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"Não me deixem cair..."

por Trinco, em 27.09.16

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Faz hoje um ano a homilia do "Não me deixem cair...". Faz hoje um ano que perante apenas 200 sócios se assumiu um novo "paradigma de modernidade" com a transmissão em directo e sinal aberto, ao arrepio das mais elementares regras da discrição e reserva que regem estatutariamente as Assembleias Gerais, do discurso de abertura da mesma, onde durante o tempo que quiser o Presidente do Conselho Directivo seca à sua volta, como se de um eucalipto se tratasse, adormecendo e zombificando tudo.

 

Foi neste dia, que promoveu a sua ascensão a (pré) mártir, dramatizando com um "Não me deixem cair..." afirmando-se sempre como profeta salvador, misto de D.Sebastião e receoso do desemprego. Curiosamente, é também um ano depois que faz publicar a seu pedido (sim a seu pedido) no jornal que até há meses empregava o Saraiva, um artigo de opinião no mesmo exacto estilo auto-elogioso de ego cheio.

 

Mas também foi neste dia que se começou um processo inquisitorial, do mais baixo e reles que alguma vez assisti (e nem me restrinjo ao Clube) com a nomeação para "apedrejamento" de integrantes de um sonhado e fabricado pela sua distorcida imaginação, movida a medo e receio de tudo e todos, governo sombra. Este momento teve direito a concertações delatórias, ao mais baixo nível dos bufos, com entrega de listas em mão nas redacções dos jornais por funcionário do Clube e posterior difusão alargada pelos canais oficiosos do regime das mesmas em formato alargado.

 

Para qualquer pessoa minimamente inteligente, este dia terá servido de alerta. Para outros, terá sido o "no turning point" em relação a Azevedo de Carvalho. Para muitos, esta é a maneira de se fazer as coisas. Este é o novo Sporting.

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publicado às 10:02

Comissão de Audição

por O 6º Violino, em 20.09.16

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Inicia-se hoje a audição de ex-Presidentes do Sporting Clube Portugal no ambito da auditoria feita após a eleição do último Presidente.

Infelizmente, desde a tomada de posse deste órgãos sociais, iniciou-se uma autêntica "caça às bruxas", quer a ex-dirigentes, quer a simples associados que foram processados, ainda que Azevedo de Carvalho em dois dos três julgamentos já tenho perdido. Paga Sporting.

Sobre esta audição, várias perguntas podem ser colocadas, visto que sobre este tema, a "Saraivada" nada disse.

Qual o motivo pelo qual os ex-Presidentes não foram ouvidos durante a auditoria?

Que motivos levaram à expulsão arbitrária de Godinho Lopes, sem passar pela Assembleia Geral? (digo já que gosto tanto de Godinho Lopes como de molho de tomate. Odeio molho de tomate)

Sendo ex-sócio, que sentido faz ser ouvido? Sendo ex-sócio, e se existisse matéria criminal, porque não aguardar pelos respectivos processos?

Existindo matéria criminal porque não tornar público em Assembleia Geral e deixar correr os processos normalmente?

Qual a legalidade desta comissão? 

Qual o interesse de voltar a achincalhar o nome do Clube para satisfazer a sede de vingança de Azevedo de Carvalho?

Qual o critério de composição da Comissão? Onde estão os representantes de todos os grupos ligados ao Sporting?

Onde está o representante dos núcleos, ou estes só servem para pagar almoços e jantares e fazerem bajulação.

Quem representa Fernando Carvalho, vulgo "Chirola? Representa os associados que tiveram quotas em atraso durante anos?

Representa os associados que agridem Presidentes acabados de tomar posse? Representa o grupelho de miúdos que passam a vida a ameaçar sócios (muitos deles nem isso são) em fóruns de suposto debate?

Quem é esta figura do universo Sportinguista? O que já deu ao Clube para fazer parte da Comissão. Vai levar as pedras?

Para terminar, obviamente que no lugar destes ex-Presidentes esta Comissão ficava a falar sozinha, a rebentar uns petardos entre eles.

