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As responsabilidades

por Trinco, em 16.01.17

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Em 2013/2014, Leonardo Jardim é contratado para 2 temporadas. É assumidamente um ano zero. Um ano de grandes dificuldades. Um ano de forte reestruturação em que com pouco se faz muito, levando a equipa ao 2º lugar e por conseguinte à competição mais desejada. Com o decorrer da época, do lado da administração começa-se extemporaneamente a falar de títulos e conquistas, aumentando as expectativas e pressão numa equipa com evidentes e compreensíveis debilidades, causando algum mal estar no grupo de trabalho que a bem da estabilidade vai sendo disfarçado. Ao fim de um ano, Leonardo Jardim sai.

 

Em 2014/2015, Marco Silva é contratado para 4 temporadas, novo ano zero, no que se entende ser um projecto a longo prazo, aposta pessoal e forte do Presidente do Conselho de Administração conforme várias vezes afirmado em que se demonstra ambição. Segue-se a política de austeridade, fortemente condicionada nas escolhas de jogadores impostas pela Administração. O ambiente rapidamente se deteriora com um ataque publico do presidente após um péssimo jogo em Guimarães, com um conselheiro devidamente agendado e briefado, a fazer um ataque sem precedentes a um treinador do Clube, sem que a direcção, claramente comprometida com o ataque, o defenda e com o levantamento de um processo disciplinar onde uma das omissões alegadas é o uso de fato de treino num jogo menor. Marco Silva, ganha uma Taça de Portugal, atinge classificação suficiente para a equipa disputar a pré-eliminatória da Champions e sai em litígio.

 

Em 2016/2016, Jorge Jesus é contratado para 3 temporadas, sem Marco Silva ter verdadeiramente ainda saído, num novo ano zero e por valores elevadíssimos e que invertem inexoravelmente a política até aí seguida, fazendo-se um "all-in" e dando poderes alargados ao treinador na formação do plantel e nos gastos com o mesmo. A época começa bem com a conquista da Supertaça, trazendo ao de cima a pior fanfarronice de Jorge Jesus, devidamente acompanhado da restante estrutura, que contribuem para o cerrar fileiras do rival, afastando o foco e fazendo desperdiçar uma vantagem de 7 pontos. De permeio abordagens estranhas à pré-eliminatória da Champions que nos deixam à mercê de erros de arbitragem (o álibi favorito) e total menorização da Taça da Liga. No fim da época, com 2 anos de contrato em vigência por cumprir, perante algumas exigências e jogos de interesses, Jorge Jesus vê o seu contrato alargado, aumentado nas remunerações, com clausula por quebra de contrato e com os poderes ainda mais reforçados.

 

Em 2016/2017, Jorge Jesus apresenta-se de poderes reforçados, tendo toda a estrutura do futebol na mão, com poderes quase plenipotenciários, formando o plantel, o mais caro da história do Clube como quer e sempre com o aval do Presidente do Conselho de Administração. Faz um jogo em Madrid que entusiasma, mas pouco mais, sendo eliminado tristemente da Champions, sem conseguir sequer acesso à Liga Europa, é eliminado da Taça da Liga, atrasa-se bem para lá do que seria expectável e tenta manter-se à tona num jogo de Taça em Chaves.

 

Nisto tudo, há vários responsáveis. Evidentemente que os treinadores, todos, e os jogadores, igualmente todos, são responsáveis pela sua acção. Mas no topo da hierarquia, está também alguém. Um alguém que decidiu livremente os treinadores, seus salários e poderes bem como decidiu ou avalizou as policas de contratações. Um alguém que gosta muito de evitar as mesmas responsabilidades, assumindo individualmente as vitórias e descarregando para terceiros as derrotas. Um alguém que conscientemente e conduzido por uma ambição eleitoral se colocou conscientemente nas mãos de um treinador que tem demasiado poder e ordenado para o que faz. Um alguém que já comanda a soldadagem na tentativa de demagogicamente limpar-se de responsabilidades e apontar uma nova inversão de rumo.

