a complacência do teu ex-amigo Marta Soares, lembras-te? 

Tu sabes que insultavas jogadores de várias modalidades, quer na tua praia do facebook, quer por mensagens escritas, lembras-te?

Tu sabes que o Leonardo Jardim não queria sequer fazer o primeiro jogo oficial, lembras-te?

Tu sabes que alegadamente mandaste perseguir o Marco Silva e a sua esposa, professora num colégio da margem sul, lembras-te?

Tu sabes que nenhum dos teus três treinadores saiu a bem contigo, como toda a gente que te passa a conhecer bem, não é? 

Tu sabes que o Sporting está a fazer o seu caminho, e que o teu caminho não existe, ao contrário de todos os ex-Presidentes que te antecederam, não é? É chato.

Tu sabes que continuam atrás do rasto do dinheiro, não sabes? 

Tu sabes que te deslumbraste, e que facilitaste ao ponto de pensares que os sócios eram realmente estúpidos, como tantas vezes assim os chamaste, não é?

Tu sabes que os sócios se lembram das tácticas da leitura de actas e tentativas de chumbo de orçamentos, que usaste em 2012, e que agora mandas os miúdos fazer, não é?

Tu sabes que já não tens mais nada para dar, sem ser esta guerrilha de bisnagas de água, com um exército coxo e com acne juvenil, que vê nas Assembleias poder ter os seus 2 minutos de fama, não sabes?

Sabes. Sabes isso e muito mais que todos sabem.

E vai saber tão bem acordar no domingo sem te ter como sócio do Sporting...

Até nunca mais, ex-sócio Bruno.

SL

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publicado às 23:52

Decisões

por O 6º Violino, em 10.05.19

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Depois da vitória europeia do nosso futsal, o Sporting discute este fim-de-semana em sua casa o titulo europeu de hóquei em patins, não partindo, em minha opinião, como favorito, tal como não o era na Final Four de futsal. Um bom prenuncio e para mim, uma vantagem, apesar da pressão acrescida de jogar em casa, neste caso.

Lá estarão mais de 2000 leões a levarem a equipa ao colo.

Daqui a menos de duas semanas estaremos a disputar a possibilidade de conquistar um segundo troféu no futebol sénior masculino, algo impensável há poucos meses atrás.

O futsal faz o seu percurso normal no campeonato, até ao que se espera, uma final renhida com o eterno rival.

O voleibol depois de uma bela campanha europeia, e de ter perdido a oportunidade de vencer um dos jogos na Luz na negra, não teve forças física e anímicas para derrotar o rival. 

O andebol, depois da melhor representação europeia de sempre, dificilmente renovará o titulo.

Ambas as formações devem ser rejuvenescidas, tendo por base um projecto a médio prazo e não vitórias no imediato. Com provas europeias e sobrecarga de jogos, os resultados estão à vista. Aproveito também para chamar a atenção para alguma veterania na formação de hóquei.

O Sporting não para, é isto, luta, dedicação e vontade de superação.

Nota 1 : Dia 14 começa a audição do caso mais triste da história do Clube. Que se castiguem apenas os verdadeiros culpados e cúmplices.

Nota 2 : Ao contrário do que prometi, não vou dar espaço à verborreia, má educação, palavras reles que classificam apenas quem as escreve, neste espaço. Apaguei dezenas de comentários insultuosos para com pessoas, símbolos do Clube e acima de tudo contra o Clube, escritos por dois ou três doentes mentais, que vêm no espaço virtual escapatória para as suas frustrações pessoais. 

SL

 

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publicado às 17:13


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