SL

 

 

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publicado às 13:47

Obrigação

por Trinco, em 20.09.16

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Este ano, por condicionantes várias, ainda não pude assistir a nenhum jogo ao vivo nas nossas modalidades de pavilhão mais representativas: Andebol, Futsal e Hóquei.

 

Problemas pessoais e o estranho eclipse do troféu Francisco Stromp contribuíram em larga medida para que até ao momento apenas a TV me tenha servido como ponto de referencia e avaliação das reais perspectivas das equipas.

 

Mas, se há algo que será possível afirmar facilmente, olhando para o volume de investimento que acarreta um orçamento que aumenta mais de 70% o valor de honorários, é que mais que ser um objectivo, ganhar as competições nacionais é, mesmo, uma obrigação. De facto, com €6.5M para encargos directos em honorários com as estruturas competitivas, em que se pode extrapolar que estas 3, facilmente consumirão mais de 2/3, não poderá ser de outra maneira.

 

Resta perceber se as apostas feitas, poderão aproximar-nos dessas conquistas. E do que vi acho que sim. Não da maneira que eu acho que devam ser feitas, com planeamento a médio prazo e integração real da formação, mas sim.

 

No Andebol, esta será de longe a equipa mais completa e competitiva dos últimos anos, com a saída de 11 jogadores e a entrada de 7 de valor claramente de topo, alguns até no panorama até europeu, mantendo-se no entanto aquele que considero ter sido o elo mais fraco na passada temporada que foi o treinador. Dirão que sem ele estes jogadores de topo não estariam cá, direi que se ele falha (como várias vezes já falhou) poderemos ter um problema. Esta aposta faz no entanto esmorecer o crescimento e subida de alguns valores da formação no que é conflituosa com aquele que se diz ser o paradigma do Clube. Ainda assim, considero que temos equipa para fazer uma temporada feliz. E ser feliz passa, obviamente, por ser Campeão. Na Europa, considero que temos a obrigação de nos assumirmos como principais favoritos à competição que iremos disputar.

 

No Hóquei, outra revolução com 4 saídas e 5 entradas, e até com o luxo de contratar um campeão europeu para o ceder a uma equipa espanhola. Aqui, as entradas também parecem ser de valor ainda que envelheçam ainda mais a equipa. Um treinador mais treinador e menos adepto poderá ser factor diferenciador positivo, como positivo é a formação da equipa B, que permitirá a continuidade de alguns formandos na sua transição para sénior. Assim estes encontrem lugar, pelo seu valor, na equipa A nos anos seguintes. Considero que, também aqui, teremos obrigação de ser Campeões, mesmo que anteveja maior dificuldade. Na Europa, teremos condições para fazer uma carreira positiva.

 

No Futsal, uma aposta fortíssima a uma já de si forte equipa, faz entrar 5 jogadores, 2 deles de nível mundial, para colmatar 3 saídas, mantendo a estrutura fundamental e o seu treinador, no que será, para mim, o melhor reforço nesta modalidade. Perdemos para um adversário directo, um valor emergente e dois juniores já em transição para sénior (um para já, outro que deverá ficar parado uma época), todos formados localmente e tidos como os melhores da nossa formação. A equipa no campeonato debater-se-á sempre com a impossibilidade de utilizar 3 não formados localmente por jogo, o que até poderá ser usado a favor permitindo ter equipas mais frescas e intensas. Assim haja capacidade de gerir o grupo. A obrigação aqui passa por ganhar tudo (como até já se começou), e com nota artística, sendo que na Europa concedo poderem haver condicionantes de momento que possam tornar essa conquista difícil. A presença na F4 é no entanto também uma obrigação.

 

Disto tudo resulta que, tendo em conta o orçamento, o investimento e as escolhas, temos obrigação de ganhar, sendo liminarmente descartáveis à partida as desculpas da sorte ou da arbitragem.

 

Será uma época de responsabilidades! De assumir essas responsabilidades. À responsabilidade da camisola e da história que representam, acresce a responsabilidade de terem porventura o maior orçamento de sempre no Clube. E se orçamentos não ganham jogos e títulos, são usualmente as desculpas para os perder. Este ano não poderá ser o caso.