 

Pois bem, esse alguém é responsável. Claramente responsável. Mais. Hierarquicamente, e da forma que ele próprio definiu o seu organograma, a sua acção e a sua medida de sucesso (jornal de negócios a 25-09-2013), é o responsável máximo do falhanço de 4 anos. O insucesso é também dele. O insucesso é dele!

 

E, não só ele, mas todos, temos que tirar ilações e consequências da sua responsabilidade.

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publicado às 09:54

A insustentável baixeza do ser

por Trinco, em 13.01.17

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Ontem, no jantar no Movimento Sporting Campeão, onde este através de Carlos Severino, anunciou o seu apoio a Madeira Rodrigues, numa das fotos publicadas na imprensa, surge uma pessoa numa fotografia remotamente semelhante a Capristano, um ex vice presidente do Benfica.

 

Acto continuo, a soldadagem, alimentada por "redes jovens" começa a espalhar esse boato como facto.

 

Pois bem, o "Capristano" é um sócio com uma antiguidade de fazer corar estes rapazolas, Conselheiro Leonino eleito pela lista de Carlos Severino em 2013 e que legitimamente apoia quem ele bem entende, não cedendo a pressões nem intimidações que continuam a acontecer.

 

Não existe limites para esta gente. Pior e mais baixo, é sempre possível parece ser o seu lema de vida.

 

P.S. Abaixo a foto em que fazem a reles comparação

 

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publicado às 15:27

Os trabalhos de Azevedo

por Trinco, em 13.01.17

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Por essas páginas e perfis afora, anda a soldadagem muito activa.

 

Dividem-se. Uns vão para páginas e murais pessoais insultar relesmente quem não pensa como eles. Outros, devidamente briefados, muitos com textos prontos que a sua capacidade de construção frásica que passe além do sujeito, verbo e objecto directo é diminuta, vão replicando-os tipo spam por todo o lado.

 

Neles, enunciam os feitos do seu líder supremo. Os trabalhos de Azevedo, pelos quais devemos ficar tão profundamente gratos que sequer pensar em ouvir o que outrem tem para dizer e propor sobre o futuro do Clube é, segundo eles, uma injustiça inominável.

 

E fazem-no referindo que são factos. São tanto como as pós-verdades.

 

Na enumeração auto elogiosa, pois incorporam em si mesmo o elogiado, dos trabalhos seguem um guião e uma ordem mais ou menos comum.

 

Começa nas "Melhorias financeiras", esquecendo que foi obrigado pela banca (e pelo amigo Ricciardi, que não permitiriam um PER como alguns um pouco mais desenvoltos intelectualmente, gostam de colocar com ponto de partida), a uma reestruturação já anteriormente decidida, que nem a dramatização inicial do confronto com a banca engana. Dispara custos para patamares nunca vistos, quer no Clube quer na SAD e via VMOCs continua e aumentar os riscos efectivos de perda de maioria da SAD, com aquilo a que, pouco contabilisticamente, se pode chamar de "passivo real" (Passivo+VMOCs) a atingirem os €482M.

 

Segue para as "Excelentes Vendas", esquecendo que, à excepção de Slimani, foram vendas de jogadores dos quadros do Clube anteriores a 2013, e que há a outra face da moeda que, já nem indo à quantidade, nos faz ter neste momento €15.2M de investimentos feitos ao longo de 4 épocas empatados em empréstimos a outros clube, com a forte possibilidade de se acrescentarem mais até ao fim de janeiro.

 

O inevitável "Pavilhão", esquecendo que foi um processo começado em 2007 com Soares Franco e que só passou a poder ser realidade física em 2 de maio de 2013 com a publicação em DR da Aprovação do Plano de Pormenor Alvalade XXI, pelo que ninguém antes o poderia ter feito, sendo que é premiada uma obra que desperdiça 16% da área de construção permitida.

 

O "Aumento de Sócios", esquecendo-se que houve uma encenada renumeração que mantém falecidos e quem não paga quotas há muitos anos, para criar artificialmente as narrativas dos 150.000, com que se enche a boca.