 

Será uma aposta, para o imediato, para ganhar já, em ano de eleições e pavilhão. A sustentabilidade deste tipo de orçamento com o tipo de receitas que o Clube faz, será assunto a verificar, sendo que será inaceitável fazê-lo depender apenas e só da participação de sócios e novos sócios quando se tem um orçamento com 1000€ de resultado liquido estimado.

 

P.S. Estranhamente, mesmo com esta aposta, nem uma noticia sobre a GB Modalidades...

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publicado às 10:12

Castigado

por Trinco, em 17.09.16

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O director da secção de futsal do Sporting foi castigado.

 

Dum máximo de 60 meses, foi castigado com 24 meses por agressão e 4 por injurias, em cúmulo jurídico de 30 meses reduzido a 16 por confissão voluntária produzida após conhecimento do relatório do delegado.

 

Obviamente, Miguel Albuquerque não deveria ter agido da forma que agiu. Deveria ter tido auto-controlo suficiente para perceber a posição que ocupava e as responsabilidades que isso lhe trazia. Isso é ponto assente. Mesmo podendo ter pouca influencia no regular desenrolar da época e até do seu trabalho, acaba por prejudicar o Clube com a sua ausência do banco e dos centros de decisão uma vez que não tem substituto de peso aproximado que se vislumbre.

 

Mas, conhecendo minimamente Miguel Albuquerque, e nem digo pessoalmente, apenas vendo o que é a sua postura em campo e o seu discurso fora dele, dificilmente se acredita ter agido em "combustão espontânea". Terá que ter sido provocado ou assistido a provocações. Daí esperar-se o castigo a mais gente.

 

Inesperadamente (ou não)...nada.

 

Do outro lado, um (in)digno representante da classe dos mais reles que tem como figura cimeira um ex-jogador do Sporting. Este, que pelas injúrias produzidas poderia ser afastado entre 4 e 10 jogos, passa entre os pingos da chuva do conselho de disciplina com uma suspensão preventiva de um jogo ainda no playoff da época passada (o que implica que alguma coisa terá feito) e zero jogos na análise deste processo.

 

Este mesmo conselho, mais juiz menos juiz, é o mesmo que castigou Alípio Matos, então no Belenenses com 12 meses, por uma situação bem mais gravosa por mais generalizada e por envolver agentes da autoridade e adeptos, fazendo-o até proferir algumas considerações em relação ao poder do Benfica nos corredores da FPF e deste conselho.

 

Como foi o mesmo que deixou prescrever a mais gravosa situação de sempre vivida num jogo de futsal da 1ª divisão, assistida por todos os que estivessem em Loures e transmitida em directo pela RTP, envolvendo vários jogadores, treinadores e dirigentes desse Clube (que até ameaçou a retirada da equipa sénior no dia seguinte caso algum castigo preventivo fosse produzido no imediato).

 

Isto, em conjunto com a tomada de posição consertada com os outros clubes sobre as penalizações ao incumprimento das regras de utilização dos formados localmente (correcta e legitimamente diga-se, embora diametralmente invertida do que defendiam um ano antes), que visa evidentemente o Sporting e a sua aposta para este ano (e já defendi a minha discordância de preparar a época no pressuposto de poder contornar os regulamentos com o pagamento de multas) e a eventual pretensão de impugnar o último campeonato (para isso aconselho a leitura do artigo 14º do regulamento disciplinar da FPF sobre a homologação de resultados),e o momento em que acontece, mais não é que a marcação de território e sublinhar de determinado poder, nos centros de decisão.

 

Assim, afirmando desde já que mesmo com 3 jogadores não formados localmente de fora por cada jornada, e este ano, haverá muito mais equilíbrio com uma subida acentuada de competitividade das equipas de 2º linha (Braga e Fundão), de 3º (Burinhosa, Belenenses, Módicus) e até algumas primo-divisionarias (Futsal Azeméis e Unidos Pinheirense), teremos melhor equipa, será efectivamente um ano de enormes dificuldades. Desportivas e extra-desportivas.

 

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publicado às 08:51

Esquizofrenia

por Trinco, em 16.09.16

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No rescaldo do jogo de Madrid, como se fossem necessários mais exemplos, o novo Sportinguista voltou a dar um recital de esquizofrenia.

 

Um dos seus, logo aquele que é identificado e venerado como o melhor produto da formação de Alcochete, o melhor do Mundo, o sócio 100.000, o pano de fundo dos apertos de mão dos novos jogadores, o homem com h maiúsculo e grande profissional, passa a ser um vendido, um "pesetero", um falso, um mau-carácter.

 

Pecado? Exagerou o contacto que promove uma falta igualzinha a centenas de outras que outras centenas de jogadores fazem a cada jogo, que lhe permitiu assinalar o golo que marca a viragem do jogo aos 86 minutos. Possivelmente deveriam preferir que ele continuasse, ou simulasse que continuava lesionado. Ou ter ido ao balneário dizer antes do jogo "eu vou jogar mas estejam descansados que não marco golos" ou ter dito ao Zidane "eu jogo mas não me metes a marcar penaltys nem livres. Se meteres eu chuto para fora". É que se é isso que queriam, informo que queriam tornar o Ronaldo num Eusébio!

 

E é esta a lampionização que vivemos!

 

P.S. Estou para ver o que vai acontecer a 22 de Novembro...

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publicado às 09:55

Cruel

por Trinco, em 15.09.16

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Não haverá outra palavra na língua portuguesa que tão bem caracterize os últimos 5 minutos do jogo de ontem.

 

Contra todas as realistas expectativas, o Sporting dominou, dentro e fora de campo no Barnabéu, superiorizou-se durante largos períodos do jogo e se um empate já se poderia considerar lisonjeiro para o adversário, os zero pontos e zero euros com que se sai de Madrid são de uma crueldade e injustiça gritante.

 

Uma exibição extremamente personalizada, numa equipa suficientemente alterada nas suas pedras base para se poder considerar ainda em aprendizagem (e isso foi mais notório com as substituições), mas seguramente das melhores que o Sporting terá feito em competições europeias, e logo perante o actual Campeão Europeu.

 

Fora de campo, parecia Alvalade. E está tudo dito.

 

Que da derrota e da frustração se retirem as lições do muito, de muito bom que foi feito, e que isso se torne em força animica e confiança. Há uma época em que é obrigatório, sem aspas, ganhar tudo!

 

[Fotografia de Jorge Amaral para O Jogo]

 

P.S. Não, aqui não desejamos derrotas do Sporting, independentemente da concordância ou discordância do proprietário do rabo que se senta na cadeira do poder. Antes de 2013 ou depois de 2013.

 

 

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publicado às 09:37

Flip of a coin

por Trinco, em 09.09.16

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A SAD apresentou há poucas horas o seu Relatório e Contas referente à época 2015-2016. Apresenta perto €32M de prejuízo, mas convém que se perceba que este documento refere-se ao período entre 1 de Julho de 2015 e 30 Junho de 2016. Ou seja, não estão aqui reflectidas as compras e vendas feitas após este dia.

 

Se o prejuízo, pessoalmente, não me causa nenhuma estranheza sendo perfeitamente expectável, já a dimensão do mesmo é um pouco mais surpreendente. No 3º trimestre (Janeiro a Março) este prejuízo era de €17,1M, 3 meses depois é de €31,9M.

 

Assim, verifica-se que a perda em relação ao exercício anterior (+€19,3M) é de uns alarmantes €51,2. Obviamente que os €15M da reserva a que a SAD se viu obrigada a fazer a meio do exercício, relativamente aos riscos do processo Doyen, que durante dois exercícios serviram para o foguetório do sucesso financeiro não consegue explicar tudo. Aliás, explica muito pouco. Como não explicará as diferenças de receitas sobre a participação nas competições europeias. pois só se verifica uma perda de €2.9M, sendo que em Outros rendimentos e ganhos, Direitos TV , Bilheteira e bilhetes época até houve um acréscimo de receita de €13,5M.

 

O que mudou então? Como é óbvio a quase duplicação do valor de Encargos com o pessoal. A SAD pagou em 2015/2016, €48,8M (€37,1M dos quais em remunerações directas ao Plantel e Equipa técnica, mais €18.9M que na época transacta) à sua estrutura de recursos humanos.