 

A "Sporting TV", esquecendo-se ser um canal de audiências residuais, sem grande interesse ou conteúdos e minado por pregadores do regime e comentadores de uma boçalidade lampianica que nunca supus ser possível neste Clube

 

As "Assistências", esquecendo-se no enorme e visível desfasamento entre os números apresentados e o verificado, até à vista desarmada, no estádio.

 

O "Agora ninguém nos cala", esquecendo que agora ninguém nos liga e que a grande maioria do que se fala é relacionado com o Benfica, o grande foco comunicacional desta administração, ou promovendo guerras inúteis.

 

O "Regresso das modalidades", esquecendo que elas, a grande maioria e as mais relevantes, já existiam como secções autónomas, competindo em nome do Clube, sendo que em duas delas, pura e simplesmente se deitaram fora mais de dois anos de trabalho sem respeito algum por atletas e técnicos, e que o Ciclismo é um protocolo de sponsosring que dificilmente se enquadra em alguma vertente desportiva.

 

Os "Valor aos Sócios", esquecendo que nunca antes houve quem tão conscientemente e profundamente cavasse trincheiras e promovesse a desunião perseguindo sócios por delito de opinião.

 

Ninguém faz tudo mal, e Azevedo não o terá feito. Mas também ninguém faz tudo bem, e as teorias do Oásis, esbarram na realidade. Na realidade mesmo e não aquela que nos tenta ser impingida. 

 

Continuamos a ganhar e a perder como sempre, continuamos numa situação económica muito difícil, continuamos a gastar muito mais do que deviamos e podemos, continuamos um Clube adiado com a agravante de termos perdido muito dos valores fundamentais que nos identificavam enquanto Sportinguistas.

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publicado às 12:00

A importância dos "Lesados do Carvalho"

por Lizardo, em 12.01.17

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Pedro Madeira Rodrigues está decididamente na corrida. Começam a surgir os primeiros ecos de apoio de uma grande falange de Associados descontentes com o rumo que o Sporting tem seguido nos últimos anos.

Pedro Madeira Rodrigues, alem de jovem e conhecedor da realidade do Clube, tem passado como atleta e mais que tudo isso, compreendendo o Sporting como Clube Empresa, tem a bagagem profissional que o coloca em primazia e sem muitas dúvidas das suas reais capacidades para desempenhar o cargo de Presidente de tão grande e centenária instituição como o Sporting Clube de Portugal.

 

A juntar a tudo isto Pedro Madeira Rodrigues pode e deve romper totalmente com o registo do passado, onde os nomes se repetem e se sucedem nos mais diversos cargos. O Sporting implora por sangue novo, gente com novas ideias e visões, e só com gente desta natureza o Sporting pode realmente avançar para a rutura tantas vezes prometida e sempre sonegada logo à partida, como é disso revelador estes quatro anos de Bruno de Carvalho e a continuidade e o repescar de alguns nomes muito ligados ao Roquettismo, como Ricciardi, nesta nova candidatura do atual Presidente.

 

Pedro Madeira Rodrigues deve também saber rodear-se dos “Lesados do Carvalho”, gente que esteve com Bruno desde 2011, que esteve na direção desde 2013 e que foram abandonado o barco à deriva, devido à incompatibilidade e à loucura instalada, ao despotismo e acima de tudo, ao total desvirtuar das promessas de rutura que ficaram na gaveta. O rumo seguido foi o inverso do prometido, o navegar à deriva, o ano zero de forma consecutiva, ano após ano.


A somar a tudo isto as centenas de Associados que desde sempre, e de forma publica e corajosa, mesmo sendo ameaçados e devassados, deram a cara contra o rumo presente, que não se identificam com o tom e a forma, que andam de rastos perante o cair do nosso ADN principal, a formação.

 

O Sporting tem a oportunidade de mudar rapidamente de rumo, e todos devemos ter consciência e perceber a oportunidade que José Maria Ricciardi identifica em Bruno de Carvalho. Um Presidente sem eira nem beira, um homem cada vez mais isolado, que está a hipotecar o futuro da SAD. Caminhamos a passos largos para perder o controlo do Sporting, e aí sim, e poderá ser verdade, ou o Ricciardi ou o caos, e essa opção será entregar o Sporting a um dono. Votar em Pedro Madeira Rodrigues é fundamentalmente impedir que esta estratégia de emissão de VMOC´S e o peso financeiro que a SAD tem para resolver num futuro próximo não resulte em tragédia. Votar Pedro Madeira Rodrigues é manter o Clube na mão dos Associados. E é importante que todos comecem a perceber porque José Maria Ricciardi, tão abominado pelos seguidores do Carvalhismo a certo ponto, é hoje um Anjo Gabriel defendido por todos e presente com toda a honra na Comissão que vai envergonhando os valores do Sporting.

O tempo urge, a Pedro Madeira pedimos gente capaz, ideias diferenciadoras e acima de tudo muita capacidade de transmissão da real mensagem. O Sporting não se governa com chavões, populismo ou no Facebook, precisa de gente capaz e conhecedora da realidade social e económica do país, bem como, de gente vanguardista que coloque o Sporting de novo na frente e no lugar que é seu por direito.

 

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publicado às 12:49

A "União"

por Trinco, em 11.01.17

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Perceber Azevedo de Carvalho a elevar-se ao homem que uniu o Sporting, alicerçando essa alienada crença na lista de nomes em actualização que apresenta, é, tentando manter alguma elevação no discurso, ridículo. Se é convicção, poderá ser caso clínico de dissociação entre a realidade e a percepção, mas se é consciente, provém do seu carácter.

 

É quase tão ridículo como ouvir de Trump a defesa da tolerância, ou da estrutura do Sporting um interesse constante no Benfica...Oh! Espera...Pois!

 

A união não se declara. Nem sequer se pede, como foi feito durante este mandato, recriando os "belos" momentos de extertor de Godinho Lopes. Pratica-se! Com atitudes!

 

E a verdade é que entre a prática e a propaganda existe um profundo antagonismo. Azevedo de Carvalho, logo na sua 1ª AG como presidente, dissociou violentamente o "eu" do "nós" apontando para os presentes e acusando-os como responsáveis do estado em que o Clube estava. "Vocês decidiram", "vocês aprovaram", "vocês são os responsáveis". O que sendo verdade, é mentira. Pois fomos nós. Ele incluído!

 

Azevedo de Carvalho tem uma longa prática e experiência na promoção das fracturas. E o Clube, contrariamente ao encenado, está profunda e cada vez mais fracturado.

 

É ele que promove o clima de perseguição, é ele que acciona judicialmente sócios, é ele que tem um exercito de vigilantes da internet que colectam informações dos sócios contestatários, é ele que identifica e mistifica a existência de governos sombra, é ele que insulta sócios, é ele que se alimenta desta fogueira.

 

E triste é perceber que foi ele que teve condições porventura únicas de proceder de maneira diametralmente oposta, unindo verdadeiramente os Sportinguistas numa ideia de recuperação do Clube. Sim! Foram 4 anos perdidos!

 

Repetindo o que já aqui escrevi;

 

O Sporting dispensa os "Eus". O Sporting não pode ser o "Eu" e o "Vocês". O Sporting, queira-se ou não, goste-se ou não, é e terá sempre que ser o "Nós"!

O Sporting "é uma unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados..." . Sim, está nos estatutos.

E este "Nós" congrega-nos. Mesmo na diversidade de pensamentos, uns com opinião favorável ao actual Presidente, outros nem tanto, uns que o criticam ferozmente, outros que lhe estendem passadeiras de rosas.

E a paz (ou tranquilidade para os "Eus") nunca será obtida à força de pedir ou exigir união. Constrói-se com a prática inclusiva e demonstrativa dessa vontade. E já agora com linhas de acções e comunicações claras e sem subterfúgios linguísticos ou de interpretação larga.