 

É curioso verificar então o histórico deste valor. Em 2011/2012, a SAD tinha €42,5M de encargos com o pessoal, em 2012/2013  €41,6, em 2013/2014, €25,0M, em 2014/2015, €25,1M, para neste exercicio agora terminado  ter o valor acima mencionado de €48,8M. €6M acima daquilo que se dizia em 2013 ser insustentável.

 

O problema é que é mesmo. A SAD gerou neste exercício apenas €68,7M de ganhos, pouco mais de €10M em relação ao exercício passado que teve um valor de custos com pessoal de quase metade.

 

O problema é que voltamos ao "flip of a coin", à bola que bate na barra e ao árbitro que não marca o penálti. Tudo, completamente às avessas do sufragado nas últimas eleições e bem mais próximo dos pressupostos de gestão da anterior administração: O gastar para ganhar.

 

Isso e o viver de receitas extraordinárias, que vão servir lá para Novembro, com a publicação das contas do 1º trimestre, para novo foguetório. Acontece, que assumir estas vendas como meio de gestão e programação está longe de ser uma gestão de rigor e muito menos de excelência. Vender um jogador por ano para gerar a receita necessária ao funcionamento, era o pressuposto muito atacado da maior parte das administrações do projecto Roquette, sendo que no caso até fizeram por acautelar essa possibilidade, com o investimento forte numa política de formação que ainda hoje dá frutos. O que se pergunta agora é: E para o ano quem é que se vende?...

 

P.S.1 Sobre remunerações de corpos sociais, rectroactividades e valores de "outros encargos" nas compras no valor de mais de metade do gasto nas aquisições dos direitos económicos dos jogadores, prefiro nem falar...

 

P.S.2 Neste momento a SAD, com a reestruturação feita, tem um capital próprio negativo de €24,9, um passivo corrente superior ao activo corrente em €79,2 e um passivo de €249,2. Em 2013, sem reestruturação, tinha um capital próprio negativo de €119,4, um passivo corrente superior ao activo corrente em €99,1 e um passivo de €258,8. Ou seja, reduziu-se fortemente o capital próprio negativo, muito fruto da entrada da SPM, limpinha de dividas pagas pelo Clube e com os direitos do estádio, na SAD, mas a diferença entre passivo corrente e activo corrente, bem como do passivo, muito longe de serem essa evolução genial.

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publicado às 09:10

Comissões (a Saraivada)

por Trinco, em 07.09.16

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E ao cair da tarde, pressentido o perigo a cada esquina, eis que surge a saraivada do costume a responder a tudo menos ao que deve (mais, mais lá para a frente).

 

Então começa a Saraivada do dia por dizer que tudo é uma maneira de distrair as pessoas das transformações que alega estarem a acontecer no Futebol Português. Como se algo que diz respeito essencialmente ao Sporting, ao seu funcionamento e à sua paz, não fosse bem mais que apenas uma manobra de distracção. Na mesma linha alega que tudo isto pretende apenas atingir Azevedo de Carvalho, como se não fosse ele o autor moral e factual da dita comissão, que, apesar de alegar "falta de rigor" e "truncagem inaceitável da realidade", nunca desmente verdadeiramente o Jornal, antes confirmando as suas informações, aumentando-as até na sua abrangência.

 

É que o jornal informa que vai haver uma comissão e que esta incluirá os GOA's. O que é confirmado. Como confirma a sua constituição.

 

Mas informa outra coisa, que por não ter confiança total na minha memória não abordei com a profundidade devida. Diz Saraiva que "a sua constituição foi inspirada e adaptada da proposta aprovada pelos Sócios em Assembleia Geral para o acompanhamento dos Tribunais Arbitrais". Ora acontece que o que foi aprovado em Assembleia Geral foi a constitução da "Comissão de acompanhamento dos Tribunais Arbitrais" e não esta comissão ad-hoc, completamente desfasada e sem sustentação nos estatutos.

 

Ou seja, não fazendo parte do procedimento da auditoria aprovado, pois este já foi dado por encerrado, nem parte da "Comissão de Acompanhamento do Tribunal Arbitral" aprovada a 24 de Abril, pois não é disso que se trata, esta comissão tem uma validade reduzida e legalidade discutível. Pior ainda por se propor a fazer um "julgamento" prévio e condicionante do que se venha a apresentar em Assembleia Geral.