O Presidente não é o Sporting. É do Sporting mas não é o Sporting. Como cada um de nós não o é. Como não é o treinador, nem o roupeiro, nem o líder de uma qualquer claque.

 

Só se engana quem quer ser enganado!

P.S. Sobre a lista dos que assinam pela honra de Azevedo de Carvalho, e apesar de sobre ela já ter escrito, registo a incoerencia de muitos. Muitos mesmo! E a satisfação de não ver lá nenhum dos meus mais próximos

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publicado às 10:12

Facebook

por Trinco, em 10.01.17

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O facebook é uma rede social lançada em 4 de Fevereiro de 2004, fundado por Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes com mais de 1 bilião de utilizadores activos, sendo por isso a maior rede social em todo o mundo.

 

O facebook é uma ferramenta poderosa de comunicação. Pode aproximar pessoas, criar movimentos, marcar tendências. Mas, como em todas as coisas em que o ser humano mete as mãos e os comportamentos, facilmente resvala para a mediocridade, para a vaidade, para a intriga, para a proliferação de boataria (o pós-verdade sobre a qual escrevi há dias), para o uso de alter-egos e usurpação de identidades e para o insulto ou incitamento ao ódio desresponsabilizado por uma falsa sensação de impunidade alicerçada num afastamento ficticio que se julga equivalente a um anonimato.

 

É exemplo desse uso, evidente e sintomático, o que se passa na página de candidatura de Madeira Rodrigues. Como aliás acontece recorrentemente, mas com maior incidência nos último 4 anos, com outras pessoas que assumam a sua discordância, desviando-se do padrão que a liderança considere consagrado.

 

Mas no Clube faz-se mais. Usa-se demais!

 

No Clube, utiliza-se o facebook para fazer politiquice. Para fazer propaganda e demagogia. Para identificar alvos e fichá-los. Utiliza-se o facebook para apresentar candidaturas e listas, considerando-o a realidade total. Considera-se que será no facebook que se travam as batalhas para a moralização do desporto em geral. É no facebook que o Clube apresenta medidas. Cede-se, para lhes agradar, aos movimentos e discursos inquisitórios para depois ter que engrenar a marcha atrás e conter estragos provocados por essa deriva populista. No Clube, julga-se o facebook como a única manifestação de vida real.

 

Pois bem, o facebook faz efectivamente parte da vida do Clube. Mas não só. Não é tudo. E quem julgue que esta se resume a isso, além de enganado, poderá muito bem vir a ser surpreendido

 

 

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publicado às 09:24

O Pesadelo da Cobardia

por Lizardo, em 09.01.17

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Quem vai a jogo só com a garantia de vitória não é um bom jogador. A história tem-nos revelado um conjunto de Homens corajosos, que se fartaram de ganhar e que se fartaram de perder. Mas nunca recusaram abraçar as causas que acreditam, e acima de tudo, defender as suas ideias e dar a cara nos momentos mais complicados das causas que defendem e defendiam.

Mario Soares, o nosso mais recente ícone falecido é disso exemplo, um Homem que se fartou de perder eleições e outras batalhas, mas que sempre teve a dignidade de avançar para a luta. Nunca foi um “jogador” de vitórias à partida. Sempre se pautou por ter um perfil de coragem e de avançar contra tudo e contra todos, e muitas das vezes, superando as sondagens e as vitórias garantidas de adversários.

O Sporting de hoje, Clube que se gaba de ter mais de três milhões de adeptos, que tem quase 150.000 Sócios, não consegue ao dia de hoje apresentar mais que um Candidato para concorrer contra Bruno Azevedo de Carvalho, tão criticado e tão apontado nas esferas mais profundas e conhecedoras da realidade do Clube.

Esta ideia de avançar só com a garantia de vitória revela muito do Sporting de hoje. Um Clube que cada vez tem menos Sócios votantes, que é cada vez mais um Clube da Cidade de Lisboa, que na periferia tem menos associados que as coletividades desses bairros ou Clubes afetos dessas cidades.

O Sporting não precisa de gente que quer mudar sem nada fazer. Precisa de gente que queira agir e no imediato.

Por tudo isto, valorizo à priori a coragem de Pedro Madeira Rodrigues, que sozinho, um desconhecido do panorama desportivo, avança, quer mudar, tem a sua ideia e anda a agregar e a construir uma equipa para se fazer ouvir e discutir o nosso Sporting. Primeiro é isso que interessa, discutir o Sporting, depois vamos a votos.

 

É tempo de perder o medo, um medo estupido e sem explicação, a imagem ou o “Bom nome” de uma pessoa não se queima de forma tão facilitada como se pensa. Atualmente com tantos meios de comunicação, com tantos interesses instalados e com tanta vontade de mudança é realmente triste que a estratégia seja a de oferecer uma vitória a um Presidente acabado e gasto de ideias, deixando-o cair por Si só, saindo o Sporting a perder. Pois perde no campo, perde no tempo de evolução e perde financeiramente. Amanhã já é tarde.

Fica o apelo a tanto ilustre e conhecedor da verdadeira realidade do Sporting. Não tenham medo, o Sporting precisa de união em torno de uma alternativa que se enquadre com as dificuldades que os tempos atuais obrigam a combater. Precisa de uma nova vaga de pessoas e acima de tudo, está desesperado por uma mudança que altere este paradigma de boçalidade.

Queremos um Sporting com gente meritória, com pessoas conhecedoras da realidade do Clube e afastadas do borboto do passado e dos interesses de terceiros. O Sporting está a passar a mais difícil fase da sua história. Descaraterizado, sem rumo, sem expetativas futuras e refém de opções mal ponderadas que nos vão custar muito a resolver num futuro próximo.

Se agora não é tempo de avançar, que se calem para sempre. Amanhã é tarde! Uns dormirão descansados outros terão o pesadelo da cobardia.

 

 

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publicado às 10:54

Pós-verdade

por Trinco, em 07.01.17

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pós-verdade
pós-ver.da - depɔʒvərˈdad(ə)
nome feminino
1. circunstância ou contexto, geralmente de ordem cultural ou política, em que a opinião pública e o modo como esta se comporta, se fundamentam mais em apelos emocionais falaciosos e na afirmação de convicções pessoais avulsas do que em factos objetivos e observáveis
2. tempo em que se verifica a desvalorização da verdade objetiva, atestada pelos factos e coletivamente estabelecida, e se toma por certo qualquer enunciado contraditório, de origem arbitrária, subjetiva e falaz

infopedia.pt

 

"Pós-verdade" é a palavra do ano segundo os dicionários Oxford. Segundo a editora, pós-verdade é um adjectivo que faz referência a "circunstâncias em que os factos objectivos têm menos influência na formação de opinião pública do que os apelos emocionais e as opiniões pessoais".

 

É entendida como sinónimo de mentira, como indiferença pela verdade, como formação de opinião independentemente dos factos, como verdade alternativa em que esta deixa de ser algo objectivo e verificável.

 

É o conceito que, por exemplo, faz ascender e sustentar fenómenos de populismo e os seus alegados princípios de competência, rigor e transparência, apenas e só na opinião e declaração dos mesmos, sem que os factos verdadeiramente o sustentem, contando para a sua disseminação com um exercito de mentes preguiçosas que se dispõe a funcionar como caixa de reverberancia em movimentos de efeito dominó.

 

Conheço uma realidade em que, pós-verdade, seria a palavra do ano há 4 anos!

 

Mas esta preguiça e relação afastada com a realidade, o que trás, também leva, tornando refém os seus praticantes da continuação do conceito ad eternum, coisa que às vezes o duro embate com a realidade estrondosamente desfaz.

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publicado às 08:23

Sacode!

por O 6º Violino, em 06.01.17

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No rescaldo de mais uma exibição desastrosa e consequente derrota, a direcção do Sporting prepara-se, como tem sido hábito para "sacudir" as suas próprias responsabilidades.