 

É que por muitas alterações estatutárias "à la carte" que tenham acontecido em quase todas as AG's deste mandato, a capacidade de criação de comissões deste tipo, por iniciativa presidêncial (e convém lembrar que a hipótese Tribunal Arbitral, de onde esta deriva, é introduzida por José Eduardo Bettencourt), ainda não foi introduzida.

 

Por outro lado, afirma também que a comissão "é constituída por representantes das múltiplas correntes e sensibilidades que compõem o Universo Sporting". O que não pode deixar o mais alheado dos Sportinguistas perplexo. Onde está a sensibilidade dos Cinquentenários? E dos Núcleos? E até das pessoas e órgãos que vão estar em análise? Mas há uma sensibilidade em nome individual que está presente sem que se perceba porquê, que toda a gente mais atenta sabe como pensa e o quão predisposto está para promover um auto de fé.

 

E não julguem que estou contra que se esclareça tudo. Antes pelo contrário e agroa como antes. Mais não seja para resolver o passado e fazer as pazes no presente que perdurem no futuro. Apenas acho que um Clube como o Sporting está obrigado a proceder de maneira justa e equilibrada perante todos os seus.

 

Mas além disso, a Saraivada fala também da reclamação do direito de resposta e audição aos ex-presidentes, o que neste momento só pode ser encarado como um momento cómico. Ou amnésico. É que depois de 3 anos a meter gasolina na fogueira, a proceder judicialmente contra ex-dirigentes na sequencia dos resultados da auditoria sem os ouvir, falar na defesa desse direito é de bradar aos céus.

 

Mas esquece-se o Saraiva, tão solicito a responder a tudo, de o fazer ao noticiado aumento de 33% após o 1º ano dum contrato de 3, ao treinador que falhou o objectivo maior na época transacta. É que não havendo resposta, qualquer um poderá admitir ser verdade. E sendo, em que prateleira se coloca este tipo de gestão. No mesmo em que se coloca o acto de recusar €80M (sim Euros, a afirmação surge num contexto em que se falava em Euros) por um qualquer jogador do plantel, para na janela seguinte conseguir vender dois por "apenas" €40M e €30M. Teremos a prazo uma auditoria? Ou uma comissão de inquirição?

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publicado às 19:41

Comissões (já com nomes...)

por Trinco, em 07.09.16

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O mesmo jornal I, que noticiava com a exclusividade a formação da dita comissão já aqui abordada no post anterior, detalha os nomes da mesma, no que lhe concedo, isso sim ser um exclusivo e uma informação relevante.

 

Diz o dito jornal que:

 

Além de Marta Soares, que preside à comissão, dela faz parte o presidente Bruno de Carvalho (em representação do Conselho Diretivo), Bacelar Gouveia (Conselho Fiscal e Disciplinar), João Trindade (Conselho Permanente do Conselho Leonino), Artur Mota (em representação da lista de Carlos Severino), João Rodrigues (em representação da lista de candidatura de Caldeira Pires), Maria Helena Dias Ferreira (Leões de Portugal), José Carlos Estorninho (Grupo Stromp) e pelo sócio Fernando Carvalho, além dos representantes de todas as claques. Telmo Veloso representa a Torcida Verde, Nuno Santos a Juventude Leonina, Bernardo Mendes a Directivo Ultra XXI e Luís Silva a Brigada Ultras.

 

Esta composição, além de verificar a ausência de representante da lista de José Couceiro (que a bem da verdade pode ter recusado) representando algo que se extinguiu nas eleições (como as outras listas que aceitaram ser representadas), assinala a ausência da comissão de representantes do grupo dos Cinquentenários, dos Núcleos e a presença de um sócio em nome individual, sem que se perceba a causa da nomeação que me inspiram muito pouca confiança em relação à isenção e justiça do seu julgamento (como já li hoje, um pouco como meter o dr. Barroso a arbitrar um Sporting vs. Benfica).

 

Mais informa que já haverá datas para as audições: José Roquette a 15 de Setembro, Dias da Cunha e Filipe Soares Franco a 22 de Setembro), José Bettencourt e Godinho Lopes a 27 de Setembro, com apenas José Roquette e Filipe Soares Franco a confirmarem a sua intenção de estarem presentes.

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publicado às 15:07

Comissões (de pessoas...)

por Trinco, em 07.09.16

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Surge hoje a noticia, como grande exclusivo do jornal I, a presença numa comissão interna para a audição de ex-presidentes em resultado do apuramento e conclusões da auditoria de gestão, de membros das claques.

 

Na realidade, esta comissão é ela própria um sub-produto e resultado de uma autorização dada em AG de 24 de abril deste ano, para a criação de tribunais arbitrais em substituição dos tribunais cíveis, sob proposta de José Eduardo Bettencourt. Estes, verificaram-se logo, vir a ser de difícil constituição e duvidosa legalidade dado a responsabilidade solidária de todos os elementos dos corpos sociais de cada mandato que obrigava a uma aceitação explicita por todos os elementos, o que nem com a equipa do proponente foi conseguido.

 

Nestes tribunais, existiriam 3 juízes, 1 nomeado por cada uma das partes e um 3º de comum acordo e a tal comissão de acompanhamento, que mais não seria que o público autorizado a assistir ao vivo às sessões, assim numa espécie de "O Juiz Decide". Essa Comissão de 100 pessoas, teve logo a sua proposta de constituição, aprovada nos termos de se compor por nomeados em lotes de 10, cada, pelo Conselho Directivo, pela Mesa da Assembleia Geral, pelo Conselho Fiscal e de Disciplina, pelo Conselho Leonino, pelo Grupo Stromp, pelos Grupo dos Cinquentenários, pelos Grupos Organizados de Adeptos, pela lista do Carlos Severino, pela lista do José Couceiro e pela Lista Independente ao CFeD (mesmo não tendo estes três uma verdadeira identidade comum, pois foram listas que se extinguiram com o fim do processo eleitoral).

 

Acontece que, perante a impossibilidade da constituição destes tribunais arbitrais, em meados de Agosto foi feito saber que se iria proceder à constituição da comissão interna, presume-se formulada nos mesmos moldes, para audição a José Roquette, Dias da Cunha, Soares Franco, José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes. Foi dado a conhecer também por fontes internas do Clube que a Comissão produziria as suas conclusões que seriam enviadas à Assembleia Geral, para decisão de acções sequentes, que considerariam até a retirada das acções já interpostas.

 

Ora o problema aqui, na minha opinião, não é a presença das claques, embora entenda o quão absurdo, dados os antecedentes a coisa possa tornar-se. O problema é o poder que é dado a esta comissão que, na sua essência, é o de um tribunal prévio, sendo difícil descortinar a sua capacidade para exercer esse poder e acima de tudo a justiça e equidade de todo o procedimento.

 

Além do mais, inverte o que poderia ser o normal e razoável curso deste procedimento ao propor-se a ouvir a defesa de ex-presidentes, depois dos mesmos já terem sido judicialmente accionados previamente como são os casos de José Eduardo Bettencourt e Godinho Lopes (mesmo que haja a alegação de dúvidas sobre a natureza e a prescrição). Acresce ainda que se propõe ouvir alguém que até já foi condenado com pena de expulsão do seu estatuto de sócio. Um caso de dispara primeiro e pergunta depois.

 

Pessoalmente tenho as maiores reservas à independência desta comissão e às conclusões que por ela venham a ser produzidas. Dados os antecedentes, custa-me pouco a acreditar na sua submissão aos calendários eleitorais, seja para se tornar um tribunal popular em relação a determinados alvos apetecíveis, seja para permitir uma fuga aos processos em tribunal e limpeza das conclusões em relação a outros agora aliados.

 

No todo, uma tentativa de limpeza de imagem, dando-lhe uns tons mais magnanimes e estadistas, essencialmente por se ter apercebido que a sua base indefectível poderia não ser suficiente e, por isso mesmo, ser preciso agradar à mediana dos sócios, que tendo pouca memória, gosta pouco de belicismos constantes.

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publicado às 09:35


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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