Já muito se falou em grandes penalidades, foras-de-jogo e outras tantas situações, que enchem programas inteiros que deviam ser sobre futebol, mas que não passam de uma feira de vaidades pessoais e remuneradas para os seus participantes.

Já não dou mais do meu tempo para discussões estéreis, cujo final é sempre o mesmo. "Quem não chora não mama". E isto serve para todos os 3 Clubes grandes do nosso campeonato. Todos os anos quem não vai à frente faz sempre de "calimero".

Já cansa. 

O que também já cansa, é ver a equipa de futebol não produzir nada de jeito. O que cansa é ver que dentro do Clube ninguém assume o descalabro que foram a grande maioria das contratações nos últimos anos, tendo como ponto alto esta temporada, cujo investimento é muito superior às receitas ordinárias geradas. E isto era tudo o que Azevedo de Carvalho criticava. Isto era tudo o que fazia Godinho Lopes, com os resultados conhecidos.

Olhando para a equipa tipo do Sporting, quantos dos reforços são indiscutíveis? Bas Dost, apenas!

Todos os outros têm um tempo de jogo ridículo para os custos nas aquisições e remunerações mensais. Um vendaval de flops!

Alan Ruiz, Petrovic, Castagnos, Douglas, André, os emprestados Meli, Markovic, são apenas exemplos de atletas que nada acrescentaram ao Clube e ainda tiram espaço ao que defendia Azevedo de Carvalho no seu programa eleitoral. Aposta na formação com contratações cirúrgicas de 3/4 estrangeiros com experiência e qualidade. O que temos hoje? Uma equipa que foi eliminada da Taça da Liga por ter uma média de idades superior à do Vitória de Setúbal. Patético, não?

Não, não me esqueci de Campbel, ao qual ainda dou o beneficio da dúvida, mesmo tendo muitos lances em que se perde em individualismos.

Compreensível o medo que Azevedo de Carvalho tem, depois do investimento brutal que fez, ver a época futebolística a fugir-lhe das mãos. Já aqui foi dito dezenas de vezes que esta Direcção (agora estou a ser simpático, porque os outros directores não riscam nada) meteu "a carne toda no assador", e que só mais receitas extraordinárias vão poder salvar a face do despesismo reinante. Não vale tudo em ano de eleições. Pelo menos não devia valer, se o Sporting estivesse acima dos projectos pessoais e dos empregos arranjados a martelo.

Cada vez são menos os sócios e adeptos que vão nesta ladainha corporizada por Carvalho e Saraiva, o qual bem pode agradecer ao lampião Luís Bernardo o facto de estar empregado no Sporting. É que o Saraiva já tinha guia de marcha do Diário de Noticias quando foi convidado para trabalhar no Sporting. Depois do que tem feito dificilmente arranjará outro emprego neste ramo, quando o Azevedo um dia acordar com os pés de fora e correr com ele.

Será mais um que não ficará na história do Clube pelas melhores razões.

Entretanto, deixo aqui um desafio aos leitores. Que somem o valor das aquisições e comissões desde a entrada de Jorge Jesus no Sporting. Esqueçam os outros dois anos, porque ficariam com um nó no cérebro, depois de mais de 120 contratações. Lembram-se do "cheque e da vassoura" do Luís Duque? Lembram-se do Carlos Freitas? Com a diferença que bem ou mal, ambos tiveram conquistas desportivas.

SL

 

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publicado às 13:55

Desligou-se

por Trinco, em 05.01.17

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Em jeito telegráfico:

 

Será que ainda ninguém percebeu que não foi o penálti que nos eliminou, mas sim a média de idades dos jogadores utilizados nesta competição (artº11, nº3, alinea c do regulamento da competição).

 

E que se calhar, sobre o que faz isso resultar assim, seria um ponto bem mais interessante de discussão que andar a utilizar as arbitragens como escudo deflector da miserável politica desportiva e das responsabilidades de cada um?

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publicado às 12:17


